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O vernáculo integral rito do batismo na Forma Extraordinária


O batismo pode ser integralmente em vernáculo, como consta do Missal Quotidiano de D. Gaspar Lefebvre, OSB?

O Motu Proprio Summorum Pontificum, nos art. 5º e 9º, confirmado pelo n. 35 da Instrução Universæ Ecclesiæ, deixa livre o uso do Rituale Romanum em vigor no ano de 1962.


A edição típica em questão é a que vai de Paulo V até Pio XI, ou seja, a de 1925. Numa das primeiras páginas vai a seguinte informação:

As duas versões mais conhecidas sobre os missais bilíngues entre os brasileiros são o Missal Quotidiano e Vesperal de Dom Gaspar Lefebvre e os Missais Dominical e Quotidiano de Dom Beda Keckeisen.


Estes subsídios, ótimos praticamente em todo o seu conteúdo, com boas instruções, trazem textos em português, mas tão somente para melhor compreensão da parte dos fiéis. Não se tratam de textos para uso litúrgico.

Devemos voltar nosso olhar, portanto, para o Pequeno Ritual Romano, cujo nome formal é Collectio Rituum pro Omnibus Brasiliæ Diœcesibus ad instar Appendicis Rituali Romani a Sancta Sede Approbata.


Trata-se de um Edição oficial autorizada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

Este Ritual foi publicado em 1958 e é interessante lermos sua Apresentação:

"A exemplo do que já foi concedido a alguns países, também o Brasil, pelo seu Episcopado, pediu à Santa Sé lhe fosse permitido ter o seu Ritual bilíngue.

Acedendo a tão justo desejo, por Decreto de 14 de Março de 1958, a Sagrada Congregação dos Ritos concedeu ao Brasil o mesmo que a outros países, embora um ou outro tenha alcançado mais faculdades, tomando-se em consideração costumes já tradicionais.

Não sendo mais que um extrato do Ritual Romano, o Ritual latino-português contém os ritos mais em uso com suas rubricas essenciais.

Convém lembrar que as traduções que podem ser lidas em vernáculo em vez do latim, possuem um caráter litúrgico, pelo fato de terem sido aprovadas pela autoridade da Santa Sé; não é, pois, permitida a introdução de alterações por própria autoridade, assim como não o é igualmente no texto latino.

Para que os Reverendos Párocos possam utilizar o presente Ritual com real proveito foi-lhe acrescentada uma coletânea com as bênçãos mais frequentes no desempenho do seu múnus pastoral.

No emprego deste Ritual devem ser observadas as seguintes normas:

1. Quando a tradução portuguesa estiver ao lado do texto latino, basta que seja lido o texto vernáculo.

2. Se, abaixo do latim, houver texto em vernáculo, deve ser sempre lido primeiramente o texto latino, terminado o qual, se o Sacerdote julgar conveniente, pode ler o mesmo em vernáculo, quer em parte, quer integralmente.

3. As fórmulas sacramentais e os salmos sejam lidos somente em latim.

O uso parcial da língua vulgar não dispensa os pastores do dever da catequese lembrado pelo Ritual Romano: "In Sacramentorum administratione eorum virtutem, usum, ac utilitatem, et cæremoniarum significationes, ut Concilium Tridentinum præcipit, ex Sanctorum Patrum et Catechismi Romani doctrina, ubi commode fieri potest, diligenter explicabit." (Rit. Rom., Tit. I, 10).

O Pároco zeloso fará preceder de uma breve catequese a administração dos Sacramentos e demais ritos aqui apresentados. Convém que suas explicações sejam seguras e sóbrias, cuidadosamente preparadas, isto é, livres de uma apressada improvisação.

No estudo atento do Ritual poderá o Pároco encontrar precioso alimento para a sua ação pastoral."

Um vídeo com o batismo no rito tradicional sendo celebrado em vernáculo:





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