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Sedevacantistas: Os sociopatas da religião




Não! Não temos a mínima pretenção de levantar debates doutrinários sobre a falácia do ativismo sedevacante, devidamente refutados nas redes sociais e que os adeptos fingem que não é com eles. Quando eles eram levados a sério e estavam na moda também procurei adquirir informações e debatia visando somente o conteúdo teológico e doutrinário, algo que não faço mais. Um ativista de Anápolis até hoje não conseguiu me provar onde está o defeito na ordenação do rito novo e outro não conseguiu descascar o abacaxi que lhe foi confiado. O objetivo do artigo é levantar uma possível resposta para a fidelidade a uma ideologia errônea e suas consequências psicológicas e sociológicas.

O dano cerebral de um sedecantista é motivado pela acentuada perda de contato com a realidade, uma grave divisão ou mesmo fragmentação da personalidade, ou seja, uma dissociação, destruição e decadência.
Existe na mente do ativista da sé vacante, uma formação de um mundo conceptual excessivamente determinado pelo sentimento, e também ocorrências de sintomas que assinalam uma deterioração progressiva. O sedevacantista fica ensimesmado, desaparece toda a coerência, ou pelo menos ela situa-se num plano diferente, o que torna difícil sonda-la ou até percebê-la..

Ele vê coisas que não existem, ouve coisas que ninguém ouve. Acredita que a Igreja está sem Papa. Também é inútil querer compreendê-lo totalmente, se fosse possível compreender perfeitamente o sedevacantista, este já não seria mais ativista.

A incompreensibilidade é um caráter da sua ideologia, é típico ele alucinar na segunda pessoa, acha que alguém lhe dirige a palavra, ora lhe xingando, ora lhe dando ordens. Também pode ocorrer na terceira pessoa, estão falando de mim. As alucinações podem se dar segundo os campos dos vários sentidos e órgãos, alucinações da visão, do olfato, do ouvido, do tato e sexuais. Principalmente quando eles ficam encurralados mediante argumentações que estraçalham sua posição. Tentam se acalmar procurando novos dados que sustentem a vacância da Sé, elaborando artigos imensos que ninguém lê e quando conseguem algum leitor o mesmo não se convence.

Segundo relatos de ex-membros da organização ativista de Volta Redonda, é lícito esfaquear os hereges da "Igreja Conciliar" sob a condição de conseguir a bem aventurança enterna.

O objetivo principal da conduta sociopática sedevacantista seria: evitar a tensão resultante dos impulsos não gratificados, a ansiedade que aparece quando a frustração é iminente e ainda, proteger o ego dos sentimentos de inadequação. O que está em negrito é usado subconscientemente pelos ativistas para justificar tais atos, praticados caso for possível:

