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Sedevacantistas na defesa da Tradição



Prezados amigos e leitores! Depois de muitos pedidos segue mais um pequeno artigo sobre esse grupo de verdadeiros católicos, os eleitos, os que estão ao lado direito do Cordeiro, o calcanhar da Virgem, os justiceiros da Tradição, etc.



Nota:


 

 
Recentemente um ativista da Sé vacante publicou em sua página uma observação que o Missal de 1962 estará sendo revisado pelo Papa Bento XVI e segundo o próprio, o missal será inválido e desafia a nós, tradicionalistas, se iremos seguir esse missal pelo fato dele ser inserido os Santos canonizados pelo Beato João Paulo II e com alguns prefácios do Missal de Paulo VI.

Iremos, nesse artigo, mostrar a eterna contradição doutrinária e prática desses verdadeiros guerreiros da Tradição.







IMPORTANTE!





É bom deixar sempre claro mais uma vez, aos sedevacantistas e aos lefebvristas que morrem de amores por eles: nada contra vocês! Ao contrário dos ativistas que sempre se posicionam ao autor desse blog de forma não muito caridosa nesse tempo quaresmal...




É claro que é compreensível a raiva que o ativista em questão nutre contra essa página, afinal são mais de mil e quinhentas visualizações por dia, leigos, seminaristas, padres e bispos nos acompanham e temos por objetivo a sólida instrução católica tradicional. Ao contrário do nosso colega que mal tem 50 por dia e se enfurece por seus escritos e crença não ter alcance algum a não ser entre os próprios adeptos da religião da Sé vacante.




Nota 1: O Magistério do Vaticano II




Gherardini (aplaudido por alguns sedevacantistas) : sua obra aprofunda pontos já elencados pelo IBP e pelo Congresso Teológico. Além de Mons. Brunero ser um perito em eclesiologia, ele obteve formação na era "tradicional" da Igreja. Um dos grandes pontos que o Mons. Bruunero toca com maestria é a questão da colegialidade. Ele mesmo aponta como esse ensinamento do Vaticano II pode estar em perfeita comunhão com o ensinamento tradicional da Igreja, sem restringir o poder supremo de jurisdição, universal, pleno, direto, verdadeiramente episcopal do Romano Pontífice sobre toda à Igreja de Cristo.

Isso é um ponto importante, pois até mesmo Dom Antônio de Castro Mayer em seu livro Por um Cristianismo autêntico dizia que este ponto podia ser superado.




Sobre o bispo em questão:








FOLHA: Como o Sr. analisa medidas recentes do Papa, estimulando o uso da batina, permitindo o retorno ao antigo rito de São Pio V, condenando a Teologia da Libertação? O Papa, assim, retorna à tradição da Igreja?

DOM ANTONIO: Todas as medidas que o Sr. menciona do Santo Padre estão de acordo com a Tradição da Igreja. Nós as recebemos com gratidão e alegria.

Dom Antonio de Castro Mayer, O Pensamento de Dom Antonio de Castro Mayer, Editora Permanência, Rio de Janeiro - RJ, Págs. 321 e 322. Entrevista feita em 1990.



Segundo o guru mui amado dos ativistas, A.D, ele foi o "confessor" de Dom Castro Mayer e o mesmo havia declarado sua posição sedevacantista nos últimos anos de vida (???)




Nota 2: O Concílio e Santo Tomás




No tocante ao concílio ser analisado sob ponto de vista tomista: qualquer filosofia que diga substancialmente o mesmo que o tomismo, sem usar os mesmos termos, ainda que os raciocínios sigam trilhas mais difíceis ou mais fáceis, deve ser considerada como filosofia verdadeira e útil para a Igreja. O tomismo, seja em questões de filosofia ou teologia, não deve estar preso a questões acidentais, o que só lhe tiraria o crédito por parte daqueles que não estão acostumados ao seu método. O importante mesmo é não se afastar substancialmente do tomismo, que é filosofia da realidade.

Reclama-se que uma definição não tenha precisão. Mas, às vezes, é necessário não definir com precisão, por exemplo, quando se fala dos gêneros, que é um agrupamento menos preciso do que o das espécies. Acho que muitos católicos que criticam a linguagem do concílio estão procurando pêlo em ovo.

Imagina se a teologia permanecesse estagnada na Era Patrística? Não teríamos a Escolástica. Acredito que quando Pio XII condenou o retorno aos termos e expressões antigas, não quis condenar esse uso em si mesmo, mas o que o motivava. Assim como Pio XII não poderia condenar uma filosofia que não usasse os mesmos termos da Escolástica, mas que fosse substancialmente idêntica ao tomismo, uma "filosofia da realidade". O que ele condena é basear os dogmas de fé numa filosofia vaga e mutável, que "assim como a flor do campo, hoje existe e amanhã cairá", o que "também converte o dogma numa cana agitada pelo vento".

