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Reforma da Reforma acaba com a festa sedevacantista



Prezados e estimados leitores, convido todos para uma reflexão sobre a religião sedevacantista e como ela, com menos de 40 anos de vida, caminha gradativamente para a morte no Pontificado de Bento XVI, para a glória de Deus!

Essa religião conseguia força para mostrar coerência no auge do Espírito do Concílio, vendo os escritos antigos de seus ativistas, era fácil de enganar alguns católicos pela junção de conteúdos de revelações privadas, frases desconexas de Santos e a Bula revogada de Paulo IV que eram apresentados para a defesa da crença da Sé Vacante. Sendo que, mediante a reestruturação da Igreja pela ortodoxia dos novos seminaristas e padres, formação dos leigos por apologetas como Padre Paulo Ricardo, a nomeação de bispos tradicionais, o avanço do Summorum Pontificum no mundo e a Reforma da Reforma pronta para ser promulgada, o sedevacantismo não consegue mais encontrar motivos para existir, e vemos o desespero de seus adeptos em querer exergar erro onde não existe para não ter que vergonhosamente declarar em público que sempre estiveram errados.

O efeito da crença sedevacantista no indivíduo


Nesses dois últimos dias, cristãos do Brasil inteiro estiveram em luta e oração para que a legitimação do assassinato de crianças anecéfalas fosse impedida de ser realizar. Onde estiveram os "verdadeiros católicos, os eleitos, o Calcanhar da Virgem, o Exército de Macabeus" ? Ficaram na mesma repetição vacante vacante vacante em seus blogs e lista do Yahoo. Nenhum deles demostrou publicamente nenhuma preocupação com os caso. Imagine! O trabalho duro é sempre para os católicos com Roma, para depois um miserável desses postar meia dúzia de palavras toscas em sua página achando que com isso conseguiu mudar o percurso da história.

Evangelização, o verbo fora do dicionário dos sedevacantistas

Alguém conhece um indivíduo que foi convertido por ação dos sedevacantistas? Sedevacantistas sobem à favelas para anunciarem a Boa Nova? Sedevacantistas perdem noites de sono para salvar prostitutas, garotos de programa dentre outros que vivem a margem da sociedade? Sedevacantistas vão nos hospitais, orfanatos, presídios, asilos e outras instituições para levar Cristo? Alguma caridade? Algum trabalho social? Uma ação filantrópica?

Ao contrário, eles acreditam que serão recompesados por Deus por ficarem coçando o traseiro e sentado em frente ao computador recitando a marchinha
vacante vacante vacante , falar mal dos católicos, do Romano Pontífice e de quem os colocam no seu devido lugar, lixo, no mais fedido dos estrume de cavalos.

O golpe mortal, a Reforma da Reforma

A ação que tem tido êxito e exaltação entre os tradicionalistas ( e que tem irritado certas pessoas por aí ) é a sacralização do Novus Ordo por iniciativa dos padres do mundo inteiro, que nada mais é do que a antecipação da Reforma da Reforma que visa injetar no missal de Paulo VI elementos do missal de 1962, como a Oração ao pé do altar, o Ofertório, o latim fixo no próprio, o Cânon Romano aos domingos, algumas orações, etc. Vemos diariamente fotos da pré-reforma da reforma no
Salvem a Liturgia e no New Liturgical Movement.

O que incomoda os cavaleiros da Sé Vacante é que as fotos medonhas de abusos litúrgicos expostas no site sede
Tradicion já não chocam mais ninguém. Pois todos estão cientes de que a geração infeccionada pelo progressismo estão padecendo e novos tempos estão por vir.

Extraio um trecho de um comentário insano de um jumento que perdeu a noção de lógica e racionalidade para defender sua crença:

" É por isso que eu digo que Bento XVI é muito pior do que qualquer modernista. Tudo o que está sendo mudado são aspectos importantes
*, mas relacionados a devoção exterior. Bento sempre gostou do latim, do canto gregoriano, da comunhão de joelhos e da reverência da missa tridentina.

Ora, instituir estes elementos na missa nova não altera em nada os problemas graves que a invalidam, como a ausência de caráter propiciatória, a forma errada de consagração e a teologia protestante que ela reflete. "


É até engraçado como ele mesmo faz uma ginástica para acreditar nas falsas premissas para manter uma afirmação, que na cabeça dele, é válida. Repetir o que o guru português é muito fácil, provar que é bom, nada.

O Sacrificio Eucarístico não é uma repetição do Sacrifício do Cristo, nem é símbolo, mas é o próprio Sacríficio ocorrendo diante de nossos olhos, pois somos transportados para uma realidade para além das definições de tempo e espaço.

O sacrifício da Missa tem quatro fins: adoração, ação de graças, propiciação e impetração.

