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Unificação das duas formas do único rito romano



Futuro rito romano unificado seja algo baseado nas rubricas de 65, mas com algumas coisas "que passaram na prova" da reforma de 69.

Não um misto das duas formas do rito romano, mas, em essência, a forma tradicional, tridentina, com alguns elementos da forma moderna.

Idéias para uma futura unificação das formas do rito romano


Missa

Rubricas gerais

• Conservação da estrutura da forma extraordinária, chamada “tradicional, ou “de São Pio V”, ou ainda “tridentina”, aproveitando pontos positivos da forma ordinária, moderna, “de Paulo VI”.

• Observância, pelo celebrante, da posição versus Deum.

• Incentivo ao uso do latim, sendo que as igrejas deverão proporcionar, ao menos uma vez por semana, a Missa nesse idioma. As igrejas e oratórios com mais de três Missas dominicais devem ter uma delas em latim e cantada.

• As Missas serão rezadas ou cantadas, e simples ou solenes. As cantadas podem ser solenes ou simples, bem como as rezadas serão solenes ou simples. As rezadas, quer simples, quer solenes, poderão ter cantos, e também poderão ser cantadas só certas orações. Missa solene, quer cantada, quer rezada, é celebrada com a assistência de um ou mais diáconos. A Missa solene cantada pelo Bispo será chamada pontifical, como no uso tradicional.

• Todas as Missas poderão ser concelebradas, como no uso moderno. E só funcionarão como diáconos os efetivamente ordenados nesse grau, não os sacerdotes (hipodiáconos).

• A combinação da Missa com os demais sacramentos, sacramentais e com a Liturgia das Horas seguirá o esquema do uso moderno, acrescentadas as Orações ao Pé do Altar, como no uso tradicional.

• Cores litúrgicas: preta (Missas pelos defuntos, inclusive a Comemoração de Finados), verde (Tempo Comum ou, facultativamente, na Septuagésima), vermelho (mártires, Apóstolos, Evangelistas, Sexta-feira Santa da Paixão, Pentecostes com sua Oitava, e Missas rituais de Crisma e votivas do Espírito Santo), branco (Solenidades e festas do Senhor e da Virgem, santos não-mártires, Missas rituais dos demais sacramentos e sacramentais, e Missas pelo Papa), dourado (como no branco), roxo (Advento, Quaresma, Têmporas, Rogações e, facultativamente, na Septuagésima), rosa (III Domingo do Advento e IV Domingo da Quaresma), azul (facultativamente, nas Solenidades, festas e memórias da Virgem).

• Os paramentos dos ministros para a Missa serão os de costume: alva, cíngulo, amito, estola e casula. Será restituído o uso do manípulo. Para o Asperges antes da Missa de Domingo, será utilizado o pluvial na cor do tempo ou do dia. Para a combinação da Missa com a Liturgia das Horas, deve o sacerdote usar pluvial na cor do tempo ou dia, durante os primeiros atos e, em seguida, portar a casula. O mesmo nas procissões. Nos outros ritos que podem ser combinados com a Missa, o sacerdote usará só a casula. Mesmo em Missas com grande número de sacerdotes concelebrando, todos deverão usar casula. Os diáconos usarão dalmática sempre. Sacerdotes que estejam assistindo à Missa no presbitério, usarão veste coral obrigatoriamente. Caso estejam assistindo da nave, poderão usar veste coral ou seu traje eclesiástico simples. Quando forem participar da Missa sem celebrá-la (por exemplo, distribuindo a Comunhão, ou impondo as mãos em uma ordenação), usarão estola em cima da sobrepeliz. Se desempenharem outro papel durante a celebração, usarão pluvial da cor do tempo ou do dia, do mesmo modo que os acólitos que carregarem os livros litúrgicos e demais apetrechos em uma Missa Pontifical.

• Na Missa Pontifical, i.e., na Missa que seja solene e cantada pelo Bispo, este obrigatoriamente deverá usar luvas cerimoniais, como no uso tradicional. Nas Missas solenes e rezadas, e simples e cantadas, seu uso será, entretanto, facultativo. Nas Missas simples e rezadas, não as deverá usar.

• O Bispo poderá presidir a Liturgia da Palavra em uma Missa a que assista, mas não celebre, nos termos do Cerimonial dos Bispos e do Pontifical Romano segundo o uso moderno.

