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Ex - Padre da FSSPX Don Giulio Tam é simpatizante do Fascismo de Mussolini‏


Segue reportagem de "peregrinação" ao túmulo do Mussolini com presença de Ex -Padre da FSSPX.

Quanto a diagnosticar a FSSPX, este jornalista pelo menos mostrou ter conhecimentos teológicos. Aqui

Três vídeos do YouTube deste mesmo Padre.



AQUI temos a informação do Distrito da Alemanha de que o tal Padre deixou a FSSPX em 2001. Apesar disto, este Padre continua se apresentando como sendo da FSSPX (a primeira reportagem é deste mês).

Não é de hoje que elementos rad-trads flertam com o fascismo, apesar de Pio XI ter condenado as teses desta ideologia duas vezes (nas encíclicas *Ubi Arcano* e *Non abbiamo bisogno*).

Falando em fascismo, porque é freqüentemente associado com a direita?

1) Porque contém alguns poucos elementos do pensamento de direita, incluindo o corporativismo, elogiado por Pio XI (o corporativismo, não o fascismo).

2) Porque grande parte da direita européia dos anos 30, obrigada a escolher entre três diabos, o liberalismo, o comunismo e o fascismo, escolheu este último.

3) Porque a esquerda é quem escreveu a história de 1945 para cá e tentou apagar fatos inconvenientes, como o socialismo de Hitler, Mussolini, Lavall etc.

Uma boa comparação entre a doutrina contra-revolucionária (termo melhor que "direita") e o fascismo está aqui:

"Nesta altura, estamos em condições de indicar, num simples resumo, o que separa e o que aproxima a Contra-Revolução do Fascismo. As afinidades positivas e negativas são bem patentes. Acentuação do valor superior do Estado face ao indivíduo, afirmação do Absoluto, corporativismo, culto do Poder pessoal, anti-relativismo, anti-liberalismo, anti-democratismo, anti-marxismo. No entanto a Contra-Revolução e o Fascismo contrapõem-se nos seguintes tópicos. A Contra-Revolução é conservadora, o Fascismo é revolucionário. A Contra-Revolução aceita a esfera do privado, em geral, e a propriedade privada em especial, o Fascismo não admite em tese uma esfera puramente privada e tem tendências socializantes. Por outro lado, a Contra-Revolução firma-se num Absoluto transcendente, o Fascismo concebe o Absoluto como imanente-transcendente. A Contra-Revolução e o Fascismo possuem um entendimento diferente do Corporativismo e da supremacia do Estado sobre o indivíduo ou pessoa humana. A Contra-Revolução limita-se a subordinar o indivíduo ao Estado e submete-o, bem como ao Estado, à Igreja. O Fascismo visa a identificação do indivíduo ao Estado acima do qual nada vê. Numa palavra: Fascismo e Contra-Revolução são universalistas, o Fascismo de um universalismo totalitário, a Contra-Revolução de um universalismo católico-tradicionalista."

António José De Brito in "Para a Compreensão do Pensamento Contra-Revolucionário: Alfredo Pimenta, António Sardinha, Charles Maurras, Salazar."

Nessa definição de direita contra-revolucionária não se encaixam também os Estados Islâmicos, por exemplo?

Não, pois o Deus citado é evidentemente o Deus verdadeiro.

Um mulçumano poderá ser conservador/reacionário, mas jamais será contra-revolucionário pois a Revolução, e consequentemente a Contra-Revolução, é um processo que ocorre dentro do orbe cristão.

O Fascismo é bem diefernte do pensamento conservador. O Fascismo compartilha da mesma lógica revolucionária do Nazismo, Socialismo e Comunismo de que, para melhorar o homem é preciso melhorar a sociedade mediante um Estado forte "na marra". Para estas ideologias, a mudança do homem não é algo interior individual, mas externo. Trata o homem como massa, como amontoado: esquece os aspectos individuais, sendo que a moral está relacionada com uma escolha pessoal.

O Fascismo também ao supervalorizar o Estado, viola o princípio de subsidiariedade da Doutrina Social da Igreja, além de pregar um Nacionalismo artificial, exagerado e frequentemente de tendências xenófobas que contraria o sadio patriotismo ensinado pela Igreja. Sugiro para além disso a leitura das encíclicas "Ubi arcano" e "Non abbiamo bisogno" de Pio XI.

O pensamento conservador prevê a tendência da natureza humana decaída para o mal e por isso trabalha mais com a idéia de contenção dos vícios humanos e não com a ilusão de que reformas sociais vão mudar o homem, sendo que o que muda o homem é a Graça.

"Até o amor da pátria e da nação, fonte poderosa de múltíplas virtudes e inúmeros atos de heroísmo quando regulado pela lei cristã, torna-se um germe de injustiças e muitas indignidades, quando, transgredindo as regras da justiça e do direito, degeneram em nacionalismo imoderado. Os que caem nesses excessos esquecem-se, seguramente, não só de que todos os povos, como membros da família humana universal, estão unidos entre si por relações de fraternidade e de que todos os países têm direito à vida e à prosperidade, mas ainda de que não é permitido nem útil separar o interesse da honestidade; 'pois a justiça eleva as nações; e o pecado desgraça os povos'" (Pio XI. Ubi arcano, n. 19)

É o conceito de contra-revolução. E ele é tanto teológico quanto político-social.

Donoso Cortés começa na primeira frase do primeiro parágrafo de seu famoso livro, "Ensayo sobre o catolicismo, o liberalismo e o socialismo", um clássico do pensamento contra-revolucionário que todos devem ler, com uma frase de Proudhon, que cito de memória:

No fundo, toda a questão política é também uma questão teológica.

Proudhon, apesar de socialista, era homem culto e inteligente. Trabalhou muitos anos como tradutor de documentos eclesiásticos em latim. Ele certamente sabia o que dizia.

Todo aquele que se opõe a uma revolução qualquer pode, em princípio, ser chamado de contra revolucionário. Os comunistas que se opuseram à Revolução de 64 podem ser chamados de contra-revolucionários? Poder até pode. Mas isso vai mais confundir que elucidar.

Do ponto de vista de atuação política real no século XX, há algum nome que se enquadre nessa definição de direita contra-revolucionária?

É possível identificar alguma força política, em nossos dias, que atue segundo os princípios do que você chama de direita contra-revolucionária?

Vai depender do que se entende de atuação política real.

Se entendermos atuação política real em sentido lato (manifestos, livros, campanhas etc.), o Dr. Plínio e alguns outros se enquadrariam nela.

Se entendermos por atuação política real o exercício de importantes cargos públicos, os nomes que mais saltam a vista são os de Franco e Salazar.

Conforme o sentido que dermos à expressão "alguma força política", imagina-se que sim. Mas, provavelmente, nos tempos que correm, serão forças políticas de reduzida penetração social.

Extraído da lista do Yahoo Tradição Católica

Contribuíram: Victor Gonçalvez de Matos, Rafael Dihel, Silvio Meideiros, João José Marques, Sérgio Meneses.

 

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