Que o tomismo não era único antes do Vaticano II, isso é óbvio. O próprio Pio XII não recomenda o tomismo, mas toda a Escolástica, o que inclui escolas bastante diferentes do tomismo, como o nominalismo (embora esse tivesse contribuído para o pensamento de Lutero, e não estou certo de sua aprovação) e o escotismo.



Nota 3: A Colegialidade




A Ordem dos Bispos juntamente com a sua cabeça, e nunca sem a sua cabeça, é também sujeito do pleno e supremo poder sobre toda a Igreja. Como conciliar esse ensino do Vaticano II com a concepção monárquica de Igreja?

Um rei pode exercer seu poder sozinho ou em conjunto com uma assembléia de súditos e, no segundo caso, não deixa de ser rei. Nas monarquias medievais geralmente o soberado exercia o poder do segundo modo. Mesmo hoje em dia, nas monarquias em que o chefe de estado tem mais uma função cerimonial que qualquer outra coisa, o parlamento e em especial os juízes exercem o poder em nome do monarca (ou seja, formalmente, no fim, é ele que exerce).

O único modo de ver coerência na declaração da Lumen gentium é entender esse poder do colégio dos bispos como um poder delegado e não próprio, intrínseco, à mesma ordem dos bispos
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Agora, como os progressistas aloprados usam qualquer coisa para subverter a Igreja, querendo ver na colegialidade um sinônimo de democracia igualitarista, é entendível que tudo isso gere desconfiança.


É entender em conformidade com Mateus XVIII, 18.

Se os apóstolos, com Pedro, tinham esse poder como próprio, os bispos também o tem. Da mesma forma um deputado num parlamento também tem um poder que lhe é próprio, mas ele não pode exercer quando não está junto com os seus pares.



Objeção sedevacantista: não me parece correspondente ao sentido de monarquia, posto que admite duas fontes do poder. Daí as monarquias constitucionais não serem verdadeiras monarquias, mas um misto de monarquia e democracia (ou aristocracia).

Não admite duas fontes de poder, pois a única fonte de poder é Cristo; Nosso Senhor deu o exercício do poder das chaves a Pedro somente e a Pedro e os outros bispos em conjunto. Isso não está claro na Bíblia? É só ler sistematicamente Mateus XVI, 18 e Mateus XVIII, 18. Nas monarquias medievais não havia duas fontes de poder, mas apenas uma, que é a mesma de hoje em dia, isto é, Deus; e discordo de sua colocação sobre as monarquias constitucionais não serem monarquias, pois um componente constitucional (no sentido sociológico), democrático ou aristocrático sempre existiu em qualquer monarquia não-ditatorial (a monarquia absoluta e que trabalha pelo bem comum é apenas uma hipótese teórica, nenhuma monarquia medieval era assim).




Nota 4: Dogma:
O sedevacantismo é uma questão disputável.



Se é disputável, porque não podemos disputá-lo? Se é disputável, porque não podemos considerá-lo uma linhagem do liberalismo, um beco sem saída, uma loucura ou coisa do gênero?

Existe uma distinção [nada fácil de ser feita, na prática] entre o que é teológico, no que se refere ao primado de Pedro, e o que é Direito Canônico.

O teológico, expresso na Revelação, vem do próprio Cristo e jamais poderá ser alterado. A Igreja nunca deixará de ter um Papa, sucessor de Pedro.

O que é Direito Canônico foi-se construindo ao longo da História. Nem sempre o Papa foi eleito do mesmo modo, por exemplo. E o modo concreto de exercício do papado também muda. As leis canônicas podem mudar e efetivamente mudam. Mas não podemos também esquecer de que o que está em vigência é a lei atual. E a lei atual - em cada momento histórico - está "ligada nos céus", uma vez "ligada na terra" pelo legítimo Magistério.

Parece-me que os ortodoxos estão fazendo grandes progressos na compreensão teológica do papel de Pedro. Nada impede que, do diálogo ecumênico, a Igreja Católica responda, para facilitar os rumos da unidade, fazendo alterações canônicas.

A maior colegialidade que brotou do Concílio escandalizou alguns, e é um dos pontos de discussão com a FSSPX, por exemplo. A grande ironia da posição dos sedevacantistas: colocaram o Papa tão alto, tão intocável, que a colegialidade é inaceitável para eles... que no entanto se colocam acima do Papa para o julgarem. Sem respaldo na doutrina, da lei natural, nem do direito canônico. Ainda que usem o argumento de que a bula de Paulo IV é de *direito divino*, para não dizer diretamente que o Papa que a revogou e o seguinte que confirmou a revogação são uns burros em matéria teológica.