Adoração é a honra prestada a Deus em razão de sua excelência infinita e superior à de qualquer outro ser. A ação de graças é a manifestação de nosso reconhecimento a Deus pelos benefícios dEle recebidos. O sacrifício se diz propiciatório enquanto é um ato que aplaca a Deus, o qual com razão se “sente” ofendido pelo pecador (isso se faz pela satisfação, que é a reparação, segundo uma igualdade proporcional da injúria perpretada; pertence, pois, à virtude da justiça). Pela impetração, pedimos a Deus novos benefícios.

A Missa só subordinadamente recorda a Ressurreição e a Ascensão porque na sua realidade sacrifical e propiciatória, nos seus elementos simbólicos principais, a Missa é primariamente e diretamente a renovação do sacrifício da Cruz. Portanto, recorda antes de tudo a morte do Divino Mestre. Como, entretanto, no mistério do Calvário, que propriamente operou nossa redenção, se compreendiam todos os demais mistérios e todos os acontecimentos da vida de Cristo, pode-se e deve-se dizer que a Missa recorda também (mas subordinadamente) a Ressurreição, a Ascenção, o fato de que Nosso Senhor se assentou à direita do Pai eterno, etc.

A Missa se refere ao sacrifício primordialmente e essencialmente. A Ressurreição tem um valor simbólico, de se vencer a morte, de esperança, mas a Encarnação não se deu por esse motivo, mas para perfazer um sacrifício capaz de pagar a ofensa do pecado.

É a diferença entre algo que tem um efeito real (sacrifícicio - redenção) e algo que tem valor meramente simbólico.

Essa idéia de que as duas coisas tem o mesmo valor possui sua raiz na confusão criada pela primeira edição do Missal no rito de Paulo VI. Imagine que tal edição definia Missa como tudo, menos como sacrifício. Um escândalo sem tamanho. Tentaram consertar o erro e acabaram como que equiparando a Missa como sacrifício e como ceia. O fato é: na instrução do Missal Romano podem dizer o que quiserem, mas isso
não pode mudar a teologia católica sobre a Missa, que sempre entendeu o sacrifício como ponto central, como ponto essencial.

Vejam o que diz o Missal:

II. FUNÇÕES DO POVO DE DEUS

"Na celebração da Missa os fiéis constituem o povo santo, o povo adquirido e o sacerdócio régio, para dar graças a Deus e
oferecer o sacrifício perfeito, não apenas pelas mãos do sacerdote, mas também juntamente com ele, e aprender a oferecer-se a si próprios 83. Esforcem-se, pois, por manifestar isto através de um profundo senso religioso e da caridade para com os irmãos que participam da mesma celebração."

Afinal, o povo também "oferece" o sacrifício na Missa (só que até aqui no momento está se referindo ao sacerdócio comum). Trago a exemplo uma oração do Missal Tridentino, que é a Orate frates quando o sacerdote diz: "Oráte frates: ut meum ac vestrum sacrificium acdeptábile fiat apud Deu Patrem omnipoténtem [Orai irmãos e irmãs para que este sacrifício, meu e o vosso, seja aceite de Deus Pai omnipotente.]
(cf. Missal Quatidiano, Dom Gaspar Lefebvre, 1958)"

Este trecho na Redemptionis Sacramentum ensina:

"É necessário reconhecer que a Igreja não se reúne por vontade humana, mas sim convocada por Deus no Espírito Santo, e responde pela fé ao seu chamado gratuito (com efeito, ekklesia tem relação com Klesis, isto é, chamado).[106] Nem o Sacrifício eucarístico se deve considerar como «concelebração», em sentido unívoco, do sacerdote ao mesmo tempo que do povo presente.[107] Ao contrário, a Eucaristia celebrada pelos sacerdotes é um dom «que supera radicalmente o poderio da assembléia [...]. A assembléia que se reúne para celebrar a Eucaristia necessita absolutamente, para que seja realmente assembléia eucarística, de um sacerdote ordenado que a presida. Por outra parte, a comunidade não está capacitada para dar-se por si só sem o ministro ordenado».[108] Urge a necessidade de um interesse comum para que se evitem todas as ambigüidades nesta matéria e se procure o remédio das dificuldades destes últimos anos. Portanto, somente com precaução, faça-se acabar com termos do tipo: «comunidade celebrante» ou «assembléia celebrante», em equivalentes em outras línguas vernáculas: «celebrating assembly», «assemblée célébrante», «assemblea celebrante», e outros termos deste tipo. "

A cruz de Cristo é a consumação do sacrifício propiciatório pelo pecado dos homens. Ora, o pecado de Adão tinha acarretado a morte para os homens. Se Cristo pagou o pecado de Adão, a prova dessa redenção da dívida original, seria a ressurreição, que comprovaria que o pecado de Adão havia sido realmente pago. A Ressurreição é conseqüência, dado que se Cristo era Deus, Ele necessariamente tinha que ressuscitar. Ressuscitou realmente, sem o que, como diz São Paulo, seria vã a nossa Fé.

