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Sobre o Ano da Fé de Bento XVI


Reflexão curta e sóbria, extraída da lista do Yahoo Cultura Católica quanto a questão Ano da Fé / Ano Mariano.

O Ano Mariano foi pedido por muitos católicos do mundo todo, leigos, sacerdotes e inclusive um Cardeal (Ivan Dias, ligado ao Movimento Sacerdotal Mariano), e sabemos por ele que o pedido chegou ao Papa.

O pessoal aqui de Cuiabá, que foi na Jornada Mundial da Juventude, alguns ligados a organização do "Consagra-te", levou uma faixa escrito em alemão: "Santo Padre, os jovens querem o Ano Mariano em 2012!" Por misteriosa disposição de Deus, esse jovens conseguiram sentar nas primeiras filas, perto do Papa, e esta era a maior faixa que tinha por ali. Pelo relato deles, o Papa olhou a faixa e sorriu.

O Papa convoca o Ano da Fé, e certamente NÃO teremos Ano Mariano em 2012.

Além do fato de alguns provavelmente acharem a proposta do Ano Mariano "politicamente incorreta" em relação aos protestantes (o Papa não governa sozinho...), creio que a preocupação do Santo Padre é aproveitar agora, os 50 anos do Concílio Vaticano para falar sobre a fé, e corrigir de vez as interpretações distorcidas do Concílio, bem como investir todos os esforços na reconciliação plena dos Lefebvrianos com Roma.

Penso que talvez o Santo Padre queira arrumar a casa, e pensa em termos quem sabe o próximo Ano Mariano (o último havia sido em 1987-88) em 2017, quanto todas as atenções estão voltadas ao Centenário de Fátima, e a própria Jornada Mundial da Juventude cogita-se que seja em Fátima.

Além do mais, de qualquer em 2012 são os 300 anos do "Tratado da Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem", o Papa possivelmente sinalizará isso em algum momento (talvez no dia de São Luis Montfort), e portanto creio que de forma alguma nossos esforços foram em vão.

Temos agora uma oportunidade de ouro de propagar a Consagração Total a Santíssima Virgem agora, nos 300 do "Tratado" (e quem sabe nos próximos, que nos preparam para o Centenário de Fátima).

E no Ano da Fé, olharmos a Santíssima Virgem como "a primeira que creu"; Ela é a Igreja Realizada, Modelo e Figura da Santa Igreja, de modo que, de alguma forma, o nosso SIM à Revelação Divina é um eco do SIM da Virgem Maria. Nos Consagremos a Ela e peçamos que Ela nos dê "parte de sua fé", como São Luis fala no Tratado. Ela levou a sua fé até as últimas consequências, e junto com o Pai Eterno, amou tanto os Seus Filhos que ofereceu o Seu Filho Único para que fôssemos salvos.


Devemos, porém, confiar no Santo Padre que, mais do que todos nós, tem as condições necessárias para perceber as necessidades urgentes da Igreja católica. Já vimos como foi profética a convocação do Ano Sacerdotal!

Aliás, sobre o Ano da Fé, saiu hoje no site do Vaticano, o texto da Carta Apostólica em forma de Motu Proprio Porta Fidei, em que o Papa Bento XVI explica a convocação do ano da fé e suas intenções. Vale a pena ler. O link direto é http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/motu_proprio/documents/hf_ben-xvi_motu-proprio_20111011_porta-fidei_po.html.

 

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