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Desaprendendo na Escola

Um assunto para ser refletido. Uma observação feita pode ser interessante: no ensino escolar, não há incentivo ao aprendizado efetivo.

Faça a seguinte pergunta: do que você efetivamente lembra do que "aprendeu" na escola? Você saberia explicar o ciclo de Krebs? Saberia explicar como funciona o sistema digestivo de uma galinha? Saberia fazer análise sintática de um poema de Fernando Pessoa?

Ninguém guarda essas coisas. Algumas, de fato, são absolutamente irrelevantes. O ciclo de Krebs não tem importância nenhuma pra ninguém, exceto para os biológos. Agora, gramática certamente é importante.

No sistema de ensino escolar, o que acontece é a criação de um grupo de pessoas responsáveis na sociedade para a transmissão de certos conhecimentos. Isto significa que, a menos que você vá virar professor ou usar na sua profissão algum conhecimento específico que foi aprendido, você pode descartar tudo que lhe foi ensinado.

Se cada pai e mãe ficasse responsável pela educação dos filhos, cada um deles teria que aprender gramática e realmente saber gramática. Se você tem que ensinar alguma coisa, se você passa a ter esta obrigação moral, então você se vê forçado a aprender.


Se a educação fica a cargo dos "educadores", então cada pessoa não tem motivo nenhum para reter um monte de informações, muitas delas até úteis.

Escola é simplesmente um lugar para deixar os filhos enquanto vai trabalhar. Ponto.

Aprender algo? Mal lembramos do que aprendi na escola, fora o tempo que levei para esquecer a quantidade de coisas inúteis.

As únicas coisas que crianças aprendem na escola é fazer aquilo que deixa os outros satisfeitos e entender que sempre podem categorizá-los de alguma forma de acordo com o que fazem.

Leitura excelente sobre isso é o livro do John Holt, "Escape from Childhood"

O aprendizado se baseia muito na "decoreba", ler, decorar teorias, datas e complexidades inúteis. O que não incentiva o aluno no conhecimento, sim ao desgaste ou uma espécie de falta disposição.


Isso vem desde o a 1º série, cuja o castigo das crianças que se comportam mal é ir ler na biblioteca, obrigando o aluno a ler e não o incentivando

Talvez a coisa mais comum que vejo entre as pessoas inteligentes que conheço é que estas tiveram problemas desse tipo na escola. Geralmente as pessoas que apesar de muito inteligentes não são bem sucedidas, logo descubro que estas tiveram problemas sérios tentanto se adequar ou sentindo-se inadequadas.

A nossa democratíssima LDB afirma que a educação é obrigatória, e que os pais que não matriculam seu filhos numa escola podem ser punidos.


Coisa linda! Educação para todos!

O ensino nas escolas brasileiras não existe: existe uma absurda manipulação das crianças, existe uma doutrinação, uma desinformação completa.


O trabalho de qualquer pai ou mãe, hoje, é desensinar aquela merda toda pra depois ensinar direito. Um trabalhão, um absurdo que exista essa situação.
Peguem os livros de História Geral ou do Brasil de qualquer escola do ensino fundamental ou médio, pública ou particular.

Eu duvido, eu desafio que alguém encontre um, um único, que não seja uma cartilha de doutrinação comunista.

É nesse nível que estamos vivendo.

A Filosofia, se ensinada, significa apenas e somente o seguinte:

EXISTE UM ÚNICO FILÓSOFO CUJA FILOSOFIA SERÁ ENSINADA NO BRASIL - E O NOME DESTE FILÓSOFO É KARL MARX.


É só sobre este único filósofo que se promovem debates nas universidades brasileiras. Ele é o único respeitado, o único pelo qual se interessam os nossos trágicos intelequituais, o único sobre o qual eles querem falar, escrever, pensar. E não será diferente no ensino médio. Não será diferente em lugar nenhum.

Porque é destas universidades que saem as pessoas que determinam qual será, como será e através de que livros se dará todo o ensino abaixo desse nível universitário do qual essa gente sai, aos borbotões.

Só um retardado babando na camisa (nas calças, nos sapatos, no chão, etc) é capaz de imaginar que "ensino se faz de baixo pra cima", jumentice repetida por aí afora em tudo quanto é lugar. Ensino se faz, se constrói, de cima pra baixo, evidentemente!
Pra mim a escola não deveria ensinar nenhuma matéria de fato. Mas simplesmente as ferramentas de análise, lógica, gramática, etc. Ensinar o ferramental básico para o aprendizado, autônomo, de qualquer outra matéria do interesse do indivíduo.

