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Livros Litúrgicos


Os principais livros litúrgicos, em que se encontram as preces e cerimônias concernentes ao culto público são: O missal, o breviário, o ritual, o pontifical, o cerimonial dos bispos, o martirológico, o memoriale rituum de Bento XV, a instrução clementina para as 40 horas e os livros de canto gregoriano.

Missal: É o livro que encerra todas as orações da Missa. Nas origens, era chamado de "sacramentário", quer dizer livro que contém as orações do sacramento por excelência, que é a Eucaristia. Todavia, os sacramentários, cujos autores principais foram S. Gelásio e S. Gregório Magno, traziam o Canôn , as orações, os prefácios e nada mais, ou seja, davam as partes que o sacerdote devia rezar ou cantar, celebrando. O evangelho, epístolas, lições a ser recitados pelos diáconos, subdiáconos e leitores, ficava separado em outros tantos livros especiais que vinham a ser o evangeliário, , ou o livro dos evangelhos, o epistolário e o lecionário.

Para o séc. IX, organizaram-se missais que reunissem estes dois elementos. Esses novos livros eram chamados plenários. Já se tornavam indispensáveis para as paróquias menos importantes, em que não haviam ministros inferiores, e por causa do uso adotado nessa época, de dizer missas rezadas.

Em 1570 o Papa S. Pio V publicou e promulgou o "Missale Romanum", pela bula "Qui Primum tempore". Este missal esteve em vigor em toda a Igreja até 1969.

Breviário: É o ofício que contém o oficio divino a ser rezado, ou cantado, por quem recebeu as ordens sacras, ou gozam de algum benefício eclesiástico. Foi publicado em 1548.

Ritual: Este livro prescreve os ritos para administração dos Sacramentos, para as bênçãos, e mais algumas funções, , como a ordem das procissões, das exéquias, etc. Foi publicado em 1614.

Pontifical: Encontram-se neste, os ritos das funções peculiares dos bispos, como: a consagração dos santos óleos, das Igrejas, dos vasos sagrados, e a administração dos sacramentos da confirmação e da ordem. Publicado em 1600.

Cerimonial dos Bispos: Este livro indica as cerimônias próprias das igrejas catedrais ou colegiais. A maior parte dessas cerimônias dizem respeito ao bispo, ou, quando menos exigem em que esteja presente. Foi publicado em 1600.

Martirológio: Tem este nome porque primitivamente inscreviam-se nele só os mártires. Hoje traz menção e louvor de todos os Santos que a Igreja comemora cada dia. Publicado por 1584, por Gregório XIII.

Instructio Clementina: Aprovada por Clemente XII em 1735 para a exposição do Santíssimo Sacramento nas quarenta horas e Adoração perpétua.

Memoriale Rituum: De Bento VI (1920) é o livro das cerimônias das Igrejas menores, para certas funções especiais do ano, como a benção das velas, das cinzas e dos ramos, , e o sagrado tríduo da semana santa. O que se refere à Semana Santa foi suprimido e hoje segue o O.H.S (Ordo Hebdomadae Sanctis) de 5 de fevereiro de 1957.

Entre os livros litúrgicos, podem contar-se também, os livros de canto gregoriano segundo a edição típica e vaticana, e para editá-los seguem normas especiais.

 

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