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As origens da desigualdade




Pobreza é o estado natural da humanidade, dado que riqueza só existe se for produzida. O que tira os humanos da miséria é o progresso, concretizado no CRESCIMENTO ECONÔMICO.

Porém, ao longo da história da humanidade, o crescimento econômico foi muito pequeno, e os benefícios desse pequeno crescimento se concentravam nas mãos da realeza e do clero, o povo, por milênios, foi mantido servil ou escravo, e pouco tinha alem da comida e moradia.



O pequeno crescimento econômico que existiu desce o Egito Antigo a 7000 anos atrás até o início da Idade Contemporânea (1800) foi devido a que o "MODO DE PRODUÇÃO" não mudou.

Esta constatação é uma das coisas mais importantes a se observar.

Marx confundiu FORMA DE VIDA SOCIAL com MODO DE PRODUÇÃO.

No feudalismo o modo de produção era o mesmo da era anterior imperial - trabalho físico humano e animal.

A forma de vida social mudou, de imperial para feudal, mas o modo de produção continuou o mesmo.

A produção continuou sendo feita pelo trabalho braçal humano ajudado pela tração animal.

Este é um dos mais grosseiros erros de Marx.

Em qualquer lugar, no Egito Antigo, na Babilônia, na Pérsia, na Grécia Clássica, na Roma Imperial, em Constantinopla, na França medieval, na Península Ibérica mercantilista, na América colonial, em todas as partes do mundo - a produção era realizada usando a tração animal e o trabalho braçal de humanos, em geral trabalhando de forma servil ou como escravos.

Na Antiguidade, na Idade Média (feudalismo), na Idade Moderna (mercantilismo), a forma de trabalhar não mudou, foi sempre o trabalho manual, braçal, usando a força física humana e a tração animal.

Desde 5000 AC até o ano de 1800 DC, em todas as nações do mundo tínhamos a mesma situação - povo pobre. escravo ou servil.

Com isso, não existia desigualdade..

Apenas a realeza e o clero viviam bem em todas as nações do mundo.

Somente a partir do final do século XVIII esta situação milenar vai mudar.

A Inglaterra já desde 1707 havia mudado seu regime político de reino absolutista para monarquia parlamentarista.

A Inglaterra a partir de então foi uma DEMOCRACIA, e na economia a Inglaterra implantou a partir de 1800 o LIBERALISMO, que havia sido teorizado por Adam Smith em 1776.

A democracia e o liberalismo criaram condições na Inglaterra para acontecer a Revolução Industrial.

Com a RI surgiram INVENÇÕES, surgiu o MOTOR A VAPOR e outras MÁQUINAS que vieram agregar ao trabalho humano uma enorme força produtiva.

Foi ai que depois de milênios, mudou o "modo de produção".

Antes a produção era baseada na força braçal humana e animal, agora era baseado na força das máquinas, na produção industrial.

E o trabalhador, que até então era servil ou escravo, finalmente, pela primeira vez na humanidade, ficou livre para trabalhar onde quisesse - por um salário. E não mais apenas por comida e moradia.

Com o surgimento das máquinas o crescimento econômico que estava estagnado por milênios, começou a aumentar.

Milhões de mercadorias passaram a ser produzidas - comida, roupas, sapatos, móveis, imóveis, utilidades domésticas, etc.

Essas mercadorias eram destinadas para o povo..

Uma vez que seria algo imbecil produzir milhões de mercadorias apenas para uma minoria rica que não iria usá-las, como Marx estupidamente supôs.

A partir dai, com o aumento da produtividade, os salários naturalmente começaram a aumentar..

Na Inglaterra onde esse processo se iniciou, já em 1900, 100 anos depois, o povo já tinha excelente qualidade de vida.

Países como o Brasil que até 1888 ainda mantinham todo o poder político nas mãos de um imperador, mantinham o trabalho escravo e mantinham uma elevada concentração de renda, continuaram a manter seu povo pobre.

Tais países, o Brasil e latinos em geral, ficaram "desiguais" em relação aos países democráticos.

O Canadá, que foi colônia, mas, depois da independência teve competência para tomar decisões corretas, teve progresso.

E os países latinos, que permaneceram com governos corruptos e ditatoriais, jamais implantaram a democracia - permaneceram como sempre foram - pobres.