Matérias canônicas, embora mutáveis por sua natureza [naquilo que não é teológico], não devem ficar em permanente discussão pelo povo fiel. O lógico é que acatemos a lei vigente. As próprias autoridades da Igreja não devem ficar permanentemente discutindo as coisas... Isso lesa a unidade, mina a autoridade e confunde a consciência dos fiéis. É necessário que haja uma estabilidade nas normas, e sem dúvida é uma arte conseguir o necessário equilíbrio entre a estabilidade e a mudança que promova a adequação às diferentes circunstancias históricas. Mas é para isso que há sínodos, concílios, comissões especiais etc.

O Magistério nos dá as bases para o pensamento. Ele de modo algum o esgota. E a demonstração disso é que os bons teólogos, partindo da Revelação e do Magistério, nunca cessam de trazer-nos novos e excelentes aprofundamentos.

Pelo contrário, aqueles que querem questionar o Magistério só ficam re-inventando a roda uma e outra vez, quando não começam a inventar "rodas quadradas".




Nota 5: Dogma: Sedevacantismo é a resposta da crise, uma punição de Deus pelos maus atos dos homens.


Vamos lembrar, primeiro, que o Senhor escolheu para levar o Evangelho ao mundo uns caras que ninguém, em seu juízo perfeito, escolheria para levar um recado na esquina. O sangue deles está na origem da nossa fé. Ali já tinha gente inteligente e bem formada, e ao longo dos séculos a Igreja contou - para o bem deles - com boa parte das mais fulgurantes inteligências que o mundo já viu, aliadas à seriedade, à santidade, à obediência ao Magistério divinamente instituído, várias delas pertencendo a este.

É o próprio Magistério que estabelece as modalidades de sua atuação (ordinário, extraordinádio - e até, vá lá, "dogmático" ou "pastoral"). É nesse balizamento que nos movemos. É nesse balizamento, por exemplo, que discutimos a reforma da reforma litúrgica, os documentos da CNBB, e por aí vai.

Como em qualquer outra área, e mais do que em qualquer uma, a pretensão de ir ao Magistério pedir que retifique este ou aquele ensinamento exige tudo: competência, seriedade, um imenso amor pela Igreja e pelo próprio Magistério

Ao longo dos anos temos visto na Igreja pessoas de muita competência e de uma espécie de zelo no qual entretanto nem sempre identifiquei aquele "sentir com a Igreja". E se pareço resvalar para a argumentação ad hominem, digo logo que não sou dado a pudores, e se não gosto de alguém ou alguma coisa começo a conversa exatamente por aí.

Existe gente séria, capaz e mesmo santa com certas opiniões muito bem fundamentadas. E outras tantas pessoas, com outras opiniões igualmente bem fundamentadas. Colocar essas opiniões acima de qualquer outra coisa tem nome: protestantismo. É aí que os especialistas encontram o seu limite.

No campo da disciplina, invocado pelos motivos mais esdrúxulos, é o do celibato do clero diocesano. Se em alguma eventualidade fosse adotada aqui a disciplina das Igrejas do Oriente, provavelmente as mesmas pessoas que querem o fim do celibato por conta dos supostos "padres pedófilos" seriam as mesmas a dizer que o Magistério se contradiz.

Como metodologia para o ativista da Sé vacante e qualquer outro que pretenda citar teólogos e outros especialistas, poderiam começar seus posts primeiro indicando fontes para o ensinamento do Magistério sobre o tema, no nível que for, e depois as reflexões sobre o tal tema feitas por A ou B. Assim as coisas ficam nos seus devidos lugares.

O que não dá é, por exemplo, citar um trecho de um documento qualquer, e depois dizer que na opinião de fulaninho ou beltraninho aquilo ali é exemplo da influência iluminista/maçônica na Igreja.


Muitas determinações do Magistério não dizem respeito à fé, mas a questões que envolvem realidades mutáveis. Nesses aspectos, escadalizar-se com mudanças é não ter compreendido a essência da questão.

Afinal, Cristo disse aos apóstolos:
O que ligardes na terra será ligado nos céus, e o que desligardes na terra será desligado nos céus.

Portanto, estava previsto pelo próprio Cristo que ao longo da história da Igreja haveria um "ligar e desligar", e que pontos ligados por uns seriam desligados por outros. E com quem está Deus? Com a autoridade atual, porque quando a autoridade atual desliga, Ele também desliga lá em cima.

Pensei mesmo no Sentire Cum Eclesia no sentido inaciano. Sem ele o Sensum Fidei não é nem possível.

Posso colocar minha opinião sobre o Sentire Cum Eclesia na forma de imagens: quando vejo padres, religiosos ou leigos com chinelo de dedo, camiseta com a cara do Che Guevara e anel de tucum; ou com roupas pseudomedievais, botas de cano alto e outros adereços, ou ainda clergymen impecáveis, de grife eu diria, com aquele gel típico no cabelo e uma expressão padronizada no rosto, eu logo de cara descarto a doutrina que está por trás daquilo. Ou, melhor, nem sempre e não exatamente a doutrina – a não ser no caso dos libertadores, aqueles caras que todos juntos não conseguiriam libertar alguém de um saco de papel molhado -, mas o uso que fazem dela. São como que caricaturas, frutos de uma árvore que dificilmente será boa, na melhor das hipóteses está doente.

