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Apostila de liturgia tradicional prática


Uma leitora e amiga foi convidada para ser madrinha de crisma no rito de São Pio V e me pediu algum manual sobre o procedimento do leigo na Santa Missa, e o amigo e irmão em Cristo Francisco Alberto me disponibilzou essa apostila que vem explicando bem mastigado cada detalhe litúrgico e da ação dos leigos.

Se por ventura quiser disponbilizar da conteúdo para impressão, é só deixar comentário ou enviar um e-mail para
tradiçãoemfococomroma@hotmail.com . Salve Maria!

I – PARTICIPAÇÃO NA SANTA MISSA

Introdução.

Nesta apostila vamos seguir o que diz o Papa Pio XII na “Instrução sobre Música Sacra e Sagrada Liturgia”, de 3 de setembro de 1958. Este é o último documento que trata sobre o assunto até o ano de 1962
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1) Noções prévias.

A Santa Missa pode ser:

a) Missa Pontifical: é a Missa celebrada pelo Bispo. Esta pode ser:
· Solene: celebrada com canto e ministros sagrados.
· Rezada: sem canto com a ajuda de dois Sacerdotes Capelães (mesmas normas de participação da Missa dialogada ou rezada pelo sacerdote).

b) Missa com canto: quando o Sacerdote canta as partes que lhe são próprias. Subdivide-se em:
* Solene: quando o Sacerdote é ajudado pelo Diácono e Subdiácono;
* Cantada (de guardião): quando o Sacerdote é ajudado só por acólitos.

c) Missa Dialogada: quando os fiéis participam liturgicamente, ou seja, respondendo ao Celebrante e rezando com ele o Gloria, Credo, Sanctus e Agnus Dei.

d) Missa Rezada: quando os fiéis participam em silêncio ou em comum por meio de orações e cânticos de piedade popular (extra-litúrgicos).

2) Participação dos fiéis nas Missas com canto.

Na Missa Solene a participação ativa dos fiéis pode realizar-se em três graus:

a) Primeiro grau: Quando todos os fiéis cantam as respostas litúrgicas: Amen; Et cum spiritu tuo; Gloria Tibi, Domine; Habemus ad Dominum; Dignum et iustum est; Sed libera nos a malo; Deo gratias. Deve-se trabalhar para que em todos os lugares os fiéis sejam capazes de cantar essas repostas.

b) Segundo grau: Quando todos os fiéis cantam as partes do Ordinário da Missa: Kyrie, Gloria, Credo, Sanctus e Agnus Dei. Deve-se esforçar para que os fiéis saibam a cantar essas partes da Missa com as melodias gregorianas mais simples.

c) Terceiro grau: Quando todos os presentes estejam de tal modo exercitados no canto gregoriano, que saibam cantar as partes do Próprio da Missa. Deve-se urgir essa participação plena sobretudo nas comunidades religiosas e seminários.

Nos domingos e festas deve-se optar (optandum est) para que a Missa paroquial ou principal seja celebrada com canto.

Para as Missas cantadas, aplicam-se as mesmas normas de participação da Missa solene.

3) Participação dos fiéis nas Missas rezadas.

O primeiro modo com o qual os fiéis podem participar da Missa rezada dá-se quando, cada um, por própria indústria, participa internamente, ou seja, com atenção às partes principais da Missa, ou externamente, segundo os costumes aprovados das diversas regiões.

São principalmente dignos de louvor os que, com um pequeno missal adaptado à sua capacidade, rezam com o Sacerdote as mesmas orações da Igreja. Como, porém, nem todos os fiéis são igualmente idôneos para entender os ritos e fórmulas litúrgicas, estes podem participar de um modo mais apto e fácil, ou seja “meditando piamente nos mistérios de Jesus Cristo, ou fazendo exercícios de piedade e orações que, embora difiram da forma dos ritos sagrados, no entanto pela sua natureza a eles convém1”.

O segundo modo de participação dá-se quando os fiéis participam da Santa Missa com orações comuns e cânticos. Deve-se cuidar para que tais orações e cânticos estejam de acordo com as diversas partes da Missa. 1 Mediator Dei.

O terceiro modo de participação e o mais perfeito de todos, dá-se quando os fiéis respondem liturgicamente ao Celebrante, como que dialogando com ele e rezando em voz alta as partes que lhes são próprias. Esta participação plena se distingue em quatro graus:

a) Primeiro grau: se os fiéis dão ao Celebrante as respostas mais fáceis: Amen; Et cum spiritu tuo...

b) Segundo grau: se os fiéis dizem todas as respostas do acólito, rezam o Confiteor antes da comunhão e o Domine non sum dignus.

c) Terceiro grau: se os fiéis rezam com o Celebrante as partes do Ordinário da Missa: Kyrie, Gloria, Credo, Sanctus e Agnus Dei.

d) Quarto grau: se os fiéis rezam juntamente com o Celebrante as partes do Próprio da Missa: Intróito, Gradual, Ofertório e Comunhão. Este último grau pode ser usado com dignidade por grupos mais seletos e cultos.

Outras normas:

Nas Missas rezadas, todo o Pater Noster pode ser rezado pelos fiéis juntamente com o Celebrante, mas somente em língua latina, e acrescentando o Amen. Em razão do costume, enquanto o Celebrante reza o Pai Nosso em latim, os fiéis podem rezá-lo juntos em português.

Nas Missas rezadas os fiéis podem cantar hinos populares, guardando-se, porém, a lei de que estejam de acordo com cada parte da Missa.

