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O motivo da recusa de Cristo pelos judeus

Os judeus, que comentem o crime da apostasia negam o Messias que veio para seu povo pelas seguintes razões:

1 - Jesus não preencheu as profecias messiânicas
2 - Cristianismo contradiz a teologia judaica
3 - Jesus não personifica as qualificações pessoais do messias
4 - Versículos bíblicos "referindo-se" a Jesus são traduções incorretas
5 - A crença judaica é baseada na revelação nacional

Estariam eles certos? Vamos ver os detalhes em suas argumentações:

1. JESUS NÃO PREENCHEU AS PROFECIAS MESSIÂNICAS

O que o Messias deveria atingir? A Torá diz que ele:

a - Construirá o terceiro Templo Sagrado (Yechezkel 37:26-28)

b - Levará todos os judeus de volta à Terra de Israel (Yeshayáhu 43:5-6).

c - Introduzirá uma era de paz mundial, e terminará com o ódio, opressão, sofrimento e doenças. Como está escrito: "Nação não erguerá a espada contra nação, nem o homem aprenderá a guerra." (Yeshayáhu 2:4).

d - Divulgará o conhecimento universal sobre o D'us de Israel - unificando toda a raça humana como uma só. Como está escrito: "D'us reinará sobre todo o mundo - naquele dia, D'us será Um e seu nome será Um" (Zecharyá 14:9).

O fato histórico é que Jesus não preencheu nenhuma destas profecias messiânicas.

2. CRISTIANISMO CONTRADIZ A TEOLOGIA JUDAICA

a - D'us em três?

A idéia cristã da trindade quebra D'us em três seres separados: o Pai, o Filho e o Espírito Santo (mateus 28:19). Compare isto com o Shemá, a base da crença judaica: "Ouve, ó Israel, o Eterno nosso D'us, o Senhor é UM" (Devarim 6:4).

Os judeus declaram a unicidade de D'us todos os dias, escrevendo-a sobre os batentes das portas (Mezuzá), e atando-a à mão e cabeça (Tefilin). Esta declaração da unicidade de D'us são as primeiras palavras que uma criança judia aprende a falar, e as últimas palavras pronunciadas antes de morrer.

Na Lei Judaica, adorar um deus em três partes é considerado idolatria - um dos três pecados cardeais, que o judeu prefere desistir da vida a transgredir. Isto explica porque durante as Inquisições e através da História, os judeus desistiram da vida para não se converterem.

b - Um homem como deus?

Os cristãos acreditam que D'us veio à terra em forma humana, como disse Jesus: "Eu e o Pai somos um" (João 10:30). Maimônides devota a maior parte do "Guia para os perplexos" a idéia fundamental que D'us é incorpóreo, significando que Ele não assume forma física. D'us é eterno, acima do tempo. É infinito, além do espaço. Não pode nascer, e não pode morrer. Dizer que D'us assume forma humana torna D'us pequeno, diminuindo tanto Sua Unidade como Sua Divindade. Como diz a Torá: "D'us não é um mortal" (Bamidbar 23:19).

O Judaísmo diz que Messias nascerá de pais humanos, com atributos físicos normais, como qualquer outra pessoa. Não será um semi-deus, e não possuirá qualidades sobrenaturais. De fato, em cada geração vive um indivíduo com a capacidade de tornar-se o Messias. (veja Maimônides - Leis dos Reis 11:3).

c - Um intermediário para a oração?

É uma idéia básica na crença cristã que a prece deve ser dirigida através de um intermediário - i.e., confessando-se os pecados a um padre. O próprio Jesus é um intermediário, pois disse: "Nenhum homem chega ao Pai a não ser através de mim." No Judaísmo, a prece é assunto totalmente particular, entre cada pessoa e D'us. A Torá diz: "D'us está perto de todos que clamam por Ele" (Tehilim 145:18). Além disso, os Dez Mandamentos declaram: "Não terá outros deuses DIANTE DE MIM," significando que é proibido colocar um mediador entre D'us e o homem. (veja Maimônides - Leis da Idolatria cap. 1).

d - Envolvimento no mundo físico

O Cristianismo frequentemente trata o mundo físico como um mal a ser evitado. Maria, a mais sagrada mulher cristã, é retratada como uma virgem. Padres e freiras são celibatários. E os mosteiros estão em locais remotos e segregados. Em contraste, o Judaísmo acredita que D'us criou o mundo físico não para nos frustrar, mas para nosso prazer. A espiritualidade judaica vem através do envolvimento no mundo físico de maneira tal que ascenda e eleve. O sexo no contexto apropriado é um dos atos mais sagrados que podemos realizar.