A idéia de um Magistério infalível, e assim foi o Concílio Vaticano II na reta intenção é mera decorrência da existência de um Deus perfeito e, portanto, infalível.




Nota 6: Doutrina sedevacantista, dogmática, irrefutável, indiscutível. "O Magistério do CVII ensinou heresias, contradizendo o magistério anterior" Ponto.




Pontos teológicos que parecem dar base à doutrina:

Hurter (Theol. Dogm. Comp., vol. I, p. 492)

(…) se à mente do fiel se apresentarem razões graves e sólidas, sobretudo teológicas, contra (decisões do Magistério autêntico, quer episcopal que pontif´cio) ser-lhe-á lícito recear o erro, assentir condicionalmente, ou até mesmo suspender o assentimento (...)

Mais um especialista: O Mons. Teixeira Leite Penido, O Mistério da Igreja (p. 293):

Nem sempre a Igreja exerce o seu Magistério solene ou ordinário universal, e por conseguinte, nem sempre assiste-lhe garantia absoluta de não errar. O Papa raramente fala "ex-cathedra"; entretanto ensina diariamente, já por exortação ou cartas a indivíduos, grupos, nações, já por documentos destinados à Igreja universal: encíclicas, decisões doutrinárias das Congregações romanas.

Quanto a estas últimas, é de notar que são infalíveis, logo irreformáveis, quando o Papa - rara vez - as faz pessoalmente suas. Aprovadas porém, "na forma comum", não são absolutamente isentas de erro, logo, podem vir a ser reformadas.

Merkelbach (Summa Theol. Mor., vol. I, p. 601):

(...) enquanto a Igreja não ensina com autoridade infalível, a doutrina proposta não é de si irreformável; por isso, se "per accidens", numa hipótese entretanto raríssima, depois de exame muito cuidadoso, a alguém parecer que existem razões graves contra a doutrina assim proposta, será lícito, sem temeridade, suspender o assentimento interno (...)

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Um Papa, ao querer definir/ensinar com máxima autoridade, ele recebe uma dupla assistência: negativa e positiva. Negativa para preservar o ensinamento de erro; positiva para ensinar o que é verdadeiro. Essa é a assistência divina contida no magistério infalível.

Teólogos como o Cardeal Billot Parente, Franzelin e tantos outros, defendem que o magistério autêntico NUNCA vai errar. Segundo estes, o magistério autêntico é sempre seguro, mesmo não sendo infalível, ele não comporta qualquer censura, como erro, heresia, etc. De fato, não se pode excluir, a priori, que o magistério autêntico possa propor erros, pois ele recebe uma assistência não absoluta do Espírito Santo, e jutamente por receber essa assistência divina é que não podemos simplismente discordar, rejeitar, alegando não ser infalível. Isso ocorre muito no meio tradicionalista. Tal possibilidade existe em potência. Mas, os teólogos afirmam que tal coisa nunca se converterá em ato, pois o Espírito Santo preserva o povo de Deus do erro, por meio de sua assistência (aqui é preciso entender um pouco de tomismo).

Não concordo que sempre que o magistério atual estiver em conflito com o anterior, deva-se seguir o anterior, pois este seria mais tradicional. Pe. Penido ensina, em "O mistério da Igreja" que devemos considerar o ensinamento atual do magistério autêntico como consideramos o desenvolvimento e o progresso das ciências naturais. Nas ciências naturais, consideramos sempre a reflexão atual superior à antiga, pois abarca novas soluções, conflitos e problemas que ainda não tinham aparecido nas discussões anteriores.

Quanto à suspensão do assentimento, de fato, alguns autores consideram essa possibilidade, à regra inaciana de considerar o branco preto ou vice-versa, pois, conforme foi dito adequadamente, "a fé exige a submissão da inteligência diante do Mistério que a ultrapassa, não sua demissão diante das exigências de coerência intelectual que são de sua competência". No entanto, há também a possibilidade do magistério nunca ter errado de fato, ou nunca errar de fato. Como até mesmo os teólogos são capazes de errar no julgamento da razão, em determinadas questões, parece-me que nunca o julgamento de um teólogo poderá ser suficiente a ponto de se contrapor ao magistério.

Somente em determinadas áreas que estão absolutamente sob a competência de um teólogo, como questões metafísicas (o branco ser branco e o preto ser preto) é que poderiam nos dar a certeza absoluta de que o erro se introduziu na decisão magisterial. Não é o caso do magistério do Vaticano II.

E mesmo as verdades de fé divina e católica, sem ser, absolutamente, negadas, podem ser melhor compreendidas, e receber a adição de elementos novos.

Elementos novos que explicam melhor o dogma, mas não o negam.

Querem alguns exemplos?

