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FSSPX - Ordenações em Winona EUA

Em 17 de junho foram ordenados por Dom Fellay 11 diáconos e 5 padres no Seminário Santo Tomás de Aquino, que localiza em terra norte americana em Winona.

“Enquanto a Sociedade (de São Pio X) não tiver um status canônico na Igreja, seus ministros não exercem ministérios legítimos na Igreja (…) até que as questões doutrinais sejam esclarecidas, a Sociedade não tem status canônico na Igreja, e seus ministros (…) não exercem legitimamente nenhum ministério na Igreja”. As ordenações são, portanto, ainda consideradas ilegítimas. Bento XVI

As ordenações ainda que válidas são ilícitas, pecaminosas e horrendas. As Missas desses padres serão ilícitas e suas celebrações de matrimônio e confissões inválidas

O sacramento, qualquer um, para ser válido, precisa ter forma, matéria, ministro e intenção válidas. No caso do Matrimônio, além desses quatro elementos intrínsecos, precisa também ter forma canônica válida, dado que, além de sacramento, é um contrato.

Pois bem, no sacramento da Ordem, a forma é o chamado prefácio consecratório, o qual contém a recitação de uma fórmula que explicite o grau (diaconato, presbiterato ou episcopado) e o identifique com o sacerdócio de Cristo, a matéria é a imposição das mãos, a intenção é a geral de fazer o que a Igreja quer (neste caso, a Igreja quer constituir diáconos, sacerdotes e Bispos), e o ministro é o Bispo validamente sagrado.

 
A comunhão com a Igreja não é requisito de validade, mas de licitude. Assim, um padre ordenado por um Bispo da Igreja Ortodoxa é um sacerdote válido. Um padre da SSPX também. Um padre da Igreja Patriótica da China também. Os Bispos da SSPX são verdadeiros Bispos, etc.

Deus não produz a graça por um sacramento inválido. Assim, os "sacramentos" ministrados por um falso padre, por não serem verdadeiros sacramentos, não produzem a graça na alma. Todavia, estando a pessoa de boa-fé, pode ser produzida a graça de modo extraordinário (i.e., por ocasião da ministração dos falsos sacramentos, mas não por causa deles), através do que se chama Ecclesia supplet, o suprimento da Igreja.

Em sacramentos válidos, mas ilícitos, o aumento da graça santificante só se dá se o sujeito que os recebe não os recebe ilicitamente (i.e., se está de boa fé). Se souber que são ilícitos, não só a administração é ilícita, como a recepção, e, como tal, não é frutuosa. Já a graça específica de cada sacramento é produzida mesmo estando de má-fé os sujeitos que recebem o sacramento válido, mas ilícito.

Sempre que recebemos um sacramento, além da graça atual própria do sacramento, recebemos ou a primeira graça santificante (no Batismo e na Reconciliação, justamente por isso chamados "sacramentos dos mortos"), ou um aumento da mesma (nos demais, os "sacramentos dos vivos"). Se recebemos um sacramento inválido, mas estamos de boa-fé, evidentemente não recebemos a graça específica (por exemplo, um fiel que "comunga" em uma Missa inválida, não recebe o Corpo e o Sangue de Cristo, mas um simples pão; mesmo que esteja de boa-fé, o pão não se torna Cristo pelo Ecclesia supplet; o mesmo em relação à Cristma etc), mas a graça santificante que poderíamos receber pelo sacramento pode nos ser dada pela misericórdia de Deus. Não pelo sacramento inválido, pois o que é nulo não produz efeitos, mas por ocasião do sacramento inválido e de modo extraordinário.

Evidentemente, a ministração válida dos sacramentos após uma inválida é exigida somente no caso de descobrir-se que houve tal nulidade.

Uma coisa que se precisa deixar claro:

A SSPX continua não-existindo como figura jurídica uma vez que foi suprimida e nunca reabilitada.

1. A remoção das excomunhões só afeta os bispos vivos.

2. A situação dos padres que eles ordenaram continua a mesma (suspensão automática de ordens), e só muda depois que:

2a. O papa der jurisdição para estes bispos através da assignação de uma sé titular. Até o presente momento eles são bispos de lugar nenhum, sem jurisdição, e sem jurisdição completa continuam (mas passam a ter jurisdição naquilo em que todos os bispos têm jurisdição universal independente de terem jurisdição particular).

2b. Os bispos, com jurisdição, assinarem decretos levantando as suspensões "a divinis" dos padres que eles mesmos ordenaram, e os incardinando em suas devidas sés titulares OU na prelazia OU no instituto que virá a ser criado.

Existe todo um processo legal pra isso, não basta simplesmente dizer que a SSPX foi "desexcomungada" e que a partir de amanhã já se pode ir lá nas capelas assistir a missa de algum padre deles - o mesmo não se pode dizer dos bispos individualmente e de suas missas particulares.

Eu me confessaria com um padre da FSSPX ou até mesmo com Leornado Boff, mas somente em perigo de morte, cujo sacramento funciona naquilo que se chama "jurisdição de suplência".

http://www.sspx.org/district_news/priestly_ordinations_2011/Ordinations22.jpg


Neo-sacerdote lefreviano, suspenso das ordens ad divinis

 

©2009 Tradição em foco com Roma | "A verdade é definida como a conformidade da coisa com a inteligência" Doctor Angelicus Tomás de Aquino