4) Posições dos fiéis na Santa Missa.




2 Exceção: nos dias de penitência (advento, quaresma), salvo no domingo, e nas Missas de defuntos, deve-se ajoelhar durante a Colecta e a Postcommunio.

II – Normas para os Acólitos

1) Regras para ajudar a Missa rezada com 1 Acólito3.

1. O acólito da Missa, sempre que possível, deve apresentar-se vestido de batina e sobrepeliz.

2. Na sacristia, quando o sacerdote começa a paramentar-se, deve colocar-se à sua esquerda e oferecer-lhe sucessivamente o amito, a alva, o cíngulo, o manípulo, a estola e a casula. Depois que o sacerdote põe o cíngulo, ajusta a alva de maneira que as suas extremidades fiquem igualmente elevadas do chão e as pregas igualmente distribuídas.

3. Uma vez paramentado o sacerdote, tomará o missal segurando-o com ambas as mãos, por baixo, tendo-o diante do peito e com a abertura para o lado esquerdo.

4. Ao partir da sacristia, fará reverência à cruz, juntamente com o sacerdote, e lhe oferecerá água benta, seguindo na sua frente. Se a Missa não for no altar-mor ou no altar do Santíssimo, passando por estes fará genuflexão simples, e, se o Santíssimo, estiver exposto, fará genuflexão dupla, juntamente com o sacerdote.

5. Chegando ao altar, receberá com a mão direita o barrete, beijando-o, depois de ter beijado também a mão do sacerdote; fará genuflexão junto com o sacerdote, colocando em seguida o missal no altar sobre a estante, e o barrete na credência do lado da Epístola.
> Note-se que o acólito sempre faz genuflexão durante a Missa, desde a chegada até a saída, mesmo se não há o Santíssimo no sacrário.

6. De volta da credência, passará para o lado do Evangelho, fazendo genuflexão no meio, ficando de pé, mãos postas e virado para o altar. Nas Missas com o povo, antes de ir para o seu lugar ao lado do Evangelho, o acólito tocará a campainha, na credência, assim que o celebrante, após abrir o missal, se dirigir para o meio do altar.

7. Quando o sacerdote desce o degrau para começar a Missa, se ajoelhará no chão (e não no degrau) e benzendo-se com ele, responderá com voz clara e compassada, conservando sempre as mãos postas e a cabeça virada para o altar.

> Sempre que o sacerdote se benze ou bate no peito, o acólito fará o mesmo (exceto no Confíteor que o acólito também reza depois do sacerdote e durante o Cânon).

8. O Confiteor deve ser rezado com inclinação profunda; às palavras ''tibi pater" e ''te pater" o acólito deve virar-se para o sacerdote; só ao "Indulgentiam" é que cessa a inclinação.

9. Quando o sacerdote sobe ao altar, o acólito levantará com a mão direita a extremidade dianteira da alva para não ser pisada, e passará a ajoelhar-se sobre o degrau, aí ficando, de joelhos, até o fim da Epístola.

10. Terminada a Epístola, responderá ''Deo gratias" e, levantando-se irá buscar o missal para passá-lo ao lado do Evangelho, esperando porém ao lado do sacerdote, que este se dirija para o meio do altar. 3 Extraídas do Manual da Paróquia.
11. No princípio do Evangelho fará o sinal da cruz juntamente com o celebrante, estando virado para ele e ao seu lado esquerdo, e, ao ouvir a palavra "Iesus" fará reverência e voltará para o lado da Epístola onde ficará até o fim do Evangelho, de pé e mãos postas.

12. Durante o Credo se conservará de joelhos.

13. Terminado o Credo e dito o "Oremus", subirá ao altar para dobrar o véu do cálice, colocando-o dobrado sobre o altar (com a cruz para cima), e se dirigirá para a credência, trazendo as galhetas para o lado do altar, tomando a do vinho na mão direita e a da água na mão esquerda. Oferecerá ao sacerdote primeiro a do vinho, beijando-a na alça antes de dar e depois de receber, e depois a da água, com a colherinha.

14. Logo em seguida levará as galhetas para a credência e voltará para o ''Lavabo'' com a galheta de água na mão direita e o pratinho do Lavabo na mão esquerda, colocará no braço esquerdo o manustérgio, ou colocará sobre o altar ou debaixo do pratinho, pendente na direção do sacerdote. No Lavabo, quando o sacerdote se aproxima, o acólito lhe fará reverência antes de derramar a água, como também depois, antes de voltar para a credência. Terminado o "Lavabo" tomará a campainha da credência e irá se ajoelhar do lado da Epístola.

15. Ao "Orate fratres" esperará que o sacerdote termine de dar a volta, para começar a responder o "Suscipiat".

16. Ao "Sanctus" tocará três vezes a campainha e ao "Benedictus" se benzerá com o sacerdote.

17. Antes da elevação, quando o sacerdote estender as duas mãos sobre o cálice, dará um toque de campainha, levantar-se-á e levando a campainha irá se ajoelhar bem perto do celebrante, mas atrás e para o lado. Durante a elevação (tanto da hóstia como do cálice) tocará três vezes a campainha, bem espaçadamente, sustentando com a mão esquerda a ponta da casula, e inclinando-se, dando um toque na campainha, quando o sacerdote faz a genuflexão.

18. Terminada a elevação voltará a ajoelhar-se onde estava. Ao “Per ipsum” (pequena elevação), tocará a campainha; ao "Agnus Dei" baterá três vezes no peito como o sacerdote, e ao "Domine non sum dignus" tocará três vezes a campainha.

