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O esquecimento da terminologia

Tenho reparado que alguns dão um contexto errado ao termo "Apostasia", qualquer evento heretodoxo, imoral e anti-litúrgico que se noticia por aí já tem gente definindo como "apostasia". Dentro do universo blogueiro está acontecendo o fenômeno homonímio, em que uma palavra ganha duplo sentido geralmente por causa do emprego errôneo em relação à sua semântica original.

Da Enciclopédia Católica:

"No CDC (751) assim se cha­ma o repúdio total da fé cristã por quem tenha sido baptizado. É delito mais gra­ve do que a *heresia e o *cisma, cominado com a pena de *excomunhão. Ao apóstata são recusadas exéquias ecle­siás­ticas, a menos que antes tenha dado si­nais de arrependimento."

O católico ao aderir o protestantismo, não comete apostasia, mas o delito da heresia e cisma, ele continua a professar a fé em Nosso Senhor, mas de modo falso e deturpado. Isso porque ele ainda permanece cristão. Só pode ser herege e cismático quem é batizado na Igreja de Cristo.

O católico ao aderir o judaísmo, islamismo ou qualquer uma das falsas religiões ele comete apostasia, ele passa a negar a redenção de Cristo e a fé cristã como determina o credo da fé qual abraçou. Nesse caso ele passa a ser um infiel.

Bem, podem argumentar que o francês usou o termo apostasia, mas ele usou de modo errado assim como os protestantes usam o termo "idólatras" para designar os católicos e sabemos que o uso é perfeitamente falso.

 

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