Poderiam ensinar filosofia na escola
para uma faixa muito restrita de alunos que combinassem duas características:

1) capacidade pessoal de compreensão do que é a filosofia e

2) vontade própria para estudá-la.


Ainda assim haveria outros dois problemas:

1) quem ensinaria filosofia para os adolescentes e

2) com que forma pedagógica esse ensino seria feito. Filosofia já é um problema no Brasil, e a pedagogia um problema tão grande quanto!


Resultado: cruzando todas as informações acima, a situação propícia para o ensino da Filosofia na escola está reduzido à um nível estupidamente minúsculo!

Repentindo:


O máximo que poderia ser ensinado nas escolas são os métodos de pensamento. Lógica, Dialética, a tão pouco conhecida Decadialética, a Teoria dos 4 Discursos, ou seja tudo que seja fundamental para que o aluno leia por si mesmo qualquer obra filosófica e consiga acompanhar minimamente.

Assim como não deveriam ensinar até certa idade nada de história. Somente os processos de análise históricos, a lógica das correntes hitoriográficas etc.

Assim da mesma maneira com a matemática, nas diferenças entre qualidade e quantidade, modos da quantidade, as relações, e no mínimo o ensino bem fundamentado da obra de Euclides por inteiro.

Se com isso ensinassem o mínimo de gramática universal, modos de escrita, estrutura dos estilos literários etc., aí sim os alunos iriam sair da sala de aula com embasamento suficiente para ler o que for, e estudar, e aprender, e o mais importante: apreender.

Sem isso qualquer ensino é inútil.

Menos escolas mais presídios!

De maneira alguma quero dizer que não devemos investir em educação, muito pelo contrário, é um investimento primordial, todavia escolas temos um monte, um monte mesmo, em muitas cidades sobra vagas, e os politicos continuam prometendo fazer mais escolas sem pensar na qualidade da mesma...

Necessidade de qualificar a escola à parte o que esta faltando aqui é presidios, já que teve que morrer 40 policiais paulistas para o Governo tomar o minimo de vergonha na cara para contruir alguns dentre os 10 presidios federais prometidos.

Nossas cadeias estão superlotadas e ainda tem mais um monte de gente comdenada cujo lugar ideal seria atrás das grades. Nós realmente necessitamos é de presidios para socar quem for necessário atrás das grades e bem longe do convivo social, ao invés de ter que aguentar canalhas desgraçados como Márcio Thomaz Bastos reduzir penas de quem comete crime hediondo em nome do "excessivo" numero de presidiários, ou aguentar ladainhas de ONGs tipo "Sou da Paz" pregando que tem que se prender menos gente em nome de um pacifismo torpe e imbecil.

Quer dizer que fazemos leis mas não criamos a infra-estrutura necessária para punir os transgressores desta lei? Que piada é esta?


Mas sempre tem aquela demagogia barata de se falar que o importante é escola como se uma coisa tirasse a função da outra, escola é escola e presidio é presidio, temos um monte de escolas e qualificar elas não nos impede de contruir mais presidios para prender quantos transgressores da lei tivermos, e para eles ficarem lá o tanto que a lei determinar sem medidas imbecis agressoras de gente honesta proposta por esta corja de vagabundos estilo Marcio T. Bastos, Nelson Jobim, gente ligada a ONGs de DH, etc... Lugar de bandido é na cadeia, e durante muito tempo se preciso, e no Brasil temos muitos que precisam de muito tempo de cana...

A educação deve ser irradiada com uma alta cultura decente. Educação excelente para todo mundo é algo utópico para um país que tem um terço de iletrados ou semiletrados e dois terços de mau educados. Já os presídios são os lugares mais infernais que existem e não cumprem seu papel de justiça, mas de vingança, de caos, fora que reúne toda a gangue que estava lá fora dentro do cárcere.

Se fosse implantada educação no estilo militar muitos adolescentes problematicos,seriam corrigidos e recuperados,antes de se tornarem bandidos.

O curriculo educacional Brasileiro deve ser revisto por completo.

O curriculo obrigatório deveria ser Portugues, Inglês, Matematica, História, Geografia e Ciencias (no médio fisica, quimica e biologia) e além destas obrigatórias uma carga de matérias eletivas obrigatórias como filosofia, sociologia, astronomia, teatro, noções de direito (talvez esta devesse ser obrigatória) entre outras.