" É o pecado dos pecados, a mais repugnante das coisas que Deus reprova neste mundo enfermo.
No entanto, quão pouco entendemos de sua odiosidade excessiva!
É a poluição da verdade de Deus, o que é a pior de todas as impurezas.
Porém, como somos quase indiferentes a ela!
Nós a fitamos e permanecemos calmos.
Encostamos nela e não trememos.
Misturamo-nos com seus fautores e não temos medo.
Nós a vemos tocar as coisas santas e não percebemos o sacrilégio.
Inalamos seu odor e não mostramos qualquer sinal de detestação ou desgosto.
Alguns de nós afetamos ter sua amizade; e alguns até buscam atenuar as culpas dela.
Nós não amamos a Deus o bastante para termos raiva pela glória d'Ele.
Não amamos os homens o bastante para sermos caridosamente sinceros pelas almas deles.
Tendo perdido o tato, o paladar, a visão e todos os sentidos das coisas celestiais, somos capazes de armar tenda no meio dessa praga odienta, em tranqüilidade imperturbável, reconciliados com sua repulsividade, e não sem declarações em que nos gabamos de admiração liberal, talvez até com uma demonstração solícita de simpatias tolerantes [por seus fautores].
Por que estamos tão, tão abaixo dos santos antigos, e mesmo dos apóstolos modernos destes últimos tempos, na abundância de nossas conversões?
Porque não temos a antiga firmeza!
Falta-nos o velho espírito da Igreja, o velho gênio eclesiástico.
Nossa caridade é insincera, pois não é severa; e não é persuasiva, pois é insincera. Carecemos de devoção pela verdade como verdade, como verdade de Deus.
Nosso zelo pelas almas é débil, pois não temos zelo pela honra de Deus.
Agimos como se Deus ficasse lisonjeado com conversões, ao invés de serem almas que tremem, resgatadas por um excesso de misericórdia.
Dizemos aos homens meia-verdade, a metade que calha melhor à nossa própria pusilanimidade e aos preconceitos deles; e depois nos admiramos de tão poucos se converterem, e que, desses poucos, tantos apostatem.
Somos tão fracos a ponto de nos surpreendermos de que nossa meia-verdade não teve tanto sucesso quanto a verdade inteira de Deus.
Onde não há ódio à heresia, não há santidade.
Um homem, que poderia ser um apóstolo, torna-se uma úlcera na Igreja por falta de justa indignação."

(Pe. Frederick William
FABER [1814-1863], The Precious Blood, or: The Price of Our Salvation [O Preciosíssimo Sangue, ou: o Preço de Nossa Salvação], 1860, pp. 314-316, tradução de FC)

O indivíduo sedevacantista normalmente possui um charme superficial para as outras pessoas ( Todos eles te abordam de forma dócil querendo apenas a Verdade ) e tem uma "inteligência" normal ou acima da média. Não mostra sintomas e outras doenças mentais, tais como: neuroses, alucinações, delírios, irritações ou psicoses.

Pode ter um comportamento tranqüilo no relacionamento social e boa fluência verbal. (Como em alguns de seus escritos que lamentavelmente ninguém lê ) E em alguns casos eles são os líderes sociais de seus grupos.

Muitas pessoas vivem a vida toda ao lado dele e não imaginam o “lado negro", levando uma dupla existência. Se apresentam como católicos perante a sociedade, universidade, familiares etc, ajudam a organizar grupos conservadores acadêmicos, debatem com protestantes, ostentam uma fidelidade externa ao catolicismo levando as pessoas a acreditarem na normalidade do cristão católico na sua obediência à Hierarquia Eclesial mas jamais se revelam para não perder a credibilidade.

O sedevacantista não desenvolve defesa neurótica adequada, com isso, foge à frustração e à ansiedade. Vê os católicos lefebvristas ou neo-conservadores como uma forma de adquirir gratificação. Por essa razão o psiquê do sedevacantista não admite o apostolado com não-católicos, sendo nulo em seu meio relatos de conversões ou aproximações a Cristo pelo ativismo.

Os atos praticados pelo ativista não lhe trazem "nervosismo", pena, vergonha, nem qualquer outro sentimento que uma pessoa normal sentiria em situações semelhantes. E mesmo que as suas atitudes lhe causem desastres e frustrações, como a derrota dos argumentos como eu já vi pessoalmente de um ativista com um seminarista hoje padre da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, o sedevacantista persiste em repetir tais atos.

Isto mostra sua falta de habilidade para aprender com seus fracassos.

A superficialidade religiosa também é um dos traços do ativismo sedevacante, pois o ativista não demonstra
realmente a fé que professa devido à ausência de sacramentos, justificando com exemplos de Santos que ficaram 20 anos sem comungar, por exemplo.

É impulsivo, motivo pelo qual, apresenta muitas das vezes incapacidade de planejar antecipadamente. Possui facilidade e disposição a se irritar facilmente, agindo de forma agressiva, indicado por agressões físicas e repetidas brigas.