Pois o sacrifício propiciatório, prometido por Deus no Antigo Testamento, nas palavras dadas aos patriarcas, foi consumado na cruz, com a morte da vítima inocente - Cristo. Para que o sacrifício fosse completo, não haveria necessidade da ressurreição. Mas a Ressurreição - repito - era a prova de que o pecado de Adão fora realmente pago, que o homem fora redimido.

Nesse contexto, o Sacrifício da Missa é substancialmente o mesmo que o da Cruz, porque o mesmo Jesus Cristo, que se ofereceu sobre a Cruz, é que se oferece pelas mãos dos sacerdotes, seus ministros, sobre os nossos altares. Jesus é a vítima o sacerdote em toda Missa.

A diferença vai ocorrer quanto ao modo pelo qual o Sacrifício é oferecido. Jesus Cristo sobre a Cruz se ofereceu derramando o seu sangue e merecendo para nós a redenção (ou salvação objetiva); ao passo que sobre os altares Ele se sacrifica sem derramamento de sangue, e nos aplica os frutos de sua Paixão e Morte, pelos quais podemos obter a salvação (ou salvação subjetiva).

Aqui, já vimos que de "ausência do caráter propiciatório" e o "teologia protestante" só tem da pança enorme do autor da fala, só só sabe comer salgadinho em frente ao pc recitando o poema
vacante vacante vacante.

Para a consagração do pão são essenciais somente as palavras: Hoc est corpus meum ("Isto é o meu corpo").

Para a consagração do vinho as palavras essenciais são: Hic est calix sanguinis mei
("Este é o cálice do meu sangue"); as outras palavras são integrantes.

Sendo assim, em tese, as outras palavras podiam ser retiradas sem que isso afetasse a validade da Missa.

Contudo, por terem sido pronunciadas por Nosso Senhor ou terem sido incorporadas segundo os testemunhos da Tradição, a Igreja sempre as considerou integrantes, incorrendo o Padre que não as pronunciasse em pecado mortal.

A omissão da partícula enim, na disciplina pré-conciliar para o rito romano, segundo muitos seria somente pecado venial; segundo outros seria mortal. Nun e noutro caso também não afetaria a validade da Missa.

Temos de fazer uma diferenciação:

defeito essencial: palavras erradas, matéria errada, ministro errado, intensão errada = sacramento inválido.

defeito acidental: outros problemas com a cerimônia, texto da cerimônia não enfatizando todos os pontos da teologia católica = sacramento válido, mas defectivo.

As palavras que se ajuntam "por vós e por muitos", foram tomadas parte de São Mateus, parte de São Lucas. A Santa Igreja, guiada pelo Espírito coordenou-as numa só frase, para que exprimissem o fruto e a vantagem da Paixão.

Se considerarmos o fruto da Paixão no que tange a sua virtude, temos de dizer que o Salvador derramou Seu Sangue pela salvação de todos (o que chamamos de Redenção ou Salvação Objetiva).

Se atendermos, porém, ao fruto real que os homens dele auferem, não nos custa compreender que sua eficácia não se estende a todos, mas só a "muitos".

Dizendo "por vós", Nosso Senhor tinha em vista, quer as pessoas presentes, quer os eleitos dentre os judeus, como eram os discípulos a quem falava (menos Judas).

No entanto, acrescentar "por muitos", queria aludir aos outros eleitos, fossem eles judeus ou gentios. Houve, pois, muito acerto em não se dizer "por todos", visto que o texto só alude aos frutos da Paixão e esta tem efeito unicamente para os escolhidos (não confundir com a noção de predestinação calvinista).

Não são todos que vão se salvar, para isso é necessário aceitar as graças de Deus e viver segundo as leis Dele.

No rito de Paulo VI, onde a tradução foi feita errada, tal ponto é defectivo,
mas não o invalida

Ainda a questão “por muito” X “por todos”

Uma pequena sistematização da maneira como a forma é expressa:

1) A forma latina tradicional das palavras da consagração é:


HIC EST ENIM CALIX SANGUINIS MEI, NOVI ET AETERNI TESTAMENTI: MYSTERIUM FIDEI: QUI PRO VOBIS ET PRO MULTIS EFFUNDETUR IN REMISSIONEM PECCATORUM


2) Sua tradução (Missal D. Gaspar Lefebvre, 1936) é:


ESTE É O CALÍCE DO MEU SANGUE, DO NOVO E ETERNO TESTAMENTO (MISTÉRIO DE FÉ) QUE POR VÓS E POR MUITOS SERÁ DERRAMADO EM REMISSÃO DOS PECADOS