A "culpa" dessa situação é unicamente desses povos... que não tiveram competência para gerar riqueza, acumular capital e sair da miséria.

Paremos de culpar os outros por nossos problemas e vamos fazer o que todos os países desenvolvidos fizeram: muito trabalho!

E assim foi nos demais países que aplicaram a democracia, tais como EUA, Canadá, Austrália, Alemanha, Suécia, Dinamarca, Noruega, Irlanda, França, Itália, etc.

O que transformou a situação do povo nestes países ?

- Foi a implantação da Democracia, do Liberalismo (mercado livre e competitivo), e do trabalho livre assalariado.

É interessante ver o choque dos socialistas, neosocialistas e social democratas, esquerda em geral, quando se deparam com as ideias liberais.

É a falta de intimidade. No Brasil falar que capitalismo é bom é uma heresia. Os acadêmicos são contra o capitalismo, os políticos, até os empresários brasileiros - que estão sempre buscando uma forma de manter um monopólio, sempre pegando um dinheiro do BNDES, sempre prejudicando os pequenos empresários - são contra o capitalismo par excellence.

Não os culpo totalmente. Nem todo mundo tem a força para se livrar da praga do coletivismo por conta própria.

O texto explica de maneira simples o erro crasso de Marx, que foi não distinguir o modo de produção capitalista do feudal. Marx previu, baseado no seu "conhecimento" do futuro por meio do que aconteceu no passado , que o socialismo viria depois do trabalhador ser extremamente explorado e sua qualidade de vida ir a baixo de tais formas que eles tomariam consciência e fariam a revolução socialista. Depois vem a ditadura do proletariado, e quando o Estado for máximo, quando houver a total ausência de liberdade, o que Marx conclui? Que o Estado será abolido e que a liberdade existirá!?!? A exploração do trabalhador no capitalismo se dá na sua teoria de mais-valia totalmente refutada (Ver Eugen von Böhm-Bawerk, História e Crítica das Teorias de Juro (1884) ), logo é inerentemente falsa.

Sobre os países ditos "socialistas" - Noruega, Canadá e Suécia - todos estão entre os 30 mais livres do Mundo, nos índices de liberdade econômica:

Da Heritage Foundation


E do Fraser Institute

Leia e se surpreenda. E aqui está desenhado:



Uma prova incontestável da superioridade de qualidade de vida onde há mais liberdade econômica no mundo.

O Brasil NUNCA implantou o liberalismo econômico de fato. E sempre que está prestes a implantar, aparecem demagogos estúpidos para avacalhar com o desenvolvimento do país, de Vargas à FHC e Lula. Por isso é uma país subdesenvolvido. No Brasil os políticos pensam que o Estado tem mais competência para cuidar dos cidadãos do que os próprios cidadãos! Com um agravante enorme: no Brasil nem os políticos nem o povo tem competência. Isso resulta um país com altíssima carga tributária combinada com serviços públicos de péssima qualidade; uma soma perversa: o Brasil.

O Roberto Campos disse:

"O Brasil está tão distante do liberalismo - novo ou velho - como o planeta Terra da constelação da Ursa Maior!"

"O chamado 'neoliberalismo' econômico do Brasil é um ente de ficção só existente na cabeça de acadêmicos marxistas, demagogos políticos ou jornalistas desinformados. Masturbam-se com o perigo do inexistente..."

E Adam Smith disse:

"O verdadeiro valor das coisas é o esforço e o problema de as adquirir."

"A ambição universal dos homens é viver colhendo o que nunca plantaram." - É exatamente o que querem os marxistas.

Há níveis de socialismo (de estatismo, de intervenção na liberdade individual, de coletivismo, etc.) em uma sociedade. O Brasil é hoje um país capitalista, mas com forte presença do socialismo - muita regulamentação, muito protecionismo, empresas estatais, baixa competitividade, baixa liberdade econômica.

Então, antes que venham acusar a pobreza brasileira de ser oriunda do capitalismo brasileiro, eu estou acusando o nosso subdesenvolvimento econômico de ser oriundo do que temos de socialistas. Se somos alguma coisa hoje, em relação à economia, é porque o capitalismo ainda se manteve vivo no Brasil.

Felizmente, no Brasil há a predominância do capitalismo, senão seríamos uma imensa Cuba.

 

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