1 - O XVI Concílio de Cartago lançou anátema contra quem dissesse que há um lugar intermediário entre o céu e o inferno onde as crianças viveriam felizes. Com o tempo, a Igreja explicou melhor esse dogma, admitindo o limbo, não como um lugar intermediário, mas como um lugar dos infernos onde se dava apenas a pena de dano e não a pena de sentido.

2 - Durante séculos, a doutrina da presença real de Cristo na Eucaristia não assumiu a forma que lhe fora dada pela Escolástica, com a explicação do modo como se dá tal presença (transubstanciação).

3 - A Igreja nem sempre ensinou claramente a possibilidade do voto de batismo ser implícito.

Não dissemos que as verdades de fé não deveriam ser absolutamente negadas, e sim que não deveriam ser, absolutamente, negadas. O "absolutamente" ocupa a função sintática de adjunto adverbial de intensidade a modificar o verbo auxiliar, "ser", e não o verbo no particípio, "negadas".

E não adianta dizer que é preciso, para a suspensão do assentimento, ter boas e fundadas razões, preparo intelectual adequado. Nos dias de hoje, qualquer imbecil se acha douto, e isso permite que vários se arvorem em juízes da Igreja.E dos Papas.




Nota 7
: Reforma Litúrgica, a obra maçônica de Bugnini.






Antes de mais nada, gostaria de fazer uma pequena observação.

É realmente interessante como o guru portuga consegue ter acessos a informações de tamanha relevância sobre a "maçônidade" de algumas pessoas e dos Papas. É de arrepiar. Basta constatar com o amigo do amigo do amigo de outro amigo que sabe.

E o que mais deixa a situação perplexa, é que existe ativistas letrados, que caem nessa palhaçada sob o título de "testemunho".



O sedevacantista pode argumentar que além do testemunho do amigo do amigo do amigo do guru, há também a cruz peitoral de João XXIII que contém "simbolos maçônicos" que dão um xeque-mate na questão.




Também é possível ver duas mulheres nuas formando uma caveira no símbolo do slogam do filme Silêncio dos inocêntes.



O "novo rito" do qual Pe. Pio teria pedido dispensa não é, na verdade, o Novus Ordo, mas o antigo com as rubricas de 1965.

O Vaticano II não tem absolutamente nada a ver com o Novus Ordo. A "reforma litúrgica" do Vaticano II só vai até as rubricas de 1965.

A "reforma litúrgica" que instituiu o Novus Ordo não se atribui ao Vaticano II, mas a Paulo VI.


Objeção sedevacantista:


“A nova missa é, ao mesmo tempo, objetivamente equívoca e equívoca na intenção de seus autores, como o exame da questão revela sem nenhuma contestação possível (…). Negar que a nova missa seja equívoca é negar a evidência”. Louis Salleron, em Itinéraires de abril de 1975, citava para confirmar essa afirmação diversos textos de “teólogos” protestantes reconhecendo que o n.o.m. era conforme ou no mínimo se aproximava singularmente das negações protestantes.

Poderíamos continuar a transcrição desses testemunhos; eles não faltaram em seu tempo, graças a Deus.

Mas equívoco exclui unívoco.

O n.o.m. é privado de validade porque ele é equívoco. A obra de Nosso Senhor Jesus Cristo não é equívoca; a fé da Igreja não é equívoca.

O n.o.m. é privado de validade porque ele não é da Igreja.

Extraído do blog sedevacantista Acies Ordinata
artigo A Missa sacrificada

O Novus Ordo Missae em hamonia com a Tradição

Rezar voltado para o oriente tem sido a tradição cristã desde o começo, mas o homem moderno perdeu um pouco o sentido disso. No mundo ocidental, o conceito de que Deus está em todo lugar levou a um questionamento da necessidade de se estar voltado a um determinado lugar ou direção. No fundo, virou um "tanto faz" litúrgico, enquanto judeus e muçulmanos continuam virados para o ponto central da Revelação, o Deus que se revelou a nós.


Se é verdade que Deus está em todo lugar, também é verdade que Ele se fez carne e esse é um ponto fundamental da fé. Por isso, como cristãos, deveríamos nos voltar justamente ao Deus encarnado.

Pois bem, acontece que a Basílica de São Pedro tinha uma característica diferente das outras igrejas. Por causa de razões topográficas, ela era (e continua sendo) voltada para o ocidente. Então, se o padre queria celebrar voltado para o oriente, ele precisava ficar de frente para o povo.

Foi aí que os liturgistas avançadinhos do século 20 disseram que a coisa tinha era que ser feita desse jeito, que só com padre e povo virados um para o outro que se formaria a "comunidade celebrante" (e hoje sabemos pela Ecclesia de Eucharistia que esse conceito é errado), que teríamos "participação ativa", que reproduziríamos o modelo da Última Ceia, enfim, que o autêntico sentido da liturgia católica só poderia ser obtido desse jeito, com a liturgia "versus populum" (padre e povo frente a frente).