• Os acólitos, se instituídos, estarão, obrigatoriamente, de alva e cíngulo, ou de veste talar com sobrepeliz, em todas as Missas. Os acólitos eventuais, não instituídos, podem usar, facultativamente, esses paramentos também, e, nas Missas solenes e Missas cantadas utilizarão os mesmos de modo preceptivo. Sempre que houver mais de um acólito, um deles, que oficiará como cerimoniário, deverá estar de veste talar com sobrepeliz, não meramente de alva e cíngulo.

• As posições do celebrante e ministros em relação ao altar – no meio, no lado, de frente ao povo e de frente para Deus – serão as do uso tradicional, exceto a Proclamação do Evangelho, sempre do ambão e versus populum.

• As rubricas quando a gestos e detalhes serão as do uso tradicional, bem como quanto ao modo de incensar.

• O tabernáculo poderá ser tanto localizado sobre o altar, formando uma estrutura única, quanto deslocado do mesmo, desde que atrás do mesmo ou em uma capela própria. Se localizado no presbitério, deve ser sempre no meio, de modo que a Missa seja celebrada com o sacerdote visando-o. O altar separado da parede o será para que o sacerdote circunde-o na incensação, não para que se coloque atrás do mesmo, visto que a celebração será sempre versus Deum.

• Um acólito poderá sustentar o Missal para que o celebrante o utilize, mesmo nas partes propriamente feitas versus Deum. Nesse caso, apenas não estará o Missal sobre o altar, mas todos se voltarão, sim, para ele.

Ordinário

1. Ritos iniciais

• Iniciar-se-á pelas Orações ao Pé do Altar, que poderão seguir uma procissão de entrada (obrigatória nas Missas cantadas e nas Missas solenes, e facultativa nas Missas simples rezadas).

• O Ato Penitencial será acrescido do “omissões”, como no uso moderno. Contudo, o restante será como no uso tradicional, com a confissão não só aos anjos e santos, e aos irmãos e irmãs, mas ao padre (e o padre ao povo), com menção explícita à Virgem Maria, a São Pedro e São Paulo etc. Os dois momentos do Confiteor devem ser respeitados: do padre e do povo.

• Após o Confiteor do povo, o sacerdote, além de dar a absolvição, deverá recitar a fórmula II de Ato Penitencial descrita no uso moderno, e, em seguida, rezar a prece Indulgentiam que consta do uso tradicional, com os fiéis fazendo o sinal-da-cruz. Lerá os versículos e fará as orações conforme o uso tradicional.

• Uso do incenso, mesmo nas Missas simples, quando será facultativo. Obrigatório nas Missas cantadas e nas Missas solenes.

• Em seguida, o padre deverá ler o Intróito (se já não foi cantado durante a procissão de entrada). O Intróito poderá ser dito conforme o Missal ou cantado conforme o Gradual. Também poderão ser usadas melodias para o disposto no Missal. Após, saudará o povo como no uso moderno.

• O Kyrie, como no uso moderno.

• O Glória, como no uso moderno: nos Domingos fora da Quaresma e do Advento, nas solenidades, nas festas (obrigatório) e em ocasiões em que seja pastoralmente útil (facultativo). Após, beijará o altar, como no uso tradicional, virar-se-á para o povo, e o saudará com as palavras costumeiras.
• Na Coleta, aproveitar-se-ão as novas orações, mas sem desprezar as fórmulas tradicionais. Ficarão como alternativas, podendo o celebrante rezar ou cantar tanto a Coleta do uso tradicional quanto a do uso moderno, e mesmo sobrepor as duas, caso em que, na primeira, será omitida a conclusão.
• Nos Domingos do Tempo Comum, da Quaresma, do Advento e da Septuaginta, haverá o Asperges antes das Orações ao Pé do Altar. E nos Domingos do Tempo Pascal, o Vidi Aquam.

2. Liturgia da Palavra (ou Missa dos Catecúmenos)

• Nos Domingos e Solenidades, duas leituras, um salmo, a aclamação e o Evangelho. Nos demais dias, uma leitura, um salmo, a aclamação e o Evangelho, salvo a Solene Vigília Pascal, com seu rito próprio.

• O salmo poderá ser o previsto no Lecionário ou que consta do Gradual. O mesmo em relação à aclamação.

