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Tiradentes, honra sem mérito


Como os livros de história o retratam:

Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes (Fazenda do Pombal, batizado em 12 de novembro de 1746 — Rio de Janeiro, 21 de abril de 1792) foi um dentista, tropeiro, minerador, comerciante, militar e ativista político que atuou no Brasil colonial, mais especificamente nas capitanias de Minas Gerais e Rio de Janeiro. No Brasil, é reconhecido como mártir da Inconfidência Mineira, patrono cívico do Brasil, patrono também das Polícias Militares dos Estados e herói nacional.

A realidade:

Tiradentes foi forjado como herói nacional durante o Império porque o país carecia de figuras forjadoras da sua identidade nacional. Cria de propaganda, e isso no século XIX!

Mas diga-se de passagem, que a tal revoluçãozinha não passou de um conluio de meia dúzia de desordeiros que estavam apenas pensando em seus interesses contra o IMPÉRIO e cuja influência não passou dos limites da cidade, e que o suposto herói de tudo era apenas um coitado, que sofreu a pena mais severa provavelmente por ser um dos insurrectos mais humildes, e não por ter sido uma peça chave ou mentor de algo.

Tiradentes foi um nada elevado à algo por conta da propaganda republicana brasileira.


Hoje e sempre.

Mas quando da mudança de regime, se houver, você precisa de figuras representativas de alguma ocasião rebelde anterior, preferencialmente de uma ótica heróica, para respaldar uma suposta representatividade popular e assim legitimar seu status quo no poder. Tiradentes serviu para legitimar o mesmo tipo de pessoa que ele hojerizava, a única diferença é que elas vieram depois. E o que é mais engraçado (sim, eu rio da ingenuidade das pessoas), tem gente que cultua a atitude dele (de boi de piranha) ainda hoje, e não percebem que, se agissem conforme ele, apenas estariam à serviço de interesses que estariam contra ele. Mas, zé-ruelas são assim. Hoje, eles atendem como petistas.

Crime de lesa-majestade cabia à TODOS os insurrectos pela sua negação ao regime, se é por isso, porque todos queriam a mudança de regime.

Eu fico com a hipótese de que ele foi a bucha de canhão apenas por ser um dos mais humildes entre os revoltosos, já que os outros eram gente influente de Ouro Preto, proprietários rurais e tals.

O Alferes Silva Xavier: "Queixava-se amargamente de que, adespeito de seus bons serviços, fora preterido quatros vezes por outros "mais bonitos" ou que contavam com a influência de parentes bem situados. Exerceu o comando de importante destacamento dos Dragões que patrulhava a estrada da Serra das Mantiqueiras, no governo de D. Rodrigo José Meneses. O governadro Luís da Cunha Meneses removera-o deste LUCRATIVO posto."

A inconfidência se tratava de um grupo de homens, na sua grande maioria ricos, que estavam descontentes com o valor da dívida que deveriam pagar a coroa. Tiradentes era outro descontente, por se achar preterido em suas funções.

A inconfidência não teve esta relevância toda estão achando não, só tomaram, conhecimento dela com o advento da república, ela precisava de heróis para a causa e, a inconfidência mineira, caiu como uma luva.

Tiradentes não foi o "herói coitado" ao contrário, dos inconfidentes talvez ele fosse o "menos rico", mas não o "pobre" (possuia certo número de escravos, permissão numa lavra ,ferramentário, etc.) que por ser pobre serviu de exemplo. Nem a abolição sequer foi discutida durante a tentativa de rebelião em Minas, aliás nem era a independência do BRASIL que desejavam e sim de uma parte de Minas e do Rio de Janeiro.

Tiradentes nem deveria ter sido feriado, pois nem mito tinha se tornado quando enforcado, ele já tinha sido esquecido quando criaram o feriado, só redescobriram Tiradentes quando foram estudar os arquivos antigos. Não entendo como 21 de abril é feriado, mas 22 de abril que é o dia que Cabral chegou ao Brasil não é feriado, sendo que esse é um evento mais importante. De fato sou a favor abolir o feriado de 21 de abril. Se é para criar um herói nacional, seria melhor escolher o Duque de Caxias quando venceu a Guerra do Paraguai.

E nunca houve "independência ou morte" nas margens do Ipiranga, D. Pedro só passou para cagar no rio. O Brasil é estranho, tem a independência de Portugal declarada por um rei português, tem a república proclamada por um monarca e tem o "herói" das diretas eleito por uma eleição indireta.