Mesmo que o Concílio Vaticano II não tenha dito nada sobre celebração "versus populum", logo depois do Concílio começaram a fazer igrejas seguindo essa nova corrente litúrgica, o que deu a entender que isso tinha sido fruto do Concílio (mas não foi). A maior conseqüência disso, diz Ratzinger, não foi arquitetônica, mas sim espiritual: a essência da liturgia passou a ser de "refeição comunal".

O que os liturgistas moderninhos esqueceram ou quiseram esquecer:


1. Nunca houve no começo do Cristianismo missa em que as pessoas ficavam voltadas umas para as outras.

2. Mesmo na Última Ceia, e em outras refeições daquela época, o anfitrião não ficava de frente para os convidados. Eles ficavam todos de um lado da mesa enquanto o outro lado era deixado para o serviço. A característica "comunal" das refeições vinha justamente do fato de que estavam todos do mesmo lado da mesa!

3. Apesar da Eucaristia ter sido instituída durante uma refeição judaica de Páscoa, os cristãos sempre entenderam que a Eucaristia se referia à Cruz, mais do que à Ceia.

4. No caso da Basílica de São Pedro, e de outras igrejas voltadas ao ocidente, quando o padre rezava voltado para o oriente, não só ele fazia isso: toda a assembléia também se voltava para a mesma direção. Ou seja, era o povo que "dava as costas" para o padre, e até para o altar.

Justamente porque todos esses fatos caíram no esquecimento é que surgiram expressões como "celebrar virado pra parede" e "de costas para o povo", e o "versus Deum" se tornou algo praticamente inaceitável para os liturgistas "muderrrrnos".

Curiosamente, diz Ratzinger, uma conseqüência dessa nova maneira de celebrar foi uma clericalização: o padre (ou "presidente da celebração") vira o ponto central e a referência da liturgia, tudo depende dele, temos que vê-lo, responder a ele, depender da sua criatividade. Só que, para compensar, os liturgistas "muderrrnos" resolveram entupir o presbitério de leigos para criar "participação ativa". Em duas frases traduzidas literalmente do livro: "Cada vez mais Deus sai de cena", e "Com o padre voltado para o povo, a comunidade virou um círculo fechado em si mesma".

Celebrar "versus Deum" não quer dizer que estamos voltados para a parede, ou que o padre dá as costas ao povo. Nem padre nem povo deviam ser tão importantes a esse ponto de ser referência de alguma coisa. Quando padre e povo estão voltados para a mesma direção, eles sabem que estão em uma procissão dirigindo-se para Deus. Eles não ficam se fechando em um círculo, não ficam olhando um para o outro, mas sim se tornam o Povo de Deus peregrino que se dirige ao oriente, de onde vem a Luz.


No entanto, não dá pra simplesmente clonar o passado. Cada época precisa descobrir a essência da liturgia (que não muda) de acordo com sua maneira. Por exemplo, a liturgia da Palavra sim tem a ver com falar e responder, e aí um cara-a-cara entre leitor e povo faz sentido. Mas na liturgia eucarística é essencial (essa palavra é do Ratzinger) uma orientação comum em direção ao oriente. Olhar o padre não interessa. O que interessa é olhar para Deus.

Das objeções a esses argumentos todos, talvez a mais importante seja de ordem prática: vamos ter que rearrumar as igrejas outra vez? Ratzinger admite que ficar mudando tudo de lugar não é bom, mas encontra alternativas. Onde não for possível que padre e povo se voltem para a mesma direção (eu particularmente acho que esses casos seriam exceções bem raras), seria possível criar um "Oriente interior", da fé - por meio do crucifixo, que deveria estar bem no meio do altar e ser o foco das atenções do padre e do povo (pergunto, em quantas igrejas vemos isso hoje?).

Ah, mas hoje temos aqueles crucifixos de procissão, que ficam lá do lado do altar. Então Ratzinger responde: "mover a cruz do altar para a lateral para dar ao povo uma visão do padre sem interferência é algo que eu classifico como um dos grandes absurdos das últimas décadas. A cruz atrapalha a missa? O padre é mais importante que o Senhor? Esse erro deve ser corrigido o quanto antes, e pode ser feito sem necessidade de reformas. O Senhor é o ponto de referência."

Tomara a reforma da reforma obrigue à Missa "versus Deum", suprimindo a "versus populum", mas, enquanto isso, não erram os padres que a celebram nem são menos ortodoxos por esse motivo.


Na própria Missa "tridentina" alguns sacerdotes, nos anos 60, celebraram "versus populum", como atesta o filme recente feito sobre o Pe. Pio.




A cruz e a espada entre os sedevacantistas




Todos sabem que a Reforma da Reforma do Novus Ordo está bem perto de acontecer, sendo em prática a
unificação do rito romano.