19. Quando o sacerdote faz genuflexão após ter tomado a Hóstia, o acólito levanta-se e vai à credência buscar a patena. Ajoelha-se no seu lugar e, enquanto o sacerdote toma o cálice, reza o "Confiteor" e reponde "Amen" ao "Misereatur" e ao "Indulgentiam". Bate a campainha quando o sacerdote abre o sacrário, exceto quando na Missa foram consagradas partículas para o povo em alguma âmbula. Bate a campainha nas três vezes em que o Padre diz “Domine non sum dignus”.
Quando o sacerdote vai se dirigir para a mesa da comunhão, o acólito se levanta, afasta-se para a esquerda sem voltar as costas para o Santíssimo, deixa o padre passar e o acompanha pelo lado direito, colocando bem a patena sob o queixo dos comungantes, acompanhando o movimento da mão do sacerdote.

No final entrega a patena ao sacerdote. Bate a campainha ao fechar-se o sacrário. O acólito deve segurar a patena sem tocar no centro dela, sempre em posição horizontal.

20. Abluções: O Acólito vai à credência e traz para o altar as duas galhetas de vinho e água, uma em cada mão. Fica atento aguardando que o padre incline o cálice para a ablução. Então porá vinho no cálice e, pouco depois vinho e água, devagar e aos poucos, parando quando o celebrante erguer o cálice ou os dedos.

21. Voltará em seguida para a credência onde deixa as galhetas, cobrindo-as, e, vindo novamente para o altar, levará o véu desdobrado, segurando-o com ambas as mãos, para o lado do Evangelho e de lá passará o missal para o lado da Epístola, fazendo genuflexão ao passar pelo meio do altar.

22. Posto o missal no altar (reto, não em diagonal), voltará para o lado do Evangelho para entregar ao sacerdote a bolsa e o véu; depois se ajoelhará no degrau do lado do Evangelho.

23. Dada a bênção pelo sacerdote, levantar-se-á indo imediatamente para perto do altar do lado do Evangelho e aí fará o sinal da cruz, respondendo ao sacerdote; em seguida, feita reverência ao celebrante, passará para o lado da Epístola, indo buscar na credência a folha com as orações finais (se for preciso).

24. Ao "Et Verbum caro factum est" fará genuflexão e logo após se ajoelhará no chão para responder às orações finais, apresentando a folha das orações finais quando o sacerdote pedir. Terminadas as orações, levará a folha para a credência, trará o barrete, apanhará o missal, fará genuflexão com o sacerdote, dar-lhe-á o barrete, beijando-o primeiro e depois a mão do sacerdote, e voltará para a sacristia, na frente, da mesma forma que veio no princípio da Missa.

25. Chegando à sacristia fará reverência à cruz com o sacerdote, receberá o barrete e se ajoelhará para receber a bênção do sacerdote. Depois, colocará o barrete juntamente com o missal sobre a mesa; passando depois para a esquerda do sacerdote, o ajudará a desvestir-se, recebendo os paramentos e colocando-os em ordem sobre a mesa.

26. Terminado tudo, fará uma reverência ao sacerdote e lhe pedirá a bênção, retirando-se da sacristia.
> Se comungou, deverá ir para a igreja para dar ação de graças. Depois, guardar no seu lugar a batina e a sobrepeliz. Se for o encarregado, deverá arrumar o altar, apagar as velas e guardar os paramentos.

2) Particularidades da Missa rezada com 2 Acólitos.

1. Princípios gerais:

* Eles se colocam ao pé do altar; no chão, de cada lado: o primeiro no lado da epístola e o segundo no lado do evangelho.
* Antes e depois dos diversos deslocamentos, eles vêm juntos fazer a genuflexão no meio do altar, no chão.
* É sempre o primeiro acólito (o da direita) que toca a campainha.

2. Na saída da sacristia: o segundo vai à frente, toca o sino da entrada e, chegando ao altar, deixa o primeiro, que leva o missal, e o celebrante passarem diante dele.

3. Depois da Epístola: o primeiro acólito transporta sozinho o missal; o segundo acólito se levanta para ouvir o Evangelho, ou transporta o pedestal do microfone, se for o caso.

4. Ao Ofertório: Após a genuflexão, o segundo sobe ao altar para dobrar o véu do cálice, enquanto o primeiro vai à credência apanhar as galhetas, toma a do vinho e dá a de água, com a colherinha, para o segundo acólito; e ambos vão até o lado direito do altar.

5. No Lavabo: O primeiro derrama a água sobre os dedos do padre e ele mesmo segura o pratinho. O segundo apresenta o manustérgio.

6. Na elevação: Sobem ambos para os lados do padre, um pouco atrás, e levantam um pouquinho a casula só na elevação.

7. Depois da comunhão dos fiéis: O primeiro acólito serve o padre nas abluções e guarda a patena enquanto o segundo aguarda de joelhos. A seguir, o segundo sobe e transporta o missal ao mesmo tempo em que o primeiro toma e transporta o véu do cálice; o primeiro deixa o segundo passar diante dele, por respeito pelo missal que ele transporta. O primeiro apresenta ao padre a bolsa aberta, o véu e de novo a bolsa fechada, enquanto o segundo o aguarda no chão ao lado da Epístola ao lado do altar. Ambos fazem vênia ao altar e vêm juntos ao meio, onde genufletem, vão o primeiro para a esquerda e o segundo para a direita. Destrocam os lugares quando o primeiro voltar da resposta ao último Evangelho.