Filosofia e sociologia (mais aquela do que esta, porém ambas, superada a diferença de grau) não podem ser tidas como disciplinas exatas. Elas comportam uma miríade de vias, cuja escolha requer uma brutal maturidade. O ensino médiio, por sua própria natureza, não comporta tais características. Queiram ou não, os professores terão de apresentar um conteúdo padronizado, "fechado", com mais respostas do que perguntas - pior, aliás, é quando imaginam imbuir-se do papel "formador de consciências críticas", para tanto obrigando a gurizada de 15 anos a contestar (no sentido de esculachar, não de criticar) três mil anos de história do pensamento. Um desastre da arrogância e do revisionismo.

Realmente a educação era melhor no regime miltar. Os alunos formávam fila (do menor para o maior, dividida por sexos), cantáva-se o hino nacional, ía-se em fila para a sala de aula, ficáva-se em pé ao lado da carteira, rezáva-se e então começava a aula. Cada aluno tinha a sua carteira e era responsável por ela. As aulas eram duras, o conteúdo era pesado. Enquanto o professor falava todos ficavam em silêncio. Havia bastante memorização (um professor de química fazia decorar toda a tabela periódica). Na educação física (separada por sexos) tínha-se aula mesmo: tal semestre vôlei, tal semestre basquete, tal semestre atletismo, talsemestre ginástica rítmica (para as meninas).

Quando a regime acabou, a esquerda universitária atacou sem dó a educação brasileira. Destruiu tudo sem remorso: começou com a eleição de diretores para as escolas (os eleitos são os professores mais sem-vergonhas, que tem a cara de pau de sair pedindo votos para os alunos). Depois foram podando implacavelmente a autoridade dos professores. Ao mesmo tempo destruíras os instrumentos de avaliação. Por último, atacaram a "decoreba" (termo fdp que antes era usado apenas pelos maus alunos para justificar a sua vagabundagem e hoje freqüenta a boquinha de mestrandos e doutorando em educação Brasil afora). Adotaram o "método" estruturalista (todos os países desenvolvidos usam o método fônico), acabaram com a cartilha, etc.

A educação é, e sempre foi, a via mais adequada, saudável e sublime de elevação espiritual dos povos, de suplantação de suas subserviências e menoridades culturais e da afirmação de suas dignidades em todas suas plenitudes. Isso não tem nada de socialismo.

A desintegração das células familiares é, em grande parte, tributária da deficiência do sistema educacional e dos baixos índices de profusão de valores sociais, humanos e ético-morais.

Essas linhas discursivas fulcradas em concepções liberais fundamentalistas não convencem mais ninguém. Os Estados Unidos, eixo de concentração paradigmática do ideário alimentado nesse compasso, têm nos dado amostras diuturnas do quanto a omissão estatal em setores de relevância pública, em que se encarta, obviamente, a educação, contribui para o apodrecimento das bases mais institucionalmente decatandas da sociedade. Esse país nos oferece situações exemplares de trágica dramaticidade a que conduz o libertarianismo (designação técnica atual que se arrogam os neoliberais).

É claro que o colégio é essencial na formação do caráter da pessoa.
E carecemos de colégios que ransmitam bons valores e que sejam verdadeiros parceiros dos pais na formação dos filhos. E não apenas na formação técnica/intelectual.

Seria ideal que os católicos estudassem em escolar católicas, pois seriam catequizados desde criança e ficaria mais fácil e conveniente a evangelização das mesmas. Agora infelizmente muitas escolas católicas não estão ensinando mais o que ensina a Igreja.
É evidente que, em um contexto ideal, o estudo em um colégio católico pode ser vital na formação da pessoa.

Um colégio católico tornar-se-á um parceiro dos pais na educação dos filhos, não apenas educação em sentido técnico, mas na formação dos valores e desenvolvimento das virtudes, essencial na formação do caráter da pessoa.

Além disso, um colégio católico será um grande aliado na educação dos filhos para a fé que é tarefa primordial dos pais. Nisso os pais devem colocar o maior esmero. E com certeza um colégio laico não ajudaria em nada como, nas atuais circunstâncias, atrapalha e muito. É estarrecedor ver o nível dos jovens, hoje, de 11 ou 12 anos. Eles já estão preocupados com relações sexuais... terrível. Não dá para educar um filho num ambiente desses, sinto muito.

Mas vivemos, em nossos tempos, uma situação de exceção. Há poucos colégios católicos e, dos que eu conheço, alguns são piores que colégios laicos inclusive.

Há, além disso, colégios que não são confessionalmente católicos, porém são tocados adiante com um poderoso espírito cristão. É o caso dos colégios mantidos por pessoas com contato com o Opus Dei. Em muitos casos há, inclusive, formação espiritual à cargo da Obra.

Em suma, em minha opinião, atualmente os colégios estão longe de ser parceiros dos pais na educação, antes são fortes obstáculos.

A recristianização da sociedade passa pela educação! Isso é fato!

 

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