O Talmud diz que se uma pessoa tem a oportunidade de saborear uma nova fruta e recusa-se a fazê-lo, terá de prestar contas por isso no Mundo Vindouro. As escolas rabínicas ensinam como viver entre o alvoroço da atividade comercial. Os judeus não se afastam da vida, elevam-na.

3. JESUS NÃO PERSONIFICA AS QUALIFICAÇÕES PESSOAIS

a - Messias como profeta

Jesus não foi um profeta. A profecia apenas pode existir em Israel quando a terra for habitada por uma maioridade de judeus. Durante o tempo de Ezra (cerca de 300 AEC), a maioria dos judeus recusou-se a mudar da Babilônia para Israel, e assim a profecia terminou com a morte dos três últimos profetas - Chagai, Zecharyá e Malachi.

Jesus apareceu em cena aproximadamente 350 anos após a profecia ter terminado.

b - Descendente de David

O Messias deve ser descendente do Rei David pelo lado paterno (veja Bereshit 49:10 e Yeshayáhu 11:1). Segundo a reivindicação cristã que Jesus era filho de uma virgem, não tinha pai - e dessa maneira não poderia ter cumprido o requerimento messiânico de ser descendente do Rei David pelo lado paterno!

c - Observância da Torá

O Messias levará o povo judeu à completa observância da Torá. A Torá declara que todas as mitsvot permanecem para sempre, e quem quer que altere a Torá é imediatamente identificado como um falso profeta. (Devarim 13:1-4).

No decorrer de todo o Novo Testamento, Jesus contradiz a Torá e declara que seus mandamentos não se aplicam mais.

4. VERSÍCULOS BÍBLICOS "REFERINDO-SE" A JESUS SÃO TRADUÇÕES INCORRETAS

Os versículos bíblicos apenas podem ser entendidos estudando-se o texto original em hebraico - que revela muitas discrepâncias na tradução cristã.

a - Nascimento virgem

A idéia cristã de um nascimento virgem é extraído de um versículo em Yeshayáhu descrevendo uma "alma" que dá à luz. A palavra "alma" sempre significou uma mulher jovem, mas os teólogos cristãos séculos mais tarde traduziram-na como "virgem". Isto relaciona o nascimento de Jesus com a idéia pagã do primeiro século, de mortais sendo impregnados por deuses.

b - Crucifixão

O versículo em Tehilim 22:17 afirma: "Como um leão, eles estão em minhas mãos e pés." A palavra hebraica ka'ari (como um leão) é gramaticalmente semelhante à palavra "ferir muito". Dessa maneira o Cristianismo lê o versículo como uma referência à crucifixão: "Eles furaram minhas mãos e pés."

c - Servo sofredor

Os cristãos afirmam que Yeshayáhu (Isaías) 53 refere-se a Jesus. Na verdade, Yeshayáhu 53 segue diretamente o tema do capítulo 52, descrevendo o exílio e a redenção do povo judeu. As profecias são escritas na forma singular porque os judeus (Israel) são considerados como sendo uma unidade. A Torá está repleta de exemplos de referências à nação judaica com um pronome singular.

Ironicamente, as profecias de perseguição de Yeshayáhu referem-se em parte ao século 11, quando os judeus foram torturados e mortos pelas Cruzadas, que agiram em nome de Jesus.

De onde provêm estas traduções erradas? S. Gregório, Bispo de Nanianzus no século IV, escreveu: "Um certo jargão é necessário para se impor ao povo. Quantos menos compreenderem, mais admirarão."

5. A CRENÇA JUDAICA É BASEADA NA REVELAÇÃO NACIONAL

Das 15.000 religiões na História Humana, apenas o Judaísmo baseia sua crença na revelação nacional - i.e., D'us falando a toda a nação. Se D'us está para iniciar uma religião, faz sentido que Ele falará a todos, não apenas a uma pessoa.