3) Modo de ajudar a Missa rezada do Bispo.

1. Arrumação:

a) Do altar:

* Arrumar o paramento no meio do altar, com o manípulo ao lado.
* Não precisa colocar sacra se tiver o “cânon”.
* O missal já deve estar aberto na Missa do dia.
* Acendem-se quatro velas.

b) Da credência: arruma-se para a Missa como de costume acrescentando o lavabo do bispo (jarro, bacia (com água) e toalha) e um pratinho para colocar a cruz e o solidéu. O cálice deve ser colocado na credência da missa.

2. Para a Missa rezada do Bispo, sempre se requerem dois Acólitos. Chegando à igreja, o Bispo fará as orações preparatórias no genuflexório: os Acólitos ficarão de joelhos a seus lados. Depois que o Bispo fizer as orações preparatórias, faz-se o lavabo no meio do altar4, o A2 tira o genuflexório e coloca o “cânon” em frente ao sacrário (no lugar da sacra maior), o A1 traz o pratinho para o bispo colocar a cruz peitoral e o solidéu, e depois os acólitos ajudam o Bispo paramentar. Os acólitos devem levar os paramentos ao bispo, um de cada vez. Depois que o Bispo se paramentar, o A1 traz o pratinho e coloca o solidéu no Bispo; o A2 vai ajoelhar-se com o manípulo nas mãos.

3. Depois da absolvição para o povo, na oração aos pés do altar, o A2 entrega ao bispo o Manípulo (o lado aberto deve estar virado para a direita).

4. Depois da Epístola, o A1 passa o Missal e A2 passa a candela.

5. O Ofertório: o A1 coloca o cálice no meio do altar. Tudo segue normal, sendo que o lavabo se faz de joelhos: o A1 segura o jarro e a bacia, e o A2 a toalha.

Depois da Secreta, o A1 pega o pratinho na credência, tira o solidéu do bispo e o coloca no pratinho. O A2 tira o Missal da estante e coloca em seu lugar o “cânon” se tiver, e coloca o Missal na credência. Se não houver “cânon” nada do que foi dito será feito.

6. Na hora da comunhão dos fiéis o A1 vai com a patena e o A2 vai coma candela; de modo que: o A1 fica à direita do Bispo e o A2 à sua esquerda. Depois da comunhão, o A2 já pode deixar a candela no lado da epístola.

7. Depois que o A1 fizer as abluções, coloca o solidéu no Bispo. Depois que o cálice estiver arrumado, o A1 levará o cálice novamente para a credência. E o A2 faz o lavabo do bispo como já foi mostrado acima (se o A1 chegar a tempo deve ajudar, e para não complicar muito, pode , desta vez, segurar a toalha)

8. Antes da bênção final há mais respostas: V: Sit nomen Domini benedictum. R: Ex hoc nunc et usque in saeculum. / V: Adiutorium nostrum in nomine Domini. R: Qui fecit caelum et terram.

9. Se tiver “cânon” o A2 segurá-lo-á para o bispo; se não, segurará a sacra.

10. Depois de acabar a Missa os acólitos ajudarão o Bispo a tirar os paramentos. Depois o A1 pegará o pratinho para entregar a cruz peitoral; e o A2 colocará o genuflexório para o Bispo (se o Bispo for fazer as orações finais, o genuflexório deve ser colocado antes). Os acólitos devem permanecer junto ao Bispo.
4 Acólito 1 leva o jarro e bacia; Acólito 2 leva a toalha e sabonete (se houver).

4) Missa Cantada com Cerimoniário e Turiferário

1. Turiferário à frente da procissão, com o turíbulo na mão direita, os dois acólitos com as mãos postas, o clero presente, o cerimoniário e, por fim, o celebrante. Chegando ao altar o TUR faz genuflexão e se dirige para o lado da Epístola. O CER fica à direita do CEL e os ACS um de cada lado. O CER recebe o barrete e passa-o ao AC1, fazem todos a genuflexão, se ajoelham, enquanto que o AC1 vai até a credência ou cadeira para deixar o barrete, ao voltar se ajoelha do lado epístola à direita do CER.

2. Se houver Asperges, entram os ACs, em seguida o Clero presente. Atrás entra o CER (direita) e o TUR (esquerda), segurando a capa do CEL. Chegando ao altar. Os ACS se colocam um de cada lado. O TUR permanece ao lado esquerdo e o CER à direita do CEL. O CER apresenta a água benta. Todos se ajoelham e o CEL entoa o Asperges. Depois que o CEL se aspergir, como também aos ministros ao seu lado, todos se levantam. O CEL tendo o CER à sua direita faz com este a genuflexão e asperge o Clero e depois o povo. Se houver espaço o TUR acompanha o CEL segurando a capa do lado esquerdo.

3. Chegando ao altar de volta todos permanecem de pé até o final da oração. Finda a oração todos genufletem e vão aos bancos. O CER recebe a capa do CEL e passa ao TUR que a leva para a sacristia. Depois de colocar o manípulo e a casula o CEL vai ao meio do altar acompanhado dos ACs e do CER para o início da Missa.

4. Terminadas as orações ao pé do altar, quando o CEL subir ao altar, o CER suspende a alva do CEL, dá um sinal para que todos se levantem; chama o TUR, recebe a naveta e ambos se dirigem ao centro do altar para benzer o incenso. O CER oferece ao celebrante a colherinha, beija primeiro a colherinha e depois a mão do padre (na ordem inversa ao recebê-la). Depois que entregou a colherinha diz: “Benedicite pater reverende”, inclinando a cabeça.

