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Pe Paulo Ricardo: estoura a guerra entre tradicionalistas e progressistas


O crescimento do apostolado do grande Leão da Fé da Igreja no Brasil tem incomodado alguns setores progressistas pelo seus frutos que tem alegrado o Senhor, como o levantamento de inúmeros novos seminaristas e padres ratzingerianos ortodoxos, a reta interpretação tradicional do Concílio Vaticano II, a expansão da Missa tridentina e assim também a "tridentinação" do Novus Ordo, a defesa da Fé Católica, o combate aos hereges internos e externos e a evangelização, meta principal qual Cristo estabeleceu para a salvação das almas mediante o Sacrifício do Calvário perpetuado em nossos altares.

Esse incômodo também marcado presença entre os falsos tradicionalistas, principalmente os babacas que nada fazem pelo Evangelho nem pela restauração da Igreja e só ficam repetindo como papagaios de pirata: "vacante, vacante, vacante" cujas obras não geram nenhum fruto.

Fiquei sabendo de uma carta aberta que os padres de Cuiabá mobilizaram para inativar a Tradição pela pessoa do Pe Paulo, mas tais sacerdotes não imaginavam o vespeiro em que se meteram pois compraram briga com a juventude tradicional brasileira, que tem se mobilizado nas redes sociais e em seus blogs para exigir o cancelamento dessa ação ridícula e do retratamento dos caluniadores.

Participe você também e assine a petição para manifestar-nos a Dom Milton, e a toda a CNBB, nosso apoio incondicional ao Pe. Paulo Ricardo e ao seu azelo apostólico pelas almas!

O progressismo é uma falsa corrente teológica e nada do que é falso tem a aprovação de Deus. O que é falso não vem de Deus, mas do diabo, porque o demonio
"quando diz a mentira, fala do que lhe é proprio, porque é mentiroso e o pai da mentira" (Jo 8,44). Diabo, em Grego, se diz diabolos, o que significa "divisor". O progressismo dividiu a Igreja, logo é obra do diabo. Por tudo isso, Deus CONDENA o progressismo.

Para ciência, note nota disso:

Nesta única Igreja de Deus, já desde os primórdios, surgiram algumas cisões, as quais o Apóstolo censura com vigor como condenáveis (Unitatis Redintegratio 3; CIC 817)

Para a Igreja "uma só é a pomba sem defeito", como uma apenas foi a arca, uma só é a Fé, um só é o Corpo de Cristo.

Vamos amar os irmãos e nãos os erros que eles cometem. E podemos sim julgar atos como sendo bons ou ruins, caso contrário caímos num relativismo moral que passa longe do que de fato Cristo ensina e quer.

Não é ruim demonstrar que o progressismo é um mal que contraria a vontade divina. Se Cristo fundou uma só Igreja e deixou expresso o desejo de que nos reuníssimos sob a autoridade de um só pastor, então, qualquer separação nessa Igreja una é conseqüentemente condenável.

Puxar passagens evangélicas pra dizer que "temos que amar todos e não podemos condenar nada" é idéia generalizante que não resiste à confrontação lógica mais rasa.

Precisamos ponderar muito sobre o seguinte: Jesus é Deus, veio remir e salvar os homens, e para isso morreu na Cruz. Para dispensar todos os méritos que nos conquistou com esta morte, deixou uma única Igreja, que é sacramento de salvação. Nela se encontra toda a plenitude, por isso, fora desta Igreja não há salvação. Mesmo aqueles que se salvam fora de seus muros, salvam-se por Ela. Isto nós batizados temos obrigação, pelo nosso Batismo, de anunciar, como nos disse São Paulo, oportuna e inoportunamente.
Se for pra falar algo diferente disso é melhor que se cale.

Concordo que muitas vezes em determinados lugares é difícil ir tão abertamente, mas com sabedoria e com nosso testemunho, podemos anunciar Cristo para que os homens se convertam e vivam. Uma coisa é não dar para entrar no assunto, outra, é termos condições de anunciar a verdade, e nós, além de nos esquivarmos dela, ainda pregamos algo contrário a ela, isto é inadmissível.

Jesus foi aos pecadores, mostrou e verdade e Ele mesmo era o convite para mudança de vida, chamou a todos e aqueles que O receberem puderam ser chamados filhos de Deus. Quem o rejeitou, veja o menino rico - ele deixou que fosse, mas que fez o convite, isso Ele fez.

O que esperamos dos padres progressistas? Que eles pelo menos digam que Jesus Cristo deixou sim uma religião, tanto que Ele foi chamado a ser sacerdote dela, e se deu seu sim é porque a considera Igreja de Cristo.

Roma é cortês com todos, mas na hora de se pronunciar, sempre fala a verdade, não se esquiva e daí escuta e aceita quem quer. Pelos últimos acontecimentos em relação ao nosso Papa, vemos que muitos rejeitam a verdade e gritam muito por causa desta rejeição. Mas a verdade liberta, sem ela os homens nunca chegarão a Deus. Portanto, se querem fazer um ato de caridade em nome de Deus, digam e falem a verdade, e a graça de Deus fará com certeza a Sua parte.