O Judaísmo,é a única entre todas as grandes religiões do mundo que não confia em "reivindicações de milagres" como base para estabelecer uma religião. De fato, a Torá afirma que D'us às vezes concede o poder de "milagres" a charlatães, para testar a lealdade judaica à Torá (Devarim 13:4).

Maimônides declara (Fundações da Torá, cap. 8):

"Os Judeus não creram em Moshê (Moisés), nosso mestre, por causa dos milagres que realizou. Sempre que a crença de alguém baseia-se na contemplação de milagres, tem dúvidas remanescentes, porque é possível que os milagres tenham sido realizados através de mágica ou feitiçaria. Todos os milagres realizados por Moshê no deserto aconteceram porque eram necessários, e não como prova de sua profecia.

"Qual era então a base da crença judaica? A revelação no Monte Sinai, que vimos com nossos próprios olhos e ouvimos com nossos ouvidos, não dependendo do testemunho de outros... como está escrito: 'Face a face, D'us falou com vocês...' A Torá também declara: 'D'us não fez esta aliança com nossos pais, mas conosco - que hoje estamos todos aqui, vivos.' (Devarim 5:3)."

O Judaísmo não são os milagres. É o testemunho da experiência pessoal de todo homem, mulher e criança.

6. JUDEUS E GENTIOS

O Judaísmo não exige que todos se convertam à religião. A Torá de Moshê é uma verdade para toda a Humanidade, seja judia ou não. O Rei Salomão pediu a D'us para considerar as preces de não-judeus que vão ao Templo Sagrado (Reis I, 8:41-43). O profeta Yeshayáhu refere-se ao Templo Sagrado como uma "Casa para todas as nações." O serviço no Templo durante Sucot realizava 70 oferendas de touros, correspondendo às 70 nações do mundo. De fato, o Talmud diz que se os Romanos tivessem percebido quantos benefícios estavam conseguindo do Templo, jamais o teriam destruído.

Os judeus nunca buscaram ativamente converter as pessoas ao Judaísmo, porque a Torá prescreve um caminho correto para que os gentios o sigam, conhecido como "As Sete Leis de Nôach." Maimônides explica que qualquer ser humano que observe fielmente estas leis morais básicas recebe um lugar apropriado no céu.

7. TRAZENDO O MESSIAS

De fato, o mundo está desesperadamente necessitado da Redenção Messiânica. A guerra e a poluição ameaçam nosso planeta; o ego e a confusão estão erodindo a vida familiar. Na mesma extensão em que estamos conscientes dos problemas da sociedade, é a extensão em que ansiamos pela Redenção. Como declara o Talmud, uma das primeiras perguntas que um judeu recebe no Dia do Julgamento é: "Você ansiou pela vinda do Messias?"

Como podemos apressar a vinda de Mashiach? A melhor maneira é amar generosamente toda a humanidade, cumprir as mitsvot da Torá (da melhor maneira que pudermos) e encorajar outros para que as cumpram também.

O Mashiach pode chegar a qualquer momento e tudo depende de nossas ações. D'us estará pronto quando estivermos. Pois, como disse o Rei David: "A Redenção chegará hoje - se derem atenção à Sua voz."

As argumentações foram escritas pelo rabino Shraga Simmons.

O rabino simplesmente não conhece nada de teologia cristã; seus argumentos contra a encarnação são sofríveis. Nas seis primeiras questões da III parte da Suma, Santo Tomás responde todos os argumentos possíveis da filosofia contra a encarnação.

No que diz respeito às profecias messiânicas, estas devem ser interpretadas de acordo com os quatro sentidos da Escritura: o sentido literal e o sentido espiritual, que se divide em moral, analógico e anagógico. Há uma obra de apologética, cujo autor - católico - trata dessas profecias messiânicas e demonstra muito conhecimento da língua hebraica (esse é um dos argumentos dos judeus: que não lemos a Bíblia na língua deles. Uma coisa é ler a Bíblia em hebraico e outra, bem diferente, é levar em consideração, a exegese de rabinos que durante séculos foram inimigos do cristianismo).

Quanto ao Salmo 22, onde há uma referência à crucificação (não só lá, mas também em Daniel 9,26, se fala da morte do messias), o hebraico de nove séculos depois de Cristo (texto massorético) diz "ka'ari" ("semelhante a um leão"), mas a Septuaginta e a versão grega de Áquila (que é diferente da LXX) trazem algo bem diferente.