• O Evangelho será lido ou cantado do ambão, versus populum, como no uso moderno, pelo diácono, se houver. Uso do incenso, mesmo nas Missas simples, quando será facultativo. Obrigatório nas Missas cantadas e nas Missas solenes.

• Após o Evangelho, o celebrante ou outro clérigo deverá pregar uma homilia, obrigatória nos Domingos, Solenidades e festas, facultativa nas memórias e dias feriais.

• O Credo poderá ser o Niceno-constantinopolitano ou o Apostólico, como no uso moderno. Será dito ou cantado nos Domingos, nas Solenidades e nas festas.

• Após o Credo, serão feitas as preces, conforme o uso moderno, para as quais, entretanto, serão compostos formulários de intenções obrigatórios, a fim de disciplinar a unidade de oração na Igreja. Após as preces preceptivas, poderá haver espaço para algumas poucas intenções particulares de cada Diocese, igreja ou grupo que está à Missa. As preces serão ditas ou cantadas pelo leitor versus Deum, diante dos degraus do presbitério, ou versus populum, do ambão.

3. Liturgia Eucarística (ou Missa dos Fiéis)

• O Rito da Paz será deslocado para antes do Ofertório, conforme sugestão do Sínodo dos Bispos.

• Após, os fiéis se sentarão, e a Antífona do Ofertório será lida pelo celebrante ou cantada, segundo o uso tradicional. Se for cantada, poderá haver uma procissão dos dons, como no uso moderno.

• O Ofertório será o do uso tradicional, com suas orações de oblação que exprimem melhor o sentido sacrifical da Santa Missa. Todavia, as preces de oferecimento do uso moderno serão acrescentadas ao fim da oferta do pão e da oferta do vinho, respectivamente, ao que os fiéis responderão como no uso moderno. As preces serão ditas em voz alta, como no uso moderno.

• O Lavabo será o do uso tradicional.

• Depois do Lavabo, recitará o sacerdote a Oração à Santíssima Trindade, como no uso tradicional.

• Uso do incenso, mesmo nas Missas simples, quando será facultativo. Obrigatório nas Missas cantadas e nas Missas solenes. Como no uso moderno, que autoriza o incenso sempre.

• Em seguida, os fiéis põem-se de pé ao convite do sacerdote (“Orai, irmãos...”). O povo responderá.

• Então, o sacerdote rezará ou cantará a Oração sobre as Oferendas, em voz alta. Nela, aproveitar-se-ão as novas orações, mas sem desprezar as fórmulas tradicionais. Ficarão como alternativas, podendo o celebrante rezar ou cantar tanto a Oração sobre as Oferendas do uso tradicional quanto a do uso moderno, e mesmo sobrepor as duas, caso em que, na primeira, será omitida a conclusão.

• Seguir-se-á, então, para a Oração Eucarística ou Cânon da Missa, iniciando-se com o diálogo entre o sacerdote e o povo, seguindo-se o Prefácio. Serão aproveitados os novos Prefácios, mas alguns dos antigos poderão ser restaurados também.

• O Sanctus como de costume, cantado ou rezado.

• Serão dispostas a Oração Eucarística I (Cânon Romano), a II, a III, a IV, as duas sobre reconciliação, e uma para Missa com Crianças, e apenas essas. Todavia, o Cânon Romano será restaurado como no uso tradicional, e com obrigatoriedade de mencionar todos os santos previstos. Será utilizado obrigatoriamente nos Domingos, Solenidades e festas, e, facultativamente, em todas as demais ocasiões. As demais Orações Eucarísticas poderão ser utilizadas em Missas feriais e de memórias. As orações sobre reconciliação poderão ser ditas na Quaresma, na Septuagésima, no Advento, nas Quatro Têmporas, e nas Missas penitenciais, mas nunca nos Domingos, Solenidades e festas. Já as orações para Missa com Crianças poderão ser utilizadas em qualquer Missa, mesmo nos Domingos, Solenidades, festas e tempos privilegiados. A Oração Eucarística, após o Sanctus, poderá ser dita em voz baixa ou voz alta e também cantada. As genuflexões da Consagração serão como no uso tradicional: uma antes da Elevação, outra depois, em relação a cada Consagração, totalizando quatro genuflexões. Uso do incenso, mesmo nas Missas simples, quando será facultativo. Obrigatório nas Missas cantadas e nas Missas solenes.

• A Doxologia Final da Oração Eucarística será sempre dita em voz alta ou cantada.

