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Prece pela Canonização de Mons Lefebvre. Mas qual dos dois?


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A ambiguidade é uma postura que não tem uma explicação definida porque pode ter diversos contextos em cada indivíduo. Por exemplo: quando essa página nasceu, Sem Roma foi a maior divulgadora da mesma na tentativa de nos ridicularizar-nos como plagiadores, infantis, ressentidos etc. Como o blog cresceu e passou a ter uma quantidade gigantesca de leitores deixando Sem Roma kilômetros de distância ela mudou o discurso como pode ser visto em uma página no Facebook: Eu ainda acho que nem deveria saber... as porcarias que aquele cara escreve estão só se alastrando. Mas continuo repetindo: espalhem para que parem de visitar. É polêmica e circo que ele quer, mas não terá. (...) Se não teve quem dasse uns bons tapas nele até agora, a vida vai se encarregar.
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E no final das contas, Sem Roma não consegue passar um só dia sem nos visitar-nos.


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Voltando ao assunto original, é comovente a devoção lefebvriana e até concordo que o candidato ao altar tenha tido uma vida reta e digna, mas é preciso verificar qual dos dois Lefebvres queremos canonizar.

Lefebvre 1:


Eu, Marcel Lefebvre, Arcebispo-Bispo emérito de Tulle, assim como os Membros da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, por mim fundada:

1) Prometemos ser sempre fiéis à Igreja Católica e ao Romano Pontífice, seu Sumo Pastor, Vigário de Cristo, Sucessor do Bem-Aventurado Pedro no seu primado e Chefe do Corpo dos Bispos. 

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2) Declaramos aceitar a doutrina contida no número 25 da Constituição dogmática Lumem Gentium, do Concílio Vaticano II, sobre o Magistério eclesiástico e a adesão que lhe é devida. 

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3) A Propósito de certos pontos ensinados pelo Concílio Vaticano II ou respeitantes às reformas posteriores da Liturgia e do Direito, e que nos parecem dificilmente conciliáveis com a Tradição, comprometemo-nos a ter uma atitude positiva de estudo e de comunicação com a Sé Apostólica, evitando toda a polêmica. 

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4) Declaramos, por outro lado, reconhecer a validade do Sacrifício da Missa e dos Sacramentos celebrados com a intenção de fazer o que faz a Igreja e segundo os ritos indicados nas edições típicas do Missal Romano e dos Rituais dos Sacramentos promulgados pelo Papa Paulo VI e João Paulo II. 

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5) Por fim, prometemos respeitar a disciplina comum da Igreja e as leis eclesiásticas, especialmente as contidas no Código de Direito Canônico promulgado pelo Papa João Paulo II, ressalvando-se a disciplina especial concedida à Fraternidade por uma lei particular.
 
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(...)

Maio de 1988, Protoco doutrinal entregue e assinado para o Cardeal Ratzinger.

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Lefebvre 2:


Nós trabalhamos em direções diametricamente opostas. Os senhores trabalham pela descristianização da sociedade, da pessoa humana da Igreja, enquanto nós trabalhamos pela cristianização... 
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Não podemos firmar nenhum tipo de acordo!  
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Roma perdeu a Fé meus caros amigos, Roma está em apostasia!  
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Não podemos mais confiar nessas pessoas (em Roma).

Eles já deixaram a Igreja! 
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Eles já deixaram a Igreja! 
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Eles já deixaram a Igreja!  
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Claro...claro...claro!

Discurso em junho de 1988


O lefebvrista admite a possibilidade de
Duas Romas, umas das falsas doutrinas da FSSPX, mas jamais conseguirá entender e compreender a existência de Dois Lefebvres. Ou de um só com discursos dúbios em cada situação. 
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Particulamente, eu sou devoto e fã do Monsenhor Lefebvre nº 1. Santo Súbito!


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PARA CITAR ESTE ARTIGO:

Prece pela Canonização de Mons Lefebvre. Mas qual dos dois?

David A Conceição, 11/2011 Tradição em Foco com Roma.

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