5. Depois de bento o incenso, o CER recebe o turíbulo do TUR e lhe entrega a naveta passando, em seguida, o turíbulo ao CEL beijando a parte superior do turíbulo e depois a mão do celebrante . O TUR deixa a naveta na credência, faz genuflexão no centro, e se coloca à esquerda do CEL.

6. Enquanto o CEL incensa a cruz, o AC1, sem genuflexão, pega o Missal e fica de pé do lado epístola, virado para o altar. Ele fica com o Missal, enquanto o CEL incensa este lado do altar, e em seguida o coloca sobre o altar, voltando para seu lugar sem genuflexão. O CER e o TUR acompanham o CEL fazendo as genuflexões sustentando-o com a mão sob o cotovelo. (Porém não seguram a parte posterior da casula.).

Após a incensação do altar o CER recebe o turíbulo do CEL (beijando a mão da sacerdote e depois o turíbulo), o TUR desce com ele para o lado epístola e se coloca à sua esquerda. O CER, diante do CEL, o incensa com três ductos de dois ictus, fazendo com o TUR reverência profunda antes e depois. Em seguida o CER entrega o turíbulo ao TUR, que volta para o seu lugar.

7. O CER mantém-se à direita do CEL e lhe indica o intróito, em seguida recita o Kyrie alternando com o CER e os ACs (que estão de pé). Se houver tempo o CEL faz vênia à cruz e vai se sentar e os ACs fazem genuflexão no meio do altar e vão se sentar junto à credência ,o CER permanece de pé à direita do celebrante, voltado para a nave. (Fig. 6)

8. Ao cantar-se o último Kyrie, o CEL, ao convite do CER, se dirige para o centro do altar, onde, entre os dois ACs e estando o CER à direita do AC1, faz, juntamente com eles a genuflexão. O CEL sobe ao altar para entoar o “Gloria” (se houver). Depois de recitado o Gloria, o CEL genuflete no supedâneo; o CER e os ACs acompanham a genuflexão e todos se dirigem para as cadeiras. Ao canto do “Cum Sancto Spiritu”, todos voltam para o altar.

9. Depois do canto do Kyrie ou do Gloria, o CEL canta o Dominus vobiscum e se dirige para o lado da epístola para cantar a oração. O CER, estando do lado do missal, vira a página e indica as orações, os ACs permanecem de pé.

10. Se o CEL for se sentar para o canto da epístola, quando um leitor for cantá-la, o movimento é idêntico ao do Kyrie.

Terminado o canto da epístola, o CEL e o CER dirigem-se para o altar para rezar o gradual, alelluia ou tractus, e em seguida, regressam às cadeiras se o canto for longo. Se o CEL não se sentar para o canto da epístola todos permanecem no mesmo lugar, e vão se sentar só depois de rezado o gradual, tractus ou alelluia.

11. No versículo que segue ao alelluia, ou na última estrofe da prosa, ou no último versículo do tractus, ao sinal do CER, todos se levantam e voltam para o altar para a benção do incenso, que se procede como no início. Terminada a imposição do incenso, enquanto o CEL reza o Munda Cor Meum, o CER toma o missal e, com o TUR, desce ao meio do altar: então os acólitos se juntam aos dois e todos fazem a genuflexão. O CER sobe para deixar o missal no altar, descendo em seguida para colocar-se à direita do TUR; o TUR vai para o lado do evangelho e fica em baixo, de frente para o altar. Os ACs se colocam juntos de pé no plano, na lateral do altar. Depois que o CEL cantou “Sequentia” ou “Initium”, com o sinal da cruz, o TUR passa o turíbulo ao CER, e este o apresenta ao CEL beijando o turíbulo e em seguida a mão do mesmo; o CER acompanha o CEL nas reverências. Terminado a incensação do livro, o CER recebe de volta o turíbulo, beijando a mão do CEL e o turíbulo e o entrega ao TUR. Terminado o canto do evangelho, se o CEL for pregar os quatro ministros fazem juntos a genuflexão; o TUR vai alimentar o turíbulo; os ACs e o CER vão se sentar. Se outro sacerdote for pregar, o movimento é feito junto com o celebrante: CER à direita e TUR à esquerda do CEL, ACs em cada ponta.

12. Terminado o sermão os ACs dirigem-se para o altar, fazem genuflexão com o CEL ao sinal do CER; se o CEL tiver pregado fazem genuflexão no centro, o CER à direita do AC 1; depois os ACs se abrem e o CER vai para o lado da epístola, todos permanecem de pé; todos os ministros genufletem ao “Et incarnatus est”; tendo o CEL recitado o Credo ele desce os degraus do altar para ajoelhar-se juntamente com os ministros ao canto do “Et incarnatus”. Se ainda faltar muito para o canto destas palavras, todos se dirigem para as cadeiras procedendo-se como no Gloria. Então ao canto do “Et Incarnatus” o CEL tira o barrete e se inclina assim como os acólitos, enquanto que o CER se põe de joelhos. No “Crucifixus”, o CER, se for clérigo, vai levar o cálice para o altar, se o CER não for clérigo, um dos clérigos que estiverem no coro, dando preferência ao mais digno, vai levar o cálice ao altar depois do “Et homo factus est” do “Credo”, desdobra o corporal e coloca sobre ele o cálice coberto com o véu. Se não houver “Credo”, faz-se o mesmo logo depois do evangelho. Ao canto do “Et vitam”, ao sinal do CER, todos voltam para o altar. Os ministros esperam, de pé, em seus devidos lugares o “Oremus” do Ofertório para fazerem a vênia.