O que tem acontecido é que muitos católicos tem aprendido a amar uma doutrina que não é católica, pelo simples, ou complicado, fato de que não a conhecerem como realmente é por estarem se relacionando de maneira errada com ela. Ama-se algo que se pensa ser católico e não o é. Não adianta as pessoas virem para a Igreja pelo motivo errado. Depois fica muito mais difícil reeducá-las na verdadeira fé. Por isso é muito importante que se aprenda o correto desde o início.

Veja a que somos chamados, nós católicos:

"Cân. 750 – § 1. Deve-se crer com fé divina e católica em tudo o que se contém na palavra de Deus escrita ou transmitida por Tradição, ou seja, no único depósito da fé confiado à Igreja, quando ao mesmo tempo é proposto como divinamente revelado quer pelo magistério solene da Igreja, quer pelo seu magistério ordinário e universal; isto é, o que se manifesta na adesão comum dos fiéis sob a condução do sagrado magistério; por conseguinte, todos têm a obrigação de evitar quaisquer doutrinas contrárias.

§ 2. Deve-se ainda firmemente aceitar e acreditar também em tudo o que é proposto de maneira definitiva pelo magistério da Igreja em matéria de fé e costumes, isto é, tudo o que se requer para conservar santamente e expor fielmente o depósito da fé; opõe-se, portanto, à doutrina da Igreja Católica quem rejeitar tais proposições consideradas definitivas."

"Cân. 752 Não assentimento de fé, mas religioso obséquio de inteligência e vontade deve ser prestado à doutrina que o Sumo Pontífice ou o Colégio dos Bispos, ao exercerem o magistério autêntico, enunciam sobre a fé e os costumes, mesmo quando não tenham a intenção de proclamá-la por ato definitivo; portanto os fiéis procurem evitar tudo o que não esteja de acordo com ela."

Disso não de pode abrir mão! Crer e ensinar o contrário disso é enganar pessoas. Se não sabemos, não ensinamos. Não podemos falar coisas de nossa cabeça, sobretudo quem foi chamado por Deus a ensinar.

A questão é muito simples. Os padres progressistas dizem coisas que distorce e até contradiz o que nos diz a Igreja, existe neles uma preocupação muito grande de ter uma resposta bonita e relativista pra tudo. A meu ver uma resposta direta e reta é preferível a uma enrolada que pode fazer com quem ouve entenda de forma errada. Existe métodos e métodos de se evangelizar, mas em todos eles, a verdadeira doutrina é fundamental, se não muitos errarão.

Eu acho mais feio uma pessoa jurar obediência a Igreja e não cumprir o juramento, também acho muito feio muitos católicos acharem que padres não erram e que não podem ser corrigidos, acho muito feio católicos não cumprirem o seu dever de exortar e corrigir seja quem for, MESMO SACERDOTES! Aliás isso é um dever que nos impõe a Igreja. É um dever e um direito.

Aliás na quinta feira santa os padres estarão renovando seu voto de obediência... Pena que muitos deles estarão MENTINDO, pois muitos não obedecem e continuarão a não obedecer e não mostram a menor vontade de obedecer....

Na verdade muitos se comportam como inimigos da Igreja. Mesmo sendo sacerdotes.

Me lembro de um texto de Santa Teresa onde Deus fala a ela, que não somos nós que cuidaremos dos sacerdotes mas Ele mesmo cuidará de Seus ministros. Cuidado para não pecar por irreverência.

Erros doutrinários, temos que combater mesmo e podemos fazer de várias formas. Uma delas é denunciando o mesmo, mas sem denegrir a pessoa e principalmente se ela for um sacerdote.

Todo batizado é chamado a evangelizar, mas para isso é preciso no mínimo conhecer a doutrina e não sair por aí falando o que acha, não contradizendo o ensinamento milenar da Igreja.

Se quisermos levar as almas para Deus, cuidemos de dar a elas a verdade, sem deturpações.

Jesus era judeu e veio para remir os homens, anunciou a eles e estes O rejeitaram, tanto que O mataram. Os judeus, tanto quanto aqueles que não creem no Cristo e em Deus, devem se converter e se tornar cristãos - ( e os cristãos, devem lutar para permanecerem fieis até o fim), para que todos possam chegar ao fim que nos propôs o Pai. Por isso a evangelização dever ser feita pela verdade e na verdade, pois sem ela ninguém chegará ao Pai, que é a verdade. Mas sempre com caridade, já que precisamos chegar a todos.

Anunciar a verdade e a verdadeira doutrina, esta é nossa - de todos - obrigação de católicos.

Há um velho ditado muito interessante: muito ajuda quem não atrapalha.

 

©2009 Tradição em foco com Roma | "A verdade é definida como a conformidade da coisa com a inteligência" Doctor Angelicus Tomás de Aquino