• O Pai Nosso será dito ou cantado por todos juntos, como no uso moderno.

• O Livrai-nos será o mais extenso, do uso tradicional, ao fim do qual o povo responderá, entretanto, como no uso moderno.

• A Fração do Pão e o Agnus Dei serão feitos como de costume, excluído o Rito da Paz, o qual será deslocado para antes do Ofertório.

• A Preparação para a Comunhão do celebrante será feita conforme o uso tradicional, i.e., com a oração completa (que no uso moderno é separada em duas orações alternativas).

• A Comunhão do Celebrante será como no uso tradicional.

• Antes da Comunhão dos Fiéis, reza-se, pela terceira vez, o Confiteor, que, nessa ocasião, nunca será cantado.

• A Apresentação do Corpo do Senhor será feita segundo o uso tradicional, ou seja, com a resposta dada três vezes pelo povo.

• A Antífona da Comunhão, conforme o Missal, será dita pelo sacerdote antes da Comunhão dos fiéis. Ou, então, será cantada conforme o Gradual durante a distribuição da Eucaristia. Se outro canto for entoado, a Antífona da Comunhão deverá ser cantada antes e conforme o Missal, não o Gradual.

• Para a Comunhão dos Fiéis, o sacerdote ou diácono dirá a fórmula tradicional ou a fórmula moderna. A Comunhão será ministrada obrigatoriamente na boca, recebendo-a o fiel de joelhos.

• A Purificação será como no uso tradicional, i.e., completa (com a oração que permaneceu no uso moderno, mais a que lhe foi retirada na reforma de Paulo VI).

• Durante a Purificação e em alguns instantes após esta, seguir-se-á a Ação de Graças, durante a qual poderão ser recitadas orações ou entoados cânticos adequados.

• Na Pós-Comunhão, aproveitar-se-ão as novas orações, mas sem desprezar as fórmulas tradicionais. Ficarão como alternativas, podendo o celebrante rezar ou cantar tanto a Coleta do uso tradicional quanto a do uso moderno, e mesmo sobrepor as duas, caso em que, na primeira, será omitida a conclusão.

4. Ritos Finais

• O celebrante voltará ao meio do altar, recitará a oração especificada pelo uso tradicional, e o beijará.

• Em seguida, dará a Bênção, que poderá ser solene, conforme as opções do uso moderno.

• O Ite Missa Est, segundo o uso moderno, i.e., após a Bênção.

• O sacerdote irá para o ambão e lerá ou cantará o Último Evangelho – Prólogo de São João –, como no uso
tradicional.

• Nas Missas rezadas (quer simples, quer solenes), o celebrante rezará, de joelhos, com os fiéis, as Orações no Fim da Missa, previstas por Leão XIII e Pio XI. Nas Missas cantadas, tais orações será omitidas.

• Os celebrantes e ministros sairão em procissão, após terem beijado o altar novamente, e genufletido para o tabernáculo (ou feito vênia para o altar, caso não haja tabernáculo no presbitério).

Próprio

• Na Coleta, Oração sobre as Oferendas e Pós Comunhão, aproveitar-se-ão as novas orações, mas sem desprezar as fórmulas tradicionais. Ficarão como alternativas, podendo o celebrante rezar ou cantar tanto a Coleta, Oração sobre as Oferendas e Pós Comunhão do uso tradicional quanto a do uso moderno, e mesmo sobrepor as duas, caso em que, na primeira, será omitida a conclusão. A sobreposição dessas orações próprias poderá ser feita, também, sempre que, caindo uma memória em um tempo privilegiado, o sacerdote ou a comunidade queiram celebrar o santo ou o mistério que nela estiver contido.

• No Intróito e na Antífona da Comunhão, aproveitar-se-ão as novas orações, mas sem desprezar as fórmulas tradicionais. Ficarão como alternativas, podendo o celebrante rezar ou cantar tanto o Intróito e a Antífona da Comunhão do uso tradicional quanto o do uso moderno. Também se poderá usar o Intróito e a Antífona da Comunhão previstas no Gradual, desde que a Missa seja cantada ou, se simples, sejam essas ações cantadas, ao menos.

• A Antífona do Ofertório será restaurada, como no uso tradicional, e combinada, de alguma forma com a do Gradual do uso moderno.

• Serão aproveitados os novos Prefácios, mas alguns dos antigos poderão ser restaurados também.

