.

Tome nota: o uso da tonsura



“Desde o século IV, tornou-se costume entre o clero cortar os cabelos. No século V, a tonsura foi introduzida como sinal distintivo. No oriente usava-se a tonsura Pauli [todo o cabelo era cortado], no ocidente a tonsura Petri [só o topo da cabeça era raspado]. Esta chamava-se também ‘corona Christi’ [coroa de Cristo]. Na igreja iro-escocesa foi introduzida uma terceira forma, ‘tonsura S. Joannis’ ou ‘tonsura S. Jacobi’ [apenas um crescente de cabelo da fronte da cabeça era cortado]. Desde o século XVI, a tonsura dos clérigos seculares foi reduzida a um pequeno círculo”[1].

[1] ROMAG, Dagoberto. Compêndio da História da Igreja - v.1. Rio de Janeiro: Vozes, 1949, p. 275.

Não existem mais ordens menores na Igreja Latina, salvo para os que usam os livros litúrgicos de 1962.

De qualquer modo, a recepção das ordens menores é para os que já têm a tonsura, cerimônia que não mais existe, mas que marcava a entrada no estado clerical. Logo, ordens menores são para clérigos.

Hoje, as ordens menores, na Igreja Latina, foram reduzidas a duas: acolitado e leitorado. Seus nomes foram mudados para ministérios, e varões podem recebê-las. Aliás, só leigos as recebem, uma vez que a entrada no estado clerical, para o rito romano, hoje, se dá com a ordenação diaconal.

Lembrando que ordens menores não são sacramentos! Não fazem parte do sacramento da Ordem!

 

©2009 Tradição em foco com Roma | "A verdade é definida como a conformidade da coisa com a inteligência" Doctor Angelicus Tomás de Aquino