3) A forma latina do rito de Paulo VI é:


HIC EST ENIM CALIX SANGUINIS MEI NOVI ET ETERNI TESTAMENTI, QUI PRO VOBIS ET PRO MULTIS EFFUNDETUR IN REMISSIONEM PECCATORUM


4) A tradução da CNBB é:


ESTE É O CALÍCE DO MEU SANGUE, O SANGUE DA NOVA E ETERNA ALIANÇA, QUE SERÁ DERRAMADO POR VÓS E POR TODOS, PARA REMISSÃO DOS PECADOS


O Catecismo Romano, como visto, ensina que com “muito acerto” a expressão “por todos” não é usada na consagração do vinho, pois a Paixão só trouxe frutos aos “eleitos” (OBS: isso não deve entendido como algo com relação com o erro protestante da predestinação). Mas com “muito acerto” não quer dizer “para validade”. E nós devemos notar que no Novus Ordo Missae à forma da consagração do pão foram acrescentadas as palavras QUOD PRO VOBIS TRADETUR (na tradução da CNBB: QUE SERÁ ENTREGUE POR VÓS), que se referem a eficácia para os eleitos. Na tradução usada no Brasil (assim como outras com essa imperfeição), portanto, a expressão “por vós” (os eleitos eficazmente) e “por todos” (suficientemente), devem, seguindo a instrução Instauratio liturgica (25 de janeiro de 1974, AAS 66, P. 661), ser entendidas de acordo com a “mente da Igreja” como expressas no texto latino original, ou seja, por vós presentes unidos a Mim pela caridade e por todos os ausentes unidos a Mim pela caridade.

A "teologia sedevacanista" pesquisada em seus blogs, escritos inéditos de opiniões de terceiros, lista do Yahoo etc não se aprofunda em nada, só diz "é inválido e ponto final"

Contradição não é de Deus



Relincharam que os tradicionalistas são contraditórios porque um divulga a página do outro apesar de terem posições discutíveis em determinados aspectos, mas a própria crença, cheias de defeitos e contradições, não mencionam nem as explicam:

* Afirmam a validade de uma bula revogada.

* "combatem" a doutrina protestante da Igreja invisível e propagam essa idéia.

* Chamam bispos e padres regulares de hereges e se confessam com eles.

* Dizem que a Missa Nova é inválida e a assistem.

* Frequentam Missas cujo nome de Bento XVI é citado no Cânon.

* Dizem que os sacramentos no rito novo são inválidos mas os recebem.

* Sabem que a ordenação de padres sedevacantistas são sacrílegas e as apóiam.

* Sabem que as Missas rezadas por esses padres são pecaminosas e as assistem.

* Sabem que a Igreja reprova ordenações de padres sem vocações / latinos casados mas as incentivam sob pretexto de estado de necessidade.

* Dizem ser devotos de Pe Pio mas o classica como herege apóstata conciliar

* Dizem ser admiradores de D Lefebvre mas ignoram suas advertências sobre o sedevacantismo.

* Eles acreditam que Pe Pio e D Lefebvre foram dois imbecis quando a "Verdade" sob a vacância da Sé foi confiado ao teólogo portuga e ao guru jô soares cuja esposa assiste Missa Nova.

* Dizem que São Vicente Ferrer foi um imbecil como Pe Pio que não sabiam que apoiavam antipapas. Sendo que ele foi uma peça chave para acabar com o cisma quando apoiou o verdadeiro Papa, de Roma.

* Honram São Pio X mas o chamam de herege quando ele em seu catecismo menciona que o Deus dos cristãos e mulçumanos é uno.

* Dizem seguir o Magistério 'de sempre' mas recusam os Padres da Igreja quando em concenso comum dizem que Roma não será a sede do Anticristo.

* Dizem para os protestantes que a Babilônia, a Meretriz era o Império Romano e ao mesmo tempo dizem que é a Igreja Católica, reforçando a tese protestante.

* Dizem não serem cismáticos mas reconhecem o estado irregular da condição atual, dos padres sedes suspensos ad divinis, das missas sacrílegas celebradas por eles.

* Se dizem ortodoxos, mas rejeitam o dogma da sucessão eterna de Pedro para confirmar a crença sedevacante.

* Não concordariam nunca com o satanismo mas alegam nele ter elementos bons. By "Pontes"

Na realidade, nem quero mesmo que o sedevacantismo morra, porque só com ele eu consigo umas boas risadas.

Referências:

Manual de Teologia Dogmática, de J. Bujanda S. J., Porto, 1958.

Teologia Moral, Pe. Teodoro Torre del Greco O. F. M. Cap., São Paulo, 1959.

Doutrina Catholica: Meios de Santificação e Liturgia, Boulanger, São Paulo, 1927.

 

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