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Brasil, o Episcopado da covardia

Em primeiro lugar, deixo claro que o título do artigo não faz generalização a todos os componentes do Colégio brasileiro, pois temos excelentes bispos em nosso solo que honram a mitra e o báculo que usam fazendo um bom reinado em suas dioceses no campo apologético, doutrinário e litúrgico tendo um reconhecimento dos católicos tradicionais que veiculam em suas páginas eletrônicas cada ação feita em unidade com Sua Santidade Bento XVI. Seria injusto citar alguns nomes e esquecer de outros, por essa razão deixo o meu louvor a todos os nossos heróis, titulares, auxiliares e eméritos que são verdadeiros combatentes em prol da fé católica.

Mas, infelizmente e levo fé que por pouco tempo, a maioria dos bispos brasileiros são frouxos, bananas, politicamente corretos, zumbis, letárgicos e fracos. Talvez a sua reação de imediato seja de espanto:
como pode alguém falar assim de um bispo! E é essa a mentalidade que está enraízada na cabeça de muitos católicos, a partir do momento que o indivíduo recebe o 3º grau do sacramento da Ordem, ele se torna intocável e incriticável. E isso tipo de pensamento tem dado carta branca para os maus bispos fazerem suas obras de destruíção da fé católica sem serem sequer advertidos pois eles merecem todo o "respeito" de nossa parte pois afinal das contas eles são... bispos!

Se você tem esse tipo de pensamento, te convido a fazer uma pequena reflexão para compreender um pouco do nosso "radicalismo" nesse aspecto. Nesse tempo de Quaresma a Igreja nos pede muita oração, jejum, penitência e conversão. E procuramos meditar muito sobre o Inferno, tão esquecido e banalizado pelos padres progressistas que em suas missas de 7º dia não catequizam o povo sobre a importância da mudança da vida, da busca incessante dos sacramentos, da confissão, da rejeição à imoralidade que tanto ofende Nosso Senhor e o Imaculado de Maria cuja gravidade leva tantas almas para o Inferno, conforme o relato de Nossa Senhora em Fátima.

Um das armas que os inimigos da Fé tem usado para descristianizar o Ocidente e deixar a palavra da Igreja desacreditada é o laxismo moral. Tiveram êxito com a aprovação do divórcio no Brasil em 1977. Todos os dias temos o horror de ler notícias sobre tentativas de legalização do aborto, do "casamento" homossexual e da adoção de crianças por esses "casais", pedofilia etc. Não me surpreenderia se vier o incesto, a zoofilia e outras anomalias que desse prazer ao homem de praticá-las e que quisesse ter o direito de não ser contrariado juridicamente por isso.

Todas essas circunstâncias são ações desordenadas porque ferem a lei natural, não são abertas à fecundidade e à vida, é risco para a extinção da espécie humana e traz consequências danosas sociológicas e psicológicas para quem pratica e seus familiares. O catecismo menciona como pecado grave e o fim do mesmo é o Inferno para quem não se arrepender e mudar de vida, buscando força no Ser Supremo para ter retidão em suas obras e a contínua busca da santidade.

Agora, vem o ponto que quero chegar para você compreender o motivo das palavras ásperas em relação à esses bispos descompromissados com o Evangelho. A questão não é somente exigir uma postura ortodoxa deles, e é até uma piada um leigo cobrar isso de um padre/bispo se isto pela natureza do sacerdócio já deveria estar impresso no caráter deles. Mas aqui estamos tratando de almas. As almas tão queridas que custaram as lágrimas de Cristo quando olhou para Jerusalém e as lágrimas da Virgem quando nos pediu que rezássemos o terço pela conversão dos pecadores. Almas estão se perdendo, almas estão se afastando da fé católica para as falsas religiões, e até mesmo as almas que continuam na Igreja estão confusas, no que crêr? No que obedecer? No que seguir se temos centenas de padres e leigos hereges ensinando o erro com o imprimatur dos bispos?