Bem, não se trata de uma grande alteração o que fizeram os massoretas. Eles apenas trocaram a letra waw pela letra yod, e, assim, o verbo "ka'aru" (= traspassar, cavar ou perfurar) tornou-se ka'ari (= semelhante a um leão). Assim, a parte do verso 16 do Salmo 22 da Bíblia Hebraica ficou assim traduzido: "“Eles cercaram minhas mãos e pés como um leão".

O mesmo Salmo na Vulgata e na Septuaginta, bem como em outras versões antigas, mais próximas do hebraico, como a de Áquila e a de Símaco, omitem a referência ao leão e traduzem de uma maneira diferente. Algumas dessas versões trazem "amarrar" ao invés de "perfurar", o que é totalmente aplicável ao Messias, uma vez que foi a ele que amarraram e transpassaram as mãos e os pés. A própria tradução da TEB (Tradução Ecumênica da Bíblia) diz algo assim: "Amarram as minhas mãos e os meus pés como um leão" (paráfrase minha), o que na verdade, seria traduzir duas vezes a mesma palavra, uma tendo por autoridade o texto massorético e a outra demais versões.

A LXX utiliza o verbo "cavar" (oxyran), no que é seguida pelo Saltério latino (foederunt). Também uma dúzia de manuscritos medievais do texto massorético trazem "ka'aru" ou "karu", que corresponde ao mesmo verbo. Os rolos do Mar Morto também trazem "ka'aru". Portanto, não há a menor dúvida de que essa tradução é mais bem favorecida pelas fontes mais antigas e seguras, pelas quais deve se avaliado o próprio texto massorético.

Interessante: Rashi, o grande comentarista do Tanakh, que é uma das maiores autoridades judaicas, diz que o messias morto de Dn 9,26 é nada mais, nada menos do que o rei Agripa!

As setenta semanas de Daniel

Como se sabe as vogais e sinais de pontuação foram introduzidos somente no século X pelos judeus massoretas. Pois bem, na profecia das setenta semanas de Daniel, há uma pontuação (pausa), em hebraico athnah, que separa "sete semanas" e "sessenta e duas semanas" em dois contextos diferentes. Não havendo essa pontuação, seria como se o autor sacro dissesse "sete semanas mais sessenta e duas semanas". Mas qual a importância disso?

Pois bem, de acordo com a exegese judaica e de alguns católicos também, fiéis à verdade, a profecia das setenta semanas não é messiânica, mas tem seu cumprimento no período macabaico. Essa é a opinião, por exemplo, do grande exegeta Dom Estevão Bettencourt, em P&R, nº 58, de 1962, págs. 421-428. Ora, havendo essa pausa no texto hebraico, isso nos remeteria a contar sete semanas a partir de uma certa data (606 a. C.), quando foi dada a profecia da reconstrução de Jerusalém até a ascensão de Ciro como rei de Anzã e fundador do império aquemênida. Esse parece ser mais propriamente o "princípe messias" mencionado pelo texto de Daniel. Verdade é que Ciro foi chamado de "ungido de Senhor".

A partir daí, devido a pausa, conta-se também as sessenta e duas semanas a partir da data inicial, chegando-se à data aproximada da morte do santo sumo-sacerdote Onias III, um mártir mencionado no livro dos Macabeus, e a Antíoco Epífanes. Logo, Santo Onias seria o messias morto mencionado em Daniel 9,26.

Ocorre que, havendo a pausa sido introduzida somente na Idade Média, segundo o modo de ver dos rabinos massoretas, a leitura tradicional faz o somatório das sete semanas e das sessenta e duas semanas, chegando ao total de sessenta e nove semanas, as quais, contadas a partir do decreto de Ciro ou de Dario, ou de Artaxerxes, sobre a reconstrução de Jerusalém, dão a data aproximada (com poucas décadas de diferença, pois a profecia só pretende dar números aproximados) da morte do messias. Lembrando que o texto diz que um messias seria morto próximo à destruição da cidade e do santuário. Isso aconteceu de fato com Cristo, que foi morto poucos anos antes do templo e da cidade serem destruídos.