13. Depois que fizeram a reverência no “Oremus” do ofertório, os ACs fazem no meio a genuflexão; o AC2 vai dobrar o véu do cálice, o AC1 vai à credência para pegar as galhetas; depois de dobrar o véu o AC2 se coloca à esquerda do AC1 e recebe deste a galheta com água. Fazem a reverência ao CEL ao apresentar-lhe as galhetas beijando-as antes e depois (exceto na Missa de Requiem), e o saúdam novamente com uma inclinação de cabeça, antes de se retirarem. Em seguida voltam aos seus lugares e permanecem de pé.

14. No oferecimento do cálice, quando o CEL estiver rezando o “Veni sanctificator spiritus”, o CER chama o TUR e ambos sobem ao altar para a benção o incenso. Quando o CEL estiver incensando a cruz o AC2 tira o missal, esperando do lado do evangelho, e o põe de volta depois que o CEL incensou este lado do altar. Desce em seguida, fazendo a genuflexão com o AC1 no centro, e se dirigem para a credência, para preparar o lavabo.

15. Terminado a incensação do altar, o CER incensa o CEL, como no intróito; o AC2 pega com as duas mãos o manustérgio desdobrado, o AC1 pega com a mão esquerda o pratinho, e com a direita a galheta de água, e se coloca à esquerda do AC2. Os ACs se aproximam do CEL e fazem uma inclinação; o AC1 derrama a água e o AC2 apresenta o manustérgio. Quando o CEL devolve o manustérgio, os ACs fazem a inclinação, voltam à credência e deixam a galheta, o manustérgio e o pratinho, pegando em seguida a campainha; depois vão ao meio do altar genufletem e ficam de pé, nos seus lugares, até serem incensados, em seguida ajoelham.

Depois de incensado o CEL, o TUR recebe o turíbulo do CER, fazem juntos a genuflexão diante do altar; o CER vai para o lado do evangelho para indicar as orações ao CEL; o TUR vai incensar, primeiro o clero, um sacerdote de cada vez com um golpe duplo; em seguida o coro, primeiro o lado do evangelho depois o da epístola, com três golpes duplos em cada lado: um para o centro outro para a sua esquerda e outro para a sua direita.

16. O TUR, depois que incensou o coro, vai diante do altar faz a genuflexão e incensa de um ducto e um ictus a cada um, ao CER, ao AC1 e ao AC2. Em seguida faz a genuflexão, vai até a entrada do coro, e incensa o povo com 3 ductus e 1 ictus (no meio, à sua esquerda e à sua direita); depois, volta diante do altar faz a genuflexão e vai alimentar o turíbulo, para entrar na hora do Sanctus. Se não houver clero, o TUR espera o fim do lavabo para incensar os ministros.

17. O CER deve estar atento para indicar as orações ao CEL e virar as páginas do missal. Pouco antes da consagração, o TUR se coloca do lado da epístola; o AC1, põe o incenso no turíbulo. O TUR se ajoelha no degrau central mais baixo, ao mesmo tempo que o CER se ajoelha do lado esquerdo do CEL, ou seja, quando tiver virado a folha do missal que corresponde à consagração, e incensa o Ssmo. com 3 ductos e 2 ictus a cada elevação, fazendo uma inclinação mediana, antes e depois. . O CER, de joelhos à esquerda do CEL, levanta a casula durante a elevação. O AC1 toca a campainha, ou os dois, se houver duas campainhas.

Depois da consagração, o CER e o TUR se levantam ; o CER continua a virar as folhas do missal. O TUR depois de fazer uma genuflexão no centro vai deixar o turíbulo na sacristia. Em seguida volta e se ajoelha ao lado direito do AC1. Os ACs permanecem de joelhos até o “Domine non sum dignus”.

18. Quando o CER virou a folha do missal onde esteja o “Domine non sum dignus”, ele desce os degraus e se ajoelha ao lado esquerdo do AC2. Terminado o terceiro “Domine non sum dignus”,os quatro se levantam; o AC1 vai à credência deixar a campainha e pegar a patena. Quando o AC1 chegar, fazem todos a genuflexão e sobem ao supedâneo para comungar. Quando o sacerdote estiver comungando o Preciosíssimo Sangue, o CER reza o “Confiteor”, que todos acompanham. Depois que comungaram, os ACs voltam para seus lugares ao pé do altar e se ajoelham; o TUR volta a se ajoelhar ao lado do AC1; e o CER acompanha o CEL com a patena. Ao voltar da Comunhão, o CER se coloca de joelhos no degrau inferior do altar, lado da epístola.

19. Depois da comunhão, quando o CEL fechar o sacrário, todos se levantam; o AC1 vai pegar as galhetas que apresenta ao CEL como na missa rezada. Depois que deixou as galhetas na credência vai ao meio do altar e faz genuflexão com o AC2; em seguida o AC1 transporta o missal enquanto que o AC2 transporta o véu do cálice. Depois que o CEL cobriu o cálice, descem e se colocam cada qual no seu lugar. O TUR vai à sacristia buscar o turíbulo e se coloca junto à credência, onde permanece até a procissão de saída. Durante o Evangelho final, o próprio TUR coloca incenso no turíbulo.