Preservar-se-ia a estrutura da reforma: calendário novo, lecionário dominical em três anos, rito da paz com os fiéis, oração dos fiéis, possibilidade de uso do vernáculo, mais orações eucarísticas, etc; além disso, haveria o resgate de certos elementos da Missa anterior à reforma de Paulo VI ("tridentina"): orações ao pé do altar, posição obrigatoriamente "versus Deum", último Evangelho, oração à Ssma. Trindade no ofertório etc.


Antes de que se torne oficial, milhares de padres ao redor do planeta estão colocando em prática o que se espera do Missal reformado, como por exemplo essa Santa Missa, no rito novo, celebrada em SP.


As respostas breves da Oração Eucarística, a cada intercessão ou invocação, é algo próprio do Brasil e serão EXTINTAS.

Compreendemos que são ilícitas as respostas da Oração Eucarística (evidentemente, não estamos falando da aclamação após o "Mysterium Fidei", nem do "Amém" após a Doxologia, muito menos do diálogo antes do Prefácio, pois estes estão previstos no rito em latim).

Quanto ao "muitos" da consagração, é que no latim está "pro multis" e em português ficou "por todos". Não há erro, dado que Cristo realmente morreu por todos (objetivamente). Ocorre que o "por muitos" significa que, embora tenha morrido objetivamente por todos, não morreu subjetivamente por todos. Subjetivamente, foi por muitos, dado que nem todos aceitam a graça ofertada por Cristo.

Irá voltar, em português, ao "por muitos", pois fica mais fiel ao latim, que fala em "muitos", não em "todos", e também porque o espíritos de alguns traduziram o "multis" por "todos" foi, aparentemente, o de negar que, subjetivamente, nem por todos Cristo tenha morrido (apenas objetivamente). Embora na Reforma da Reforma o Cânon deverá ser obrigatóriamente em latim.

A Missa é sacrifício, já sabemos. O ato próprio em que Cristo, a Vítima, é sacrificado, se dá na Consagração do pão e do vinho, que suas substâncias mudam-se no Seu Corpo e Sangue. Todavia, se a Consagração é o sacrifício em si, há um momento em que ele é oferecido ao Pai. Depois de sacrificar a vítima, devemos oferecê-la ao destinatário. Na Santa Missa, o oferecimento do sacrifício ao Pai ocorre quando o sacerdote diz o “Per Ipsum”, o “Por Cristo”. Pela letra do texto, vemos que se trata de um oferecimento mesmo do Cristo sacrificado durante a Consagração. 


Ora, tal oferecimento é ato propriamente sacerdotal, e, como tal, é feito por Jesus Cristo, único e Sumo-Sacerdote. E o modo como Jesus Sacerdote age na Missa é através dos que a Ele se unem pelo sacramento da Ordem, os padres, em virtude do qual passam esses últimos a desempenhar sua ação sacerdotal que brota de Cristo. Não há sentido nos leigos rezarem tal oração. É como se os leigos pudessem consagrar. Não se trata de simples proibição, ainda que também o seja, mas de uma afirmação da esterilidade dessa oração ser recitada por quem não goza do sacerdócio hierárquico da Igreja. Isso o latim ajuda a evitar.

“O Per Ipsum (por Cristo, com Cristo, em Cristo) por si mesmo é reservado somente ao sacerdote. Este Amém final deveria ser enfatizado sendo feito cantado, desde que ele é o mais importante de toda a Missa.” (Sagrada Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos. Instrução Inestimabile Donum, 4)

“No fim da Oração Eucarística, o Sacerdote, tomando a patena com a hóstia e o cálice ou elevando ambos juntos, profere sozinho a doxologia ‘Por Cristo’. Ao término, o povo aclama ‘Amém’. Em seguida, o Sacerdote depõe a patena e o cálice sobre o corporal.” (Instrução Geral do Missal Romano, 151)

“A doxologia final da Oração Eucarística é proferida somente pelo Sacerdote celebrante principal, junto com os demais concelebrantes, não, porém, pelos fiéis.” (Instrução Geral do Missal Romano, 236)

Objeção sedevacantista: Continuando com a idéia de "sacrifício conjunto" (do Corpo Místico e do Corpo Real), a mudança litúrgica do Vaticano II no "o meu e vosso sacrifício" para "o nosso sacrifício" não seria mais perfeita, pois na primeira forma não estar-se-ia excluindo o sacrifício do sacerdote enquanto Igreja, Corpo Místico, fazendo referência somente ao seu, enquanto Cristo?

NÃO houve tal mudança. O texto em latim continua a ser "o meu e o vosso sacrifício". O texto não foi mudado. A CNBB é que traduziu mal.

Portanto, não podemos falar em uma mudança do Vaticano II (ou após) de "meu e vosso sacrifício" para "nosso sacrifício", dado que, no original em latim, é a segunda expressão que continua.