A exegese judaica, embora engenhosa, é desautorizada pelo próprio Rashi, para quem o messias mencionado em Daniel 9,26, não seria o sumo-sacerdote Onias III, mas o rei Agripa II, da casa dos herodianos, o qual era rei da Judeia no tempo da destruição do santuário (70 d. C.). Logo, o rabino Rashi, que escreveu um dos maiores comentários do Tanach (a Bíblia Hebraica), referidos pelos judeus, entendeu que o messias faria referência a alguém que viveu próximo a época da destruição do santuário, mencionada literalmente no texto do livro de Daniel.

Acontece que, como um rei da casa dos herodianos, o qual não era sequer legítimo ao olhos dos judeus, poderia ser um ungido (um termo utilizado para os príncipes que fizeram a vontade do Senhor)? Sem contar que Agripa era aliado dos romanos.

Interessante que os judeus também defendem os quatro sentidos da Escritura e para isso se utilizam do acróstico PaRDeS:

Pshat: corresponde ao sentido literal
Remez: corresponde ao sentido alegórico
Drash: corresponde ao sentido moral
Sod: corresponde ao sentido anagógico

Maimônides foi um grande filósofo, e, como Santo Tomás, ele preocupou-se em mostrar a coerência entre a razão e a sua fé no Deus único, embora tenha errado ao admitir somente a via da negação. Todavia, Santo Tomás vai além de Maimônides, ao demonstrar a coerência entre a razão e a fé na Trindade e na Encarnação.

Ao contrário do que diz o texto do rabino, a Encarnação não torna Deus maior ou menor, não lhe acrescenta ou lhe tira nada. Santo Tomás cita São Cirilo no Concílio de Éfeso: "Não entendemos o modo [da união] a maneira de justaposição". É um caso semelhante ao da união do homem com Deus por meio da graça de adoção, mediante a qual nada se acrescenta a Deus, mas ao homem, que recebe algo divino. Da mesma maneira, na Encarnação, não é Deus que se perfecciona, mas o homem.

Para conhecer a origem e, por conseguinte, o valor de uma religião, é necessário, antes de mais nada, dirigir-nos ao fundador e perguntar-lhe quem é. Ninguém, melhor do que ele, o pode saber e dizer. Se é um Enviado de Deus é ele que no-lo deve manifestar e provar.

Ora, o apologista católico, em especial ao tratar com judeus, deve demonstrar: 1º que Jesus é o Enviado de Deus, o Ungido ou Messias, anunciado pela voz dos profetas e 2º que o Messias não é um Enviado ordinário, mas o Filho único de Deus e Deus. Feita esta demonstração, poderá concluir que a Revelação cristão é de origem divina.

Temos, portanto, de indagar se Jesus se apresentou realmente como o Messias esperado pelos judeus e como Filho de Deus, tendo a mesma essência de seu Pai. Qual foi a resposta de Nosso Senhor a estas duas perguntas? Será digno de crédito?

Vejamos o cumprimento das promessas messiânicas em Nosso Senhor:

1)Seria a “semente de uma mulher” – Gn. III, 15; cumprimento em Gl. IV, 4 (Lc. II, 7; Ap. XII, 5).

2)Seria descendente de Abraão – Gn. XVIII, 18; cumprimento em At. III, 25 (Mt. I, 1; Lc. III, 34).

3)Seria descendente de Isaque – Gn. XVII, 19; cumprimento em Mt. I, 2.

4)Seria descendente de Jacó – Nm. XXIV, 17 (Gen. XVIII, 14); cumprimento em Lc. III, 34 (Mt. I, 2).

5)Descenderia da tribo de Judá – Gn. XLIX, 10; cumprimento em Lc. III, 33 (Mt. I, 2-3).

6)Seria herdeiro do trono de Davi – Is. IX, 7 (Is. XI, 1-5; 2S VII, 13); cumprimento em Mt. I, 1 (Mt. I, 6).

7)Seu lugar de nascimento – Mq. V, 2; cumprimento em Mt. II, 1 (Lc. II, 4-7).

8)A época de seu nascimento – Dn. IX, 25; cumprimento em Lc. II, 1-2 (Lc. II, 3-7).

9)Nasceria de uma virgem – Is. VII, 14; cumprimento em Mt. I, 18 (Lc. I, 26-35).

10) A mantança dos Santos Inocentes – Jr. XXXI, 15; cumprimento em Mt. II, 16-18.