20. O CER, quando o CEL fechou o sacrário, se levanta e permanece no mesmo lugar, do lado da epístola; quando o AC1 deixar o missal sobre o altar ele sobe e se coloca do lado do missal, no lado da epístola, marca o missal para a antífona de comunhão e assiste durante as orações. Depois da última oração, ele fecha o missal, pega e mostra ao CEL um livro com o “Ite Missa est”. Quando o CEL terminou de cantar o “Ite Missa est”, o CER desce, faz genuflexão no meio e se coloca do lado evangelho, de pé; quando o coro terminar de cantar o “Deo Gratias”, ao sinal do CER, todos se ajoelham para a bênção; terminada a bênção todos se levantam e o CER vai segurar a sacra para o sacerdote; se houver um evangelho próprio ele deixa o missal aberto e o leva para o lado evangelho, assim que o CEL cantar o “Ite missa est”. Contudo o CER deve ir para o lado do evangelho neste momento. Durante o Evangelho, os ACs estão de pé virados para o CEL; no “Et Verbum” eles fazem a genuflexão.

* Coloca-se uma candela ao lado do Missal (a candela deve estar sempre junto ao Missal).
* Coloca-se um genuflexório aos pés do altar para o bispo com o “cânon”.

21. Depois do evangelho final, o CER vai pegar o barrete do CEL; quando este desce, todos fazem a genuflexão, depois o CER entrega o barrete ao CEL beijando primeiro o barrete e depois a mão de
celebrante. Voltam para a sacristia na mesma ordem de entrada. Chegando à sacristia o CEL tira o barrete e todos fazem vênia à cruz como antes da missa; o CEL tira os paramentos, ajudado pelo CER.

III – Normas para os Monitores (Explicadores de Missa)

1) Normas gerais.

a) Para auxiliar a participação dos fiéis nas ações litúrgicas, é de grande utilidade que haja um orientador, que, no momento oportuno e com poucas palavras, interprete os ritos, orações e lições do Celebrante ou dos Ministros, bem como oriente as respostas, as preces e os cantos.

b) Se não for clérigo, seja um católico edificante, bem instruído na função que vai desempenhar.

c) O orientador leigo não deve ficar no púlpito nem no presbitério, mas em um lugar conveniente e apto.

d) Os comentários devem ser preparados por escrito, sejam breves e claros.

e) Os comentários devem ser ditos com voz moderada5 e jamais simultânea com a voz do Celebrante. Devem auxiliar e não prejudicar a piedade dos fiéis.

f) O monitor não deve sobrepor-se ao Sacerdote, de maneira a fazê-lo retardar ou interromper a ação litúrgica.

2) Modelo de Explicação para a Santa Missa.

Veja na folha anexa um modelo de explicação da Santa Missa.

3) Quando cantar os hinos na Santa Missa.

Na participação popular em comum da Santa Missa (extra litúrgica), deve-se recordar o princípio geral: não se pode rezar ou cantar nada quando o Celebrante estiver rezando em voz alta e deve-se guardar o silêncio desde a Consagração ao Pater Noster. Por esse motivo, o método mais conforme a liturgia seria distribuir os hinos da seguinte forma:

· Na entrada (terminar antes das orações ao pé do altar); pode-se até começar o hino um pouco antes como uma preparação à Santa Missa.

· No ofertório (começar depois que o Celebrante rezar a antífona do Ofertório e terminar antes do Orate fratres).

· Após a Consagração se aconselha guardar o silêncio.

· Durante a comunhão dos fiéis (terminar ao fechar o Sacrário).

· Na saída.

IV – Normas gerais para os Dirigentes de Corais nas Funções Litúrgicas

1) Rito que se deve observar na Missa com canto.

a) Intróito.

Chegando o Sacerdote ao altar, os cantores entoam a antífona do intróito. Os cantores entoam até ao asterisco e o coro prossegue. Os cantores entoam a primeira parte do salmo e o Gloria Patri; o coro responde à segunda parte e ao Sicut erat. Todos juntos repetem o Intróito até o Salmo.

b) Kyrie.

Terminado o Intróito, o coro, alternadamente com os cantores, canta o Kyrie. . No último Kyrie, há uma divisão em duas ou três partes, feita por asteriscos simples ou duplo. Se são duas partes, a primeira é cantada pelos cantores ou primeiro coro, a segunda por todos. Se são três, a primeira é cantada pelo primeiro coro, a segundo pelo outro, a terceira por todos.
5 O Monitor deve falar como que sugere uma reflexão, e não como quem faz um sermão ou dá uma aula.

c) Gloria.

O sacerdote entoa e o coro continua. Pode-se cantar alternadamente com os cantores ou então fazer dois coros. Todo coro responde ao Dominums vobiscum.

d) Gradual.

É entoado por um ou dois cantores até ao asterisco. O coro continua. O versículo até o asterisco final é dos cantores. A último asterisco entram todos.

e) Aleluia, Tractus, Seqüência.

O primeiro Aleluia é entoado pelos cantores até o asterisco. O Coro repete o Aleluia e continua seguindo o iubilus. O versículo é dos cantores. Todo o coro entra depois do último asterisco, repetindo em seguida o Aleluia.

Depois da Septuagésima até a Páscoa, omite-se o Aleluia, e em seu lugar canta-se o Tractus, de modo semelhante ao Gradual.