• As Missas votivas, rituais, e para diversas necessidades, serão as do uso moderno, mas as que estejam previstas no uso tradicional serão resgatadas e incorporadas.

• A Solene Vigília Pascal será como no uso moderno, mas todas as leituras serão feitas de modo obrigatório. A Solene Ação Litúrgica da Sexta-feira da Paixão do Senhor será como no uso moderno, exceto a oração pelos judeus, feito conforme o uso tradicional segundo as rubricas do Beato João XXIII.

Lecionário e Calendário

• O Lecionário Ferial seguirá o uso moderno, com anos pares e ímpares. O Lecionário Dominical e, quando conveniente, o Lecionário Santoral, seguirão a estrutura em três anos, reservado ao Ano A os textos do uso tradicional, acrescentados para os Domingos e Solenidades uma leitura do Antigo Testamento ou dos Atos dos Apóstolos, e aos Anos B e C os textos do uso moderno distribuídos de modo que se contemplem todas as lições tradicionais e boa parte das novas lições.

• O Calendário Litúrgico Romano e Universal será o do uso moderno, com a restauração de algumas memórias suprimidas e que constavam do uso tradicional (como, por exemplo, a das Sete Dores de Nossa Senhora, a de São Cristóvão). Arranjos serão feitos no calendário para que algumas memórias e festas voltem à data segundo o uso tradicional. As Vigílias do uso tradicional serão restauradas. Os Tempos serão: do Advento, do Natal, da Quaresma, da Páscoa e Comum. As três últimas semanas do Tempo Comum antes da Quaresma serão chamadas também de Septuagésima, nas quais se poderá, facultativamente, utilizar paramentos roxos. A Solenidade de Cristo Rei será no último Domingo do Tempo Comum, como no uso moderno.

• Haverá as Quatro Têmporas reguladas de modo universal, como no uso tradicional. E as Rogações conforme as conferências episcopais, as Províncias Eclesiásticas e as Dioceses.

• Algumas Solenidades e festas terão restauradas as suas respectivas Oitavas, como no uso tradicional.

• A gradação das festividades será conforme o uso moderno: Solenidades, festas e memórias (obrigatórias e facultativas). Na Quaresma, as memórias poderão ser feitas como comemorações.

Ofício Divino

Rubricas gerais

• Poderá a Liturgia das Horas ser recitada privadamente ou em comunidade. Quando feito em comunidade, o Ofício será simples ou solene, e rezado ou cantado. O Ofício solene deverá ser obrigatoriamente presidido por um sacerdote ou diácono, que usará a sobrepeliz por cima da veste talar, estola e pluvial da cor do tempo ou do dia. Havendo diácono para ajudar, não presidir, usará a sobrepeliz por cima da veste talar, estola e dalmática da cor do tempo ou do dia.

• Os acólitos, se instituídos, estarão, obrigatoriamente, de alva e cíngulo, ou de veste talar com sobrepeliz, em todos os Ofícios. Os acólitos eventuais, não instituídos, podem usar, facultativamente, esses paramentos também, e, nos Ofícios solenes e Ofícios cantados utilizarão os mesmos de modo preceptivo. Sempre que houver mais de um acólito, um deles, que oficiará como cerimoniário, deverá estar de veste talar com sobrepeliz, não meramente de alva e cíngulo.

• Na recitação em comunidade, poderá ser usado incenso, que será obrigatório na forma solene.

• Incentivo ao uso do latim, embora possa ser celebrado o Ofício todo em vernáculo ou mesmo com partes latinas e partes vernaculares.

• Cores litúrgicas: como na Missa.

• O modo de participação dos diversos ministros será o de costume.

Ordinário

• As Horas Canônicas serão Ofício das Leituras, Laudes, Terça, Sexta, Nona, Vésperas e Completas. Prima fica suprimida, como no uso moderno, embora alguns possam recitá-la se tiverem privilégio para tal.

• A estrutura de cada Hora será a do uso moderno, acrescida do Pai Nosso e da Ave Maria antes de iniciar Laudes, Terça, Sexta, Nona e Vésperas, como no uso tradicional.

• As Completas serão como no uso moderno, acrescidas de: Ato Penitencial obrigatório, que constará de Confiteor, absolvição, Tende Compaixão, Indulgentiam, e Kyrie, acompanhado ou não de um breve exame de consciência; após o Responsório Breve, a antífona Custódi nos, com sua resposta; Preces (quando recitado em comunidade); e Sacrosánctæ (idem) - como no uso tradicional.