11) A fuga para o Egito – Os. XI, 1; cumprimento em Mt. II, 14-15.

12) Seu ministério na Galiléia Is. IX, 1-2; cumprimento em Mt. IV, 12-16.

13) Como profeta – Dt. XVIII, 15; cumprimento em Jo. VI, 14 (Jô I, 45; At. III, 19-25).

14) Seria sacerdote como Melquisedeque – Sl. CIX, 4; cumprimento em Hb. VI, 20 (Hb. V, 5-6; VII, 15-17).

15)O desprezo por parte dos judeus – Is. LIII, 3 (Sl. II, 2); cumprimento em Jo.I, 11 (Jo. V, 43; Lc. IV, 29; XVII, 25; XXIII, 18).

16)Algumas de suas características – Is. XI, 2; cumprimento em Lc. II, 52; IV, 18.

17)Sua entrada triunfal – Zc. IX, 9 (Is. LXII, 11); cumprimento em Jo. XII, 13-14 (Mt. XXI, 1-11; Jo. XII, 12).

18)Será traído por um amigo – Sl. XL, 10; cumprimento em Mc. XIV, 10 (Mt. XXVI, 14-16; Mc. XIV, 43-45).

19)Será vendido por trinta moedas de prata – Zc. XI, 12-13; cumprimento em Mt. XXVI, 15; XVII, 3-10.

20)O dinheiro seria devolvido para comprar o campo do oleiro – Zc. XI,13; cumprimento em Mt. XXVII, 6-7.

21) O lugar de Judas devia ser ocupado por outro – Sl. CVIII, 7-8; cumprimento em At. I, 18-20 (At. I, 16-17).

22) Testemunhas falsas o acusariam – Sl. XXVI, 12; cumprimento em Mt. XXVI, 60-61.

23) Permaneceria em silêncio quando acusado Is. LIII, 7 (Sl. XXXVII, 13-14); cumprimento em Mt. XXVI, 62-63 (Mt. XXVII, 12-14).

24) Seria golpeado e cuspido – Is. L, 6; cumprimento em Mc. XIV, 65 (Mc. XV, 17; Jo. XIX, 1-3; XVIII, 22).

25) Seria odiado sem motivo – Sl. LXVIII, 5 (Sl. CVIII, 3-5); cumprimento em Jo. XV, 23-25.

26) Sofreria em substituição a nós – Is. LIII, 4-5 (Is. LIII, 6 e 12); cumprimento em Mt. VIII, 16-17 (Rm. IV, 25; I Cor. XV, 3).

27) Seria crucificado com pecadores – Is. LIII, 12; cumprimento em Mt. XVII, 38 (Mc. XV, 27-28; Lc. XXIII, 33).

28) Suas mãos e pés seriam trespassados – Sl. XXI, 17 (Zc. XII, 10); cumprimento em Jo. XX, 27 (Jo. XIX, 37; XX, 25-26).

29) Seria escarnecido e insultado – Sl. XXI, 7-9; cumprimento em Mt. XXVI, 39-40 (Mt. XXVI, 41-44; Mc. XV, 29-32).

30)Dariam a ele fel e vinagre – Sl. LXVIII, 22; cumprimento em Jô. XIX, 29 (Mt. XXVII, 34 e 48).

31)Ouviria palavras proféticas com zombaria – Sl. XXI, 9; cumprimento em Mt. XVII, 43.

32)Oraria por seus inimigos – Sl. CVIII, 4; cumprimento em Lc. XXIII, 34.

33)Seu lado seria trespassado – Zc. XII, 10; cumprimento em Jo. XIX, 34.

34)Os soldados lançariam sortes sobre suas vestes – Sl. XXI, 19; cumprimento em Mc. XV, 24 (Jo. XIX, 24).

35)Seus ossos não seriam quebrados – Sl. XXXIII, 21; cumprimento em Jo. XIX, 33.

36)Seria sepultado com os ricos – Is. LIII, 9; cumprimento em Mt. XXVII, 57-60.

37)Sua ressureição – Sl. XV, 10 (Mt. XVI, 21); cumprimento em Mt. XXVIII, 9 (Lc. XXIV, 36-48).

38) Sua ascenção – Sl. LXVII, 19; cumprimento em Lc. XXIV, 50-51 (At. I, 9).

 

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