.

Meu ouvido não é pinico. Silêncio no ônibus!


Não sei como é nos outros estados, mas nos trens da Super Via do Rio de Janeiro acontecem TUDO o que se pode imaginar: vendas irregulares, jogos, chopadas, pagode e festas de aniversário com direito à vagões enfeitados com bexigas e bandeirinhas, bolo, docinho, salgadinho e refrigerante.

Tudo isso com muita frequência em horário de
ruhs quando o cidadão sai de casa para as suas atividades diárias e no seu retorno para o lar. Mas isso faz parte do cotidiano do divertido carioca cuja vida é uma festa. (E eu como carioca atesto isso).

Mas algo que já está passando do limite são aqueles ruídos que estamos sendo obrigados a ouvir nos ônibus todo dia toda hora em qualquer lugar, ontem mesmo, depois de um dia estressante e corrido esperando relaxar no caminho de casa, tive que aturar AO MESMO TEMPO o som ambiente do ônibus tocando God Times 98 e um chiado agudo do celular de um funkeiro.

A pessoa está com pressa, cansada, concentrada para uma prova ou um trabalho e até com dor, mas segue para seu compromisso ou para casa num ônibus, muitas vezes lotado e que demorou para passar.

Mas como diria a Lei de Murphy, não há nada tão ruim que não possa piorar.

Sempre entra no ônibus um indivíduo qualquer munido de seu celular, i Phone, i Pod, ou qualquer um “I Meu Deus” com aquela musiquinha que só ele ouve. Porque o restante dos passageiros do ônibus ouve mesmo é um barulho agudo, irritante, com notas musicais incompletas e vozes ao fundo, misturadas com a conversa dos passageiros e com o barulho do motor do ônibus. Se for um veículo de motor dianteiro então, socorro…

E não importa o estilo musical. Todos irritam, embora que a predominância destes “executores musicais” é mais para o funk (que entre nós, já parece com a lataria do ônibus batendo) ou um belo pagodinho.

O que dá nos nervos, no entanto, é a falta de respeito e educação para com os outros passageiros.

O ônibus pode transportar até 80, 100, 250 pessoas, dependendo do modelo, mas este indivíduo se sente sozinho no mundo e ouve a música em alto volume como se todos os outros passageiros fossem obrigados a gostar do que ele curte ou como se simplesmente não existissem.

O motorista não pode repreender o passageiro. Corre o risco de ser agredido, além de que, hoje em dia, o motorista não faz só sua parte que é dirigir. Hoje ele dirige, cobra a passagem, atende o passageiro, informa, troca o letreiro…só falta agora as empresa pedirem para ele fazer um cafezinho e servir misto quente.

O passageiro apreciador de músicas deveria ter a consciência e ouvir só para ele o sem som.
Talvez muitos não saibam, mas do “alto de sua alta” tecnologia, a indústria inventou algo fantástico: CHAMA-SE FONE DE OUVIDO!!!!!!!!

A indústria só não soube fabricar ainda educação em pó para misturar com água e beber antes de subir ao ônibus.

As músicas podem ser ouvidas sim nos ônibus, mas cada um com seu fone de ouvido. E bem encaixadinho, porque não é raro encontrar passageiros com fone de ouvido, mas com o rádio, o celular, ou “I alguma coisa” ligados e emitindo barulho. Será que eles colocam o fone de ouvido para abafar o ruído da música de seus próprios aparelhos?

O mais engraçado, é que todos os ônibus fabricados pela Ciferal tem um letreiro desenho BEM VISÍVEL proíbindo o fumo, passageiros sem camisa, e aparelhos de rádio dentro dos coletivos.

Sem contar que nós pagamos e caro [ No meu município o valor da tarifa é R$ 2,50 por 3 kilômetros rodados ] para ser incomodados.

Parece que a situação só vai ser resolvida quando criarem leis municipais proibindo sons emitidos por aparelhos eletrônicos dentro de coletivos, e espero que vigore o mais rápido possível, pois além do descanso gosto de aproveitar a viagem para fazer leituras e rezar meu terço.

Na sua cidade também ocorre o mesmo? Se não, sorte sua.

 

©2009 Tradição em foco com Roma | "A verdade é definida como a conformidade da coisa com a inteligência" Doctor Angelicus Tomás de Aquino