• O Saltério será como no uso moderno, em quatro semanas, sendo as Completas em uma semana. Outros saltérios, conforme privilégio, podem ser adotados: de uma semana e de duas semanas.

Próprio

• Na Coleta, aproveitar-se-ão as novas orações, mas sem desprezar as fórmulas tradicionais. Ficarão como alternativas, podendo o celebrante rezar ou cantar tanto a Coleta do uso tradicional quanto a do uso moderno, e mesmo sobrepor as duas, caso em que, na primeira, será omitida a conclusão.

• O Próprio do Tempo e o Próprio dos Santos seguirão as normas acima expostas quando ao Calendário, no tópico sobre a Missa.

Sacramentos, sacramentais e outras cerimônias constantes do Ritual Romano e do Pontifical Romano

Rubricas gerais

• A celebração dos sacramentos, dos sacramentais e outras cerimônias poderá ser efetuada em latim ou em vernáculo, e mesmo com partes latinas e partes vernaculares.

• Os sacramentos seguirão o uso moderno, exceto: no Batismo, o acréscimo obrigatório dos pequenos exorcismos, como no uso tradicional; na Crisma, a forma será a do uso tradicional, podendo, como faculdade, ser utilizada a forma do uso moderno como complemento.

• Os sacramentais serão conforme o Ritual Romano do uso moderno, exceto: o Exorcismo, que seguirá o uso tradicional; as Bênçãos Solenes com água, que deverão ter o Asperges como cerimônia obrigatória, não facultativa.

• O sacerdote ou diácono deverá, para bênçãos simples, mas que sigam o Ritual Romano, portar sobrepeliz por cima da veste talar e estola branca, ou, túnica com estola, se não estiver de veste talar. Em situações de emergência e extraordinárias, pode dispensar o uso dos paramentos. Não confundir essas bênçãos com qualquer bênção dada pelo sacerdote, que sempre a pode dar de qualquer modo e trajado normalmente.

• Nas bênçãos mais solenes, o sacerdote deverá, obrigatoriamente, utilizar, além do descrito acima, o pluvial branco, e o diácono o pluvial – se presidir – ou a dalmática – se ajudar o sacerdote.

• Em qualquer cerimônia, os acólitos, se instituídos, estarão, obrigatoriamente, de alva e cíngulo, ou de veste talar com sobrepeliz. Os acólitos eventuais, não instituídos, podem usar, facultativamente, esses paramentos também, e, nas cerimônias solenes, utilizarão os mesmos de modo preceptivo. Sempre que houver mais de um acólito, um deles, que oficiará como cerimoniário, deverá estar de veste talar com sobrepeliz, não meramente de alva e cíngulo.

• As procissões contarão com os clérigos trajando veste coral e com aquele que preside – sacerdote ou diácono – usando veste talar com sobrepeliz, e estola e pluvial da cor do tempo ou do dia, com os diáconos que o ajudam usando veste talar com sobrepeliz e estola e dalmática da cor do tempo ou do dia.

• A combinação da Missa com os demais sacramentos, sacramentais e cerimônias seguirá o esquema do uso moderno.

• A Exposição e Bênção do Santíssimo Sacramento seguirá o uso moderno, que em nada se diferencia do tradicional. O Tantum Ergo, todavia, será obrigatório antes da Bênção, quer simples quer solene: poderá ser rezado na simples, mas sempre cantado na solene; será cantado ou rezado em latim ou em vernáculo. Ministros leigos só poderão, extraordinariamente, abrir o sacrário, mas não presidir a Exposição, nem mesmo a simples.

• As fórmulas para consagração do altar e da igreja permanecerão as do uso tradicional, acrescidas, se convenientes, de fórmulas do uso moderno. As bênçãos e os ritos do Pontifical Romano do uso tradicional que não constam do uso moderno serão restauradas.

• A recepção de convertidos da heresia, do cisma, do judaísmo e do islamismo seguirá o rito conforme o uso tradicional. Sem embargo, o Rito da Iniciação Cristã de Adultos, previsto pelo Vaticano II, e utilizado no uso moderno, permanecerá.