A negligência desses péssimos epíscopos
estão levando almas ao Inferno. É claro que a decisão do homem em seguir o erro é um princípio que parte da sua consciência individual e não há culpa coletiva em seu passo pessoal. Mas o que não pode acontecer é o sujeito caminhar em direção ás trevas com o placet de quem deveria por obrigação ensiná-los o caminho correto. Por essa razão, não podemos nos silênciar diante de tamanha calamidade em poupar os delinquentes da fé que não são dignos de usarem a cruz peitoral (quando usam, e preferem vestir roupas cafonas estilo Chaves como Dom Pedro Casaldáliga) unicamente porque são, indevidamente, sucessores dos Apóstolos.





Recentemente soubemos que um grupo de lésbicas moveu céus e terra para retirar os símbolos católicos das repartições públicas do Rio Grande do Sul. Conseguiram. A imagem de Nosso Senhor Crucificado, recordação concreta do amor de Deus para salvar a humanidade da morte, retirada como se fosse um objeto qualquer diante dos nossos olhos, aqui no Brasil que foi selado com o Preciosíssimo Sangue escorrido da mesma Cruz pela primeira Missa aqui realizada, e o que os nossos bispos fizeram para defender Nosso Senhor de ser expulso de forma tão suja e leviana, por um grupo de lésbicas? Sua Excelência Dom Antonio Keller foi o único que mostrou indignação com o fato publicando em nota pastoral pública o repúdio ao tal ato mostrando que apesar dos ataques continuamos firmes na fé.

No mais, cadê os demais? Cadê o Núncio? Cadê a CNBB? Cadê seus irmãos do espiscopado?

Deveriam estar muito ocupados em seus gabinetes vendo televisão, jogando dominó, vendo revista de fofoca, ou perdendo tempo na internet.

Eu também gosto de dominó, vejo tv, gosto de revistas e adoro a internet. Mas em primeiro lugar vem minhas obrigações, sou universitário de Letras e Filosofia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, trabalho em uma escola estadual e tenho minhas ocupações dentro de casa para ajudar a família. O queria disso tudo se eu apenas me ocupasse em afazeres secundários? Será que esses bispos não entendem que seu dever como pastores é
ocupar lugar preeminente na pregação do Evangelho. Os Bispos são os arautos da fé que para Deus conduzem novos discípulos. Dotados da autoridade de Cristo, são doutores autênticos, que pregam ao povo a eles confiado a fé que se deve crer e aplicar na vida prática; ilustrando-a sob a luz do Espírito Santo e tirando do tesoiro da revelação coisas novas e antigas (cfr. Mt. 13,52), fazem-no frutificar e solicitamente afastam os erros que ameaçam o seu rebanho (cfr. 2 Tim. 4, 1-4). Lumen Gentium 25

Uma situação bem triste de se constatar, é que, quem mantém o vigor da fé católica em terras brasileiras, a apologética, a evangelização, o combate aos hereges externos e internos, são os leigos. Quem leva a Igreja nas costas são os leigos. Esses bispos só fazem cumprir expediente em seus baginetes, crismar quando tem que crismar, assinar quando tem que assinar, proibir a Missa tridentina quando não podem proibir. Eu na pele deles não gostaria de ver meu crânio pavimentando o Inferno como profetizava São João Crisóstomo.

Contudo, nada melhor do que o tempo, tempo este que se iniciou nos últimos anos do pontificado de João Paulo II e firmou no reinado glorioso de Bento XVI, que será como uma injeção anti-modernismo pelo crescimento das vocações na linha ratzingeriana, seminaristas e padres sendo estes futuros bispos sedentos de ortodoxia e retidão doutrinária e moral, pela restauração da sacralidade litúrgica pela Reforma da Reforma, e da recatolização do Brasil.

Por enquanto, é a geração podre da década de 70 que ainda são os "oficiais", que ocupam as cátedras e os órgãos eclesiásticos, mas eles mesmos tem ciência de que estão bem perto de fechar os olhos e indo para o caixão vão com eles a Teologia da Libertação, o progressismo, o Espírito do Concílio, as profanações e o sacrifégios que faziam na Missa Nova. Seremos nós que resgataremos a Igreja do sequestro modernista e aí meu caro, não terá para ninguém. A nossa geração será o Calcanhar da Virgem para esmagar Satanás com todos os seus demônios.

 

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