Aliás, a CNBB cometeu um desserviço ao fazer essa tradução, porque une os dois modos de fazer sacrifício (bem explicados pelo Fr. Cantalemessa) como se fosse um só. Melhor "meu e vosso", pois explica que há dois modos distintos (o do sacerdote e o dos fiéis), exatamente como disse Cantalamessa. Transformar "meu e vosso" em "nosso" dá a idéia de que não há distinção entre o sacrifício real efetuado pelo sacerdote e o espiritual dos fiéis: o padre unido ao povo é que sacrifica (e isso é herético).




Ao mesmo tempo que é sacerdote, o sacerdote não é povo? Não faria o sacrifício enquanto Cristo e, ao mesmo tempo, enquanto Cristo Místico?



 
Sim, o sacerdote também é povo, mas a questão é que a presença física do povo à Missa é dispensável. Só o sacerdote não é. Com povo e sem sacerdote, não há sacrifício. Sem povo e com sacerdote, há sacrifício.

Claro que há uma participação dos fiéis - mesmo os que não estão presentes fisicamente à Missa - no sacrifício. Durante a Missa, faz-se presente toda a Igreja: Militante, Padecente e Triunfante, ainda que só o sacerdote esteja fisicamente presente. Mas essa participação dos fiéis no sacrifício não é a mesma coisa que o próprio sacrifício, feito exclusivamente por Cristo e pelo sacerdote que age in Persona Christi.

Tudo passa pelo entendimento de que o sacerdote é um outro Cristo, participando intimamente do sacerdócio de Cristo. O padre só é sacerdote pois recebeu o sacerdócio de Cristo, a capacidade de ser um sacrificador.

Justamente por isso é que a distinção entre o "meu" e o "vosso" sacrifício se faz necessária. Traduzindo para "nosso", simplesmente, dá-se a impressão de que o "meu" (do sacerdote) e o "vosso" (dos fiéis) são um mesma maneira de oferecer o sacrifício, cria-se a imagem de que o povo e o padre oferecem juntos o sacrifício, de que ambos são sacrificadores, o que não é verdade. O sacerdote é quem sacrifica, o sacerdote é quem oferece o sacrifício. O povo dele participa, de modo espiritual, unindo sua inteligência, sua vontade, seus afetos, ao sacrifício que o padre oferece.

Mesmo nos tempos da Missa de São Pio V, as padre virava para o povo sempre que a ele deveria comunicar algo (no "Dominus vobiscum", por exemplo, e também para dar a bênção). Nunca existiu uma Missa INTEIRA "de costas". A regra é simples: o padre fica versus Deum quando "fala com Deus" e fica versus populum quando "fala com o povo".

A homilia, portanto, sempre foi versus populum. Ele deve virar-se a Deus para oferecer-Lhe o sacrifício, para colocar-se como representante do povo diante de Deus. E vira-se para o povo como representante de Deus diante do povo.

No atual rito, o então Cardeal Ratzinger e outros expertos em liturgia (não os modernistas, claro), já manifestaram entendimento de que a Liturgia da Palavra seja feita versus populum e os demais ritos versus Deum.







Considerações finais:





Quando um sedevacantista diante da Reforma da Reforma ou até mesmo das Missas tridentinas regulares (sabemos que eles assistem, mesmo sabendo que o nome de Bento XVI é recitado no Una Cum ) ele se sente IMPOTENTE. Pois sabe que ele não tem força para combate-las.

O sedevacantista, de um modo geral, não se fortalece pelos sacramentos, mas sim de textos críticos publicados por terceiros. O alimento da alma do sedevacantista são somente caracteres.

Muito interessante que, desde que seja *padre validamente ordenado*, o ativista da Sé vacante assiste missa e comunga com vétero-católicos, ortodoxos, ICAB e anglicanos (com muita investigação) e quando não tem a cara de pau nas missas da "Igreja Conciliar", seja no Novus Ordo ou na Missa Tradicional.

Ou seja, de qualquer forma, ele VAI ASSISTIR E COMUNGAR futuramente na Missa do Missal de 62 revisionado por Bento XVI, não consigo entender por quê fazer tanto auê então.

Referências:

Pesch, Comp. Theol. Dogm., pp. 238-239;

Lercher, Inst. Theol. Dogm., vol. I, pp. 297-298;

Forget, verbete Congrégations Romaines, no Diet Fundam., tomus II, p. 187;

Aertnys-Damen, Theol. Mor., tomus I, p. 270;

Zalba, Theol. Mor. Comp., vol. II, p. 30, nota 21.

Adoro Te Devote de Inácio Domingues

O Espirito da Liturgia, do cardeal Ratzinger.

Itinerário Rumo a Deus (Frei Ignácio Larrañaga)

O Segredo da Sagrada Eucarístia (Prof. Felipe Aquino)

Vida Eucarística de José Manuel Iglesias - Ed. Quadrante

Rafael Vitola Brodbeck "Notícias sobre Reforma Litúrgica" fórum de discussão orkut cmm 58612.

 

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