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[Fotos comentadas] Ordenações seminário La Reja FSSPX


No sábado de 29 de outubro foi conferido primeira tonsura dois seminaristas, treze ordens menores e o subdiácono a dois. Missa Pontifical celebrada por Dom Alfonso de Galarreta.

Pergunta: E no caso de um bispo ou sacerdote excomungado? Os sacramentos que ele ministra são válidos, mesmo estando excomungado?

Resposta: Ele está pecando ao ministrá-los, mas a validade deles independe da excomunhão. Santo Agostinho teve uma briga danada com os Donatistas, hereges que pregavam justamente que sacramentos ministrados por heréticos e cismáticos seriam inválidos.

Sobre a validade dos sacramentos ministrados por um grupo de cismáticos que anda arrebanhando gente por aí:

Depende apenas de ordenação válida, intenção e matéria (pão de trigo e vinho de uva) a *validade* da consagração (logo da Missa). Assim, um padre cismático que tenha sido ordenado de verdade por um Bispo de verdade, com sucessão apostólica, vai celebrar uma Missa válida, porém ilícita. Ela cumpre o preceito dominical, mas não é recomendável ir por outras razões, bastante evidentes (falta de comunhão, pregações cismáticas, etc.). É uma Missa ilícita, porém válida.


Se o "padre" for da "Igreja Brasileira" suas ordens são nulas. Se for vétero-católico, são no mínimo dúbias (muitos "padres"da "Igreja Brasileira" são "ordenados" condicionalmente por vétero-católicos, pra ver se alguma das tentativas de ordenação "pega"). Basicamente, tem que checar o "pedigree" do cablôco, ver se foi ordenado de verdade. Perguntar não ofende, e normalmente os cismáticos adoram explicar toda a origem das ordens deles, ficam até felizes com a pergunta.


Se D. Carlos Duarte (fundador da "Igreja Brasileira") estiver no meio, as ordens são nulas. Se vier do Lefebvre, em geral são válidas. Daquele Bispo vietnamita, dúbias. De um monte de gente com nomes estranhos (belgas e holandeses), provavelmente vem da União de Utrecht (vétero-católicos) e são dúbias.


Matrimônios dependem de forma válida. Se o sujeito é cismático, é incapaz de ser testemunha qualificada, pois isso é delegação do Bispo que tem jurisdição sobre a área e/ou os noivos, e o matrimônio é nulo, inválido, os noivos continuam solteiríssimos da silva. Não interessa se foi ordenado pelo próprio Papa.


Confissão depende de jurisdição. No caso de um cismático validamente ordenado, ela só não é nula se a pessoa que se confessar estiver à beira da morte. No caso de um sujeito sem ordens válidas, mais vale se confessar pras pedras do calçamento.


Batismo depende de intenção, matéria (água) e forma. Até um muçulmano ou judeu, usando água, querendo fazer o que a Igreja faz e derramando a água com a fórmula trinitária batiza validamente. O batismo ministrado por um cismático é, contudo, ilícito a não ser em caso de perigo de vida iminente. Considera-se que o batismo ministrado pela "Igreja Brasileira" é nulo por defeito de intenção (são simoníacos, querem ganhar dinheiro, não batizar).


A ordenação é como a consagração (o que faz com que haja tantas linhagens cismáticas, aliás).


Aliás, tem um sujeito que se dá ao trabalho de manter uma página com as linhagens cismáticas recentes:



Vale observar o curiosíssimo caso de D. Salomão Ferraz, o único Bispo casado(!) a participar do CVII. É da linhagem de D. Carlos DUarte da Costa, o fundador da "Igreja Brasileira", mas a ordenação dele foi válida.


D. Carlos Duarte (fundador da "Igreja Brasileira") estiver no meio, as ordens são nulas. Se vier do Lefebvre, em geral são válidas. Daquele Bispo vietnamita, dúbias.


Pergunta:Por quê?

Resposta: Os "descendentes" de D. Carlos (com a exceção de D. Samuel, que voltou para a Igreja) são simoníacos, logo seus sacramentos são inválidos por defeito de intenção.


D. Lefebvre tinha a intenção correta e era extremamente cioso da forma, logo são válidos qdo não dependem de jurisdição (e a ordem não depende).


D. Thuc estava aparentemente gagá, não sendo assim possível determinar a intenção. Neguinho entrava de noite pela janela do convento em que ele morava e ele ordenava o sujeito diácono, padre e bispo, sucessivamente, em uma hora e meia.


Isso gente que ele nunca havia visto mais gorda, mas que dizia que queria manter a Tradição viva, e ele acreditava. Por outro lado, ele tinha uma autorização papal especial para ordenar Bispos sem mandato, devido às circunstâncias peculiares do Vietnã em guerra, o que faz com que se a intenção tenha sido correta, as ordenações teriam sido não só válidas, mas lícitas. A questão é apenas a capacidade dele de formar intenção.


É interessante perceber que em geral esse pessoal procura se submeter a várias ordenaçoes condicionais, para garantir. Vi a página de um doido que recebeu o episcopado nada mais, nada menos, que 22 vezes, para ver se alguma "cola".


Vale observar o curiosíssimo caso de D. Salomão Ferraz, o único Bispo casado(!) a participar do CVII. É da linhagem de D. Carlos DUarte da Costa, o fundador da "Igreja Brasileira", mas a ordenação dele foi válida.

Pergunta: Por quê?

Resposta: Porque ele foi ordenado por D. Carlos quando o plano ainda era fazer uma "Igreja Brasileira" semi-ortodoxa, nos moldes galicanos. Não houve simonia.

Informações extraídas da lista do Yahoo Tradição Católica respondida pelo Profº Carlos Ramalhete.

 

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