.

Guarda militar da Santa Sé

Várias ordens militares se tornaram entidades caritativas que existem até hoje, inspiraram novos grupos como os Arautos do Evangelho e uma delas, a Ordem de Malta, é um sujeito de direito internacional público, como um país ou a ONU e, inclusive, emite passaportes - o embaixador do Brasil para Vaticano também é para a Ordem de Malta.

A Guarda Suíça é o corpo militar do Vaticano. Foi formada em 1506, em atendimento a uma solicitação de proteção feita em 1503 do Papa Júlio II aos nobres suíços. A batalha mais expressiva foi em 6 de maio de 1527, quando as tropas invasoras imperiais de Carlos V de Habsburgo, em guerra com Francisco I, entram em Roma. Em frente à Basílica de São Pedro e depois nas imediações do Altar-Mor, a Guarda Suíça lutou contra cerca de 1000 soldados alemães e espanhóis. Combateram ferozmente formando um círculo em volta do Papa Clemente VII visando protegê-lo e levá-lo em segurança ao Castelo de Santo Ângelo. Faleceram 108 guardas, mas em contrapartida 800 dos 1000 mercenários do assalto caíram mortos pelas alabardas dos suíços.

É o único grupo de mercenários aceito hoje em dia pela lei suíça. Do corpo da Guarda Suíça só podem fazer parte homens de robusta e rude constituição física, católicos, com nível superior, idade entre 18 e 30 anos e com reputação criminal e social absolutamente imaculadas. Devem também ter feito treino militar no exército suíço.

O site da Guarda:

http://www.vatican.va/roman_curia/swiss_guard/index.htm

Até 1970 existiam três outros corpos militares da Santa Sé: a Guarda Nobre, a Guarda Palatina de Honra e a Gendermaria Pontifícia. A extinção deles foi um ato infeliz e, até certo ponto, grosseiro (em especial no que se refere à Guarda Nobre) do pontificado de Paulo VI. Mas não dá para voltar atrás nesse tipo de coisa. O que foi feito criou um hiato cultural tão grande que uma retomada do que existia antes seria um artificialismo.

Guarda Nobre Pontifícia *

Criada em 1801 pelo Papa Pio VII, era composta de jovens das primeira famílias de Roma. Teve sua origem nos antigos cavallegeri e nos lancie spezzate (fiéis cavaleiros que gratuitamente, desde o século XVI, já prestavam serviços à Santa Sé). Foi desfeita por ocasião da prisão de Pio VII pelas tropas napoleônicas, e reconstituída com o retorno a Roma daquele Pontífice.

Juntamente com os guardas suíços, os cavaleiros da Guarda Nobre atuaram brilhantemente na defesa dos sucessores de São Pedro, sobretudo nas épocas das várias invasões aos Territórios Pontifícios. Esse corpo militar de fidalgos romanos deu inúmeras provas de valor e adesão à Sé Apostólica.

Gendarmeria Pontifícia

Sua existência remonta a 1816, com o nome de Carabinieri Pontifici, mas sua fundação ocorreu oficialmente em 1849 – após a retirada de Roma das tropas republicanas -, no reinado do Bem-Aventurado Pio IX. A Gendarmeria era a força executora das leis e ordens da administração civil e criminal. Ademais, prestava serviço de manutenção da ordem pública. Ela se honrava de ter descoberto todas as conspirações que durante decênios se organizaram contra o poder temporal do Papado. Seus membros eram voluntários, recrutados entre os habitantes dos Estados da Igreja (ou da antiga área deles) que desejavam prestar serviços ao Papa. Por ocasião dos ataques perpetrados pelos garibaldinos, a Gendarmeria soube eficazmente combatê-los.

Guarda Palatina de Honra

Foi criada em 1850 por decreto do Beato Pio IX. Seus membros eram recrutados entre a nobreza e a burguesia. Nas várias revoluções que conturbaram o Pontificado daquele grande Papa, a Guarda Palatina destacou-se, tomando armas na proteção da pessoa do Sumo Pontífice e de seus Estados, bem como dos Palácios Apostólicos.

Eis o juramento de fidelidade ao Papa (há um em relação à Trindade) que os novos guardas-suíços fazem a cada ano no dia 6 de maio:


Juro servir com fidelidade, lealdade e honra o Supremo Pontífice e os seus legítimos sucessores, e dedicar-me a eles com todas as minhas forças, sacrificando inclusive, se necessário, a minha própria vida para defendê-los. Assumo igualmente este compromisso relativamente ao Sacro Colégio dos Cardeais durante o tempo da Sé vacante. Prometo ainda ao Capitão Comandante e aos outros meus superiores respeito, fidelidade e obediência. Juro observar tudo aquilo que a honra da minha posição exige de mim.

Que Deus e nossos santos patronos me assistam.

* Trechos tirados da comunidade do orkut Católicos

 

©2009 Tradição em foco com Roma | "A verdade é definida como a conformidade da coisa com a inteligência" Doctor Angelicus Tomás de Aquino