• As ordens menores permanecerão inexistentes, como no uso moderno. Apenas as ordens que se constituem em graus do sacramento da Ordem permanecerão. Todavia, o leitorado e o acolitado serão, como atualmente, ministérios instituídos. Outras antigas ordens menores – do uso tradicional – serão restauradas como ministérios, e serão conferidos, como o leitorado e o acolitado, mesmo a quem não se prepara para o sacerdócio ou diaconato: tais ordens serão a do exorcistado e do ostiariado. A tonsura será obrigatória, como no uso tradicional.

• As exéquias serão feitas conforme o uso moderno, restauradas certas cerimônias do uso tradicional, se oportunas.

• As Celebrações da Palavra de Deus, acompanhadas ou não da administração de um sacramento, serão feitas segundo o uso moderno, aproveitando-se o disposto no Cerimonial dos Bispos.

• A Ladainha de Todos os Santos será como no uso tradicional.

FIM


Umas linhas do atual Papa:

“O Concílio, por si só, não reformou (no sentido de inventar) os livros litúrgicos, mas dispôs a sua revisão, e a tal fim ofereceu algumas normas fundamentais. Antes de qualquer coisa, o Concílio deu uma definição do que é a liturgia, e tal definição constitui o termo de comparação para toda celebração litúrgica. Onde se ignoram tais normais e colocam-se de lado as normae generales que se encontram nos números 34 - 36 da Constitutio De Sacra Liturgia (SC), em tal caso certamente torna-se culpado de desobediência ao Concílio! É à luz desses critérios que as celebrações litúrgicas devem ser avaliadas, seja que ocorram segundo os livros antigos, seja que ocorram segundo os novos. É bem recordar aqui que o Cardeal Newman observava que a Igreja, durante a sua história, nunca proibiu ou aboliu as formas litúrgicas ortodoxas, algo que seria completamente alheio ao espírito eclesial. Uma liturgia ortodoxa, ou seja, aquela que manifesta a verdadeira fé, jamais é uma reunião de diferentes cerimônias, feita segundo critérios pragmáticos, construída de modo positivístico e arbitrário, hoje de uma maneira e amanhã de outra. As formas ortodoxas de um rito são realidades vivas, oriundas do diálogo de amor entre a Igreja e o seu Esposo. Estas são a expressão da vida da Igreja, que nutriram a fé, a oração e a verdadeira vida de todas as gerações, e que encarnam em formas específicas seja a ação de Deus, seja a resposta do homem. Tais ritos podem acabar se aqueles que os usaram em uma época particular desaparecerem, ou se as condições de vida daquelas mesmas pessoas tivessem que mudar. A autoridade da Igreja tem o poder de definir e limitar o uso de tais ritos nas diferentes situações históricas, mas esta não pode jamais puramente e simplesmente proibi-los! Assim, o Concílio dispôs a reforma dos livros litúrgicos, mas não proibiu os livros precedentes” (24 de outubro de 1998; Notiziario 126-127 di UNA VOCE)

A organização das formas ordinária e extraordinária do único rito romano, estabelecendo-se dias para sua celebração, poderia ser uma alternativa, a exemplo do que ocorre no rito bizantino.

Todavia, os que têm maior amor à forma extraordinária, tradicional, sentir-se-iam lesados, até porque seus argumentos não são puramente estéticos, e sim doutrinários.

O rito continuaria a existir, mas adaptado, reformado. Isso não é novidade. Pio XII reformou a Semana Santa, então, a antiga Semana Santa deixou de existir. O Missal de São Pio V revogou alguns missais particulares, que deixaram de existir também.

O rito permaneceria. O que desapareceriam seriam alguns aspectos de suas duas formas, mas isso é perfeitamente natural. O próprio rito de Paulo VI, aprovado em 1969, NÃO é exatamente o mesmo da sua segunda edição, nem da sua edição alternativa, muito menos o de 2002, terceira edição típica, aprovada por João Paulo II. E o rito de 1962 difere-se bastante do de Pio XII, e este do de São Pio X, que, por sua vez, é uma reforma do Missal de Clemente XII, e por aí vai...

Saliento que essa unificação não é trabalho para meses nem anos, senão décadas. Deve ser feito de modo orgânico, sob pena de ser mais uma liturgia fabricada em laboratório.

 

©2009 Tradição em foco com Roma | "A verdade é definida como a conformidade da coisa com a inteligência" Doctor Angelicus Tomás de Aquino