Ele "ressurgiu" como mártir porque os militares que proclamaram a República precisavam de um herói "militar" (Caxias a meu ver foi muito mais!). Curioso talvez que nem o regime político a ser adotado caso a rebelião triunfasse seria o republicano, eles (os inconfidentes mais "importantes", discutiam quem iria usar a COROA do Brasil.

Por ironia ele é hoje o patrono da polícia militar de Minas e também da PM mais violenta, a do RJ, apesar de ter sido criada pelos Bragança.


Olha aí a visão do passado com os olhos de hoje:

"O objetivo da Inconfidência Mineira era a separação do Brasil de Portugal"

Na verdade, naquela época seria tão impossível conceber a possibilidade de se criar um estado independente entre o Oiapoque e o arroio Chuí, como a de um país que englobasse Macao, Goa, Brasil e Mumbai. Havia diferentes economias isoladas, e ninguém viajava, nem havia motivo para alguém pensar em fazê-lo, do Rio ao Recife, ou de Paraty a Montevideo. Mas se o fizessem, teria de ser via Lisboa. Era como acontece ainda hoje, para quem quer se transportar entre Brasil e Angola, ou qualquer outro lugar da Africa, o que tem de ser feito via Buenos Aires e Johanesburg, ou por Paris.

Tiradentes, caso tenha realmente existido, poderia ser considerado heroi pelo mineiros, mas não dos paulistas ou amazonenses. No caso da Inconfidência Mineira, a expressão "separação do Brasil" poderia ser usada por artistas, mas não resiste ao rigor da ciência histórica.


O problema todo era a dívida de alguns e o ser preterido de bons cargos por outros. Esta é a raiz da revolta. Quem não reconhece isto é que deve realmente acordar! É interessante notar que era um movimento contra a alíquota de 20% (o quinto) que incidia sobre o ouro. Hoje a carga tributária é o dobro disso, e ninguém faz nada.

Até hoje não entendo o porquê de termos a figura de Tiradentes barbudo e cabeludo, se no dia de sua execução ele teve todo o seu cabelo e barba raspados. Talvez tenham feito isso com a intenção de que o associássemos a Jesus Cristo. Ainda que tudo o que diz a historia oficial fosse verdadeiro, 21 de abril não teria motivos para ser feriado em Pernambuco ou no Rio Grande do Sul, que nada tinham em comum com a Vila Rica ou com o movimento desse protomártir. A não ser que tambem outras revoltas regionais merecessem feriados nacionais.

Determinadas coisas devem permanecer como estão. Por exemplo, existem inúmeros artefatos e informações em nossos museus, que por razões necessárias, não condizem com a realidade. Na Biblioteca Nacional no Rio de Janeiro, tinha uma carta do Sr Joaquim José da Silva Xavier cobrando soldos atrasados.

O mesmo Arquivo Nacional que guarda a solicitação de soldos atrasados tem a sentença dos inconfidentes (uma peça enorme), será que esse documento de condenação foi fraudado? Não poderia haver um homônimo? E, se não estou delirando, 21 de abril só se tornou feriado nacional após à morte de outro mineiro ilustre: Tacredo Neves, criado pelo General Dutra em 1949 (é, foi um militar querendo justificar outro heró militar) Aliás outra a figura cuja morte é cercada de controvérsias.

Quem descobriu isso foi um historiador inglês que fez doutorado em Revolução Francesa. Durante seus estudos ele descobriu um documento de uma reunião da maçonaria jacobina na França que continha uma assinatura de um tal José da Silva Xavier, ele achou o nome curioso e resolveu pesquisar sobre ele. Descobriu que a data da tal assinatura era de dois anos apos ele ter morrido aqui no Brasil. Ele escreveu um livro sobre a Inconfidencia que se chama "A Devassa da Devassa", neste livro ele conta sobre essa descoberta. Assim reza a lenda.

Por outro lado pode ser uma mentira inventada pelos republicanos positivistas e maçons, para contrapor à glória do Império Brasileiro, este sim, um sistema digno de bom nome! Minas Gerais do café-com-leite seria um ótimo país de abusos. Deviam é enforcar Tiradentes novamente.

Referência:

"Perguntas feitas ao Cel José Aires Gomes", Rio de Janeiro, 6 de agosto de 1791, ADIM. V, 84; Santos, Inconfidência Mineira, 128-9 in a Devassa da Devassa

[ Pintura ] Julgamento da Inconfidência, 1921 Eduardo de Sá ( RJ, 1866 – RJ, 1940) Óleo sobre tela Museu Histórico Nacional

 

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