Algumas condutas sedevacantistas, como se auto-classificarem invencíveis e em constante crescimento (onde?) podem parecer ilógicas aos demais, mas são perfeitamente lógicas para o ativista. Isto ocorre porque entre o sedevacantista e os católicos existem lógicas distintos sistemas de raciocínio distintos, códigos distintos, valores diferentes e necessidades.

Na sua relação com o sistema, o sedevacantista pode manifestar dois tipos de condutas:

a) Conduta normal: é a parte teatralmente adaptada ao padrão de comportamento normal e desejável. Assim agindo o sistema não o percebe e pode até atribuir-lhe adjetivos e elogios; como dito antes, fingem ser católicos romanos aos olhos da sociadade leiga ao assunto para não perderem credibilidade.

b) Conduta psicopática: é a inevitável manifestação de suas condutas psicopáticas, as quais, mais cedo ou mais tarde, obrigatoriamente se farão sentir. Por ver os católicos obedientes à Bento XVI como sinal de perigo. Entretanto, como o ativista costuma ser intelectualmente privilegiado, ele elege sabidamente determinadas pessoas, sabendo do seu grau de conhecimento para fazer seu proselitismo.

Sedevacantista Carente de Princípios: este tipo está associado normalmente as personalidades narcisistas e histéricas. Estes indivíduos têm um forte sentimento de autovalorização, indiferença para com os outros e um estilo social continuamente relacionamentos inescrupulosos, amorais, desleais e exploradores.

Têm habilidade para enganar os outros, com eloqüência e encanto. Podem ser enganados também como o guru deles que sempre leva golpe financeiros de "verdadeiros católicos" que tocam a campainha de sua casa se apresentando como ativista.

Sedevacantista Maléfico: é particularmente vingativo e hostil. Seus impulsos são descarregados num desafio maligno e destrutivo do que eles chamam de "Igreja Conciliar" .

Quando enfrentam a lei canônica e sofrem sanções eclesiais, aumenta ainda mais seu desejo de vingança. Mas são capazes de conhecerem o certo e errado, porém, são incapazes de experimentar tais sentimentos.

Mais que qualquer outro bandido, o sedevacantista desfruta prazer em dar sofrimento e ver seus efeitos danosos em suas vítimas. Como ficar sem cumprir preceito e a ausência dos sacramentos.

Sedevacantista Dissimulado: ele busca um estilo de vida socialmente teatral, persistindo em obter
atenção, permeada por uma conduta muito sedutora. Exibe entusiasmo de curta duração pelas coisas da vida. Mente, conspira para obter o que deseja. É calculista, insincero e falso. Tenta convencer os outros que suas atitudes tem boas intenções.

Sedevacantista Ambicioso: perseguem fortemente seus objetivos. Sentem que são injustiçados por serem privados de seus direitos aos sacramentos, as Missas, ou às bençãos presbiterias e episcopais. Roubam e destroem para compensar o vazio de suas vidas, sem importar infringir leis. O prazer está mais em tirar do que
em ter. Esses sedevacantistas nunca experimentam um estado de completa satisfação, sentindo-se não-realizados, vazios, desolados, independentemente do êxito que possam ter conseguido.

Sedevacantista Explosivo: são caracterizados por fúria incontrolável e ataque a outros, furor este freqüentemente descarregado sobre membros da própria ideologia. Seus ataques explodem sem controle, quase sempre, sem nenhuma provocação aparente.

Apesar de haver essa classificação, deve-se considerar que o sedevacantista mescla todos esses tipos, podendo então ter uma tendência mais forte a um deles, não se detendo a uma concepção estática do distúrbio.

Possuo em meus arquivos os debates via msn de um ativista e do padre em época de seminarista, com ou sem autorização dele irei fazer uma série para conhecimento público da ineficácia dos argumentos ativistas frente à Doutrina católica. Claro, para poupar do vexame, ocultarei os nomes. Aguardem.

 

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