No tempo pascal omite-se o Gradual e canta-se o duplo Aleluia. Os cantores cantam o primeiro Aleluia, o coro repete e segue o iubilus. Os cantores cantam o versículo, de modo que o coro entra após o asterisco. Em seguida os cantores entoam o segundo aleluia e o coro segue o iubilus, mas sem repetir o Aleluia.Os cantores cantam o segundo versículo e o coro entra após o asterisco. Em seguida, todos repetem o Aleluia.

A Seqüência canta-se alternadamente. Quando há Seqüência, não se repete o Aleluia ao final do versículo: logo em seguida os cantores entoam a Seqüência.

f) Credo, Ofertório.

O Credo se executa como o Gloria. O ideal é que todo o povo o cantasse, manifestando assim sua profissão de fé.
O Ofertório, entoado pelos cantores, é continuado pelo coro até o fim.

g) Sanctus.

É entoado pelos cantores e continuado pelo coro até o fim. Nas melodias gregorianas, o Benedictus deve ser cantado antes da Consagração.

h) Agnus Dei, Communio, fim da Missa.

O Agnus Dei é entoado cada vez pelos cantores e seguido pelo coro. Pode ser cantado por todo o coro ou alternadamente, cantando todos juntos no fim o dona nobis pacem ou o sempiternam (Missas de Defuntos).

A antífona de comunhão (communio) pode ser cantada durante a distribuição da comunhão aos fiéis, podendo-se acompanhar com um Salmo. Ou pode ser cantada logo após o Celebrante fechar o sacrário (durante as abluções).

No fim, todo coro responde Deo gratias ao Ite Missa est ou Benedicamus Domino. Nas Missas de Defuntos responde Amen ao Requiescant in pace.

2) Santa Missa com cânticos populares.

Na participação popular em comum da Santa Missa (extra litúrgica), deve-se recordar o princípio geral: não se pode rezar ou cantar nada quando o Celebrante estiver rezando em voz alta e deve-se guardar o silêncio desde a Consagração ao Pater Noster. Por esse motivo, o método mais conforme a liturgia seria distribuir os hinos da seguinte forma:

· Na entrada (terminar antes das orações ao pé do altar); pode-se até começar o hino um pouco antes como uma preparação à Santa Missa.

· No ofertório (começar depois que o Celebrante rezar a antífona do Ofertório e terminar antes do Orate fratres).

· Após a Consagração se aconselha guardar o silêncio.

· Durante a comunhão dos fiéis (terminar ao fechar o Sacrário).

· Na saída.

3) Bênção do Santíssimo Sacramento.

a) O canto estritamente necessário é o Tantum ergo¸que se canta antes da bênção.

b) Durante a adoração do Santíssimo pode-se cantar hinos em vernáculo.

V – Normas para os Organistas

1) Uso do órgão.

a) Pode-se tocar o órgão: Em todos os domingo e festas do ano, e em qualquer função que se celebra com festa e solenidade.

b) Não se pode tocar o órgão nos dias de penitência: tempo do Advento, Quaresma, Vigílias e Têmporas em que se usam paramentos roxos. Permite-se somente para acompanhar o canto.

> Exceções: Pode-se tocar:
* Nos domingos de paramento rosa (3.° do Advento e 4.° da Quaresma).

* Nas festas solenes que se celebram durante os tempos de penitência (p. ex. Imaculada Conceição no Advento, São José na Quaresma, etc.).

* Nas missas votivas solenes e nas funções que não têm relação com o tempo litúrgico (p. ex. bênção do Santíssimo).

c) Não se pode tocar o órgão nas Missas de Defuntos. Permite-se somente para acompanhar o canto.

2) Acompanhamentos.

a) É sempre permitido acompanhar o canto gregoriano e polifônico, mesmo nos dias em que é proibido o som do órgão; mas, este deve silenciar quando silencia o canto. Exceção: é o Tríduo Sagrado (Quarta, Quinta e Sexta-feira Santa), durante o qual não se pode nem mesmo fazer acompanhamento com órgão.

b) Não se pode acompanhar as partes do Celebrante e dos Ministros: Prefácio, Pater Noster, Epístola, Evangelho, Oração cantada pelo Celebrante, etc. É lícito, porém, acompanhar as respostas do coro ao celebrante.

3) Interlúdios na Missa Solene.

Pode-se ainda usar o órgão nos intervalos dos cantos, para ligar as partes da função. Assim, na Missa solene pode-se tocar:

* No fim da epístola (após cantar o gradual e aleluia, se houver tempo);

* Do Sanctus ao Pater Noster, sendo que durante a Consagração o órgão toque com som mais suave e delicado, com a finalidade de sustentar o recolhimento e preencher religiosamente o silêncio.

* Depois do Agnus Dei até a hora da comunhão.

* No fim da Missa.

4) Órgão na Missa rezada.

Pode-se tocar o órgão nas Missas rezadas, mas não ininterruptamente. Como regra geral, não se deve tocar quando o Celebrante reza em voz alta. D. Antônio6, aplicando a Instrução sobre Música Sacra de Pio XII, determina que o órgão deve silenciar:

* Desde as orações ao pé do altar até o ofertório.

* Desde os primeiros versículos do Prefácio até o Sanctus, inclusive.

* Do Pater Noster até o Agnus Dei.

* Durante o Confiteor que precede a Comunhão dos fiéis.

* Durante a Postcommunio e a bênção final.

6 Normas Pastorais sobre Música Sacra e Liturgia – Campos, 10 de junho de 1959.

 

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