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Depois da Canção Nova, mais uma Comunidade Carismática celebra a Missa Tridentina


Benedictus es, Domine, in firmamento caeli. Laudemos, et superexaltemus eum in saecula!

A Santa Missa em sua Forma Extraordinária do Rito Romano foi celebrada pelo Reverendíssimo padre Micael de Moraes na capela principal Nossa Senhora de Pentecostes, casa de formação do Instituto Missionário Servos de Jesus Salvador cujos religiosos são conhecidos como salvistas.

Isso é uma ótima notícia que nos faz ter a certeza, como já foi dito em outro artigo, que é possível sim haver uma Renovação Carismática Católica à luz da Tradição.

Muitas almas bebem da Palavra de Deus por meio de leigos ligados (formalmente ou materialmente) a este movimento aprovado pelo Papa. E isso é muito bom!

Costumo sempre dizer aos amigos inconformados com os erros dos membros e mesmo dos membros responsáveis da RCC: Não apagueis a chama que fumega!

E isso não é odiar a RCC, não é aprovar seus equívocos, nem mesmo dizer que deve ser extirpada da Igreja, porque quem deve ser extirpado da Igreja sou eu com meus pecados, se eu tivesse que usar a justiça pela justiça. Quantos leigos, sacerdotes e religiosos da RCC são um zilhão de vezes mais piedosos, amantes da virtude que eu! DEUS tenha compaixão de mim.

Entretanto, precisam de formação doutrinária. Não podem negar isso.

E teologia não se faz com 'achismos', mas com a Palavra de Deus (objeto material da mesma), da maneira como sempre se creu em todos os tempos e lugares na história da Igreja, tal qual como na Tradição temos, e confirmada pela Autoridade de CRISTO por meio de Seu Magistério Vivo.


E, repetindo o velho adágio latino bonum ex integra Causa , malum ex quocumque defectu , a gente tem a mania de desqualificar tudo, logo que vê algo que não está bem. Exatamente porque tambem esperamos este crescimento e amadurecimento da RCC - mesmo que muitos membros não concordem que ela precisa de algo a mais que já tem -, é que consigo até louvar pelo blog e pelas redes sociais. Já não são poucos aqueles que tem descoberto a Sã doutrina, a busca da vida da Igreja com seu tesouro e o verdadeiro espírito da Liturgia. E são estes que Deus tem usado, caso permaneçam nos grupos, a ajudar os seus e ao movimento.

Sempre achei e acho ainda, que o dia que a RCC descobrir estes tesouros, ninguém segura os católicos. Haverá mesmo um exército de santos que rechaçarão as falsas doutrinas e os desvios que estão bem diante de nós.


A experiência pessoal não é o princípio fundamental da teologia, e como fonte teológica (ou lugar teológico) é nociva demasiadamente. Assim surgem os pseudos-místicos, e posteriormente várias heresias, como quietismo, por exemplo.

Se Deus concedeu a graça de livrar-se de uma tentação e/ou pecado, isso é uma graça divina que não necessária nem acidentalmente ligada ao que ensina a RCC sobre o mesmo.

Por exemplo, quando um santo adquire dons sobrenaturais - que não são o fundamento da santidade -, isso é acidental na vida dele. Deus concedeu-o estas graças depois de ter alcançado as virtudes humanas e as divinas sobrenaturais. E virtude se adquire com o hábito, não da noite para o dia. Cura, é fruto de um hábito, ordinariamente. Não é que Deus não possa curar alguém 'ex nihil', mas é próprio dELE ser ordenado, uma vez que concedendo alguma virtude a uma alma, concede sem violar as capacidades da mesma, ou seja, sem violentá-la.

Se Deus encontrou abertura, ou correspondência, isso foi fruto do hábito que gerou uma virtude, isso é a cura. E precisa ser sempre alimentado por meio dos sacramentos, virtudes e vida de piedade.

Não foi o suposto e inexiste dom quem curou, as a graça de Deus, que precisa ser cuidada até que germina com a vida eterna. A Graça é semente de glória.



O problema da RCC é que é um movimento essencialmente leigo e muitos dirigentes de grupos de oração não tem catequese necessária para conduzir os grupos.

Muitos alegam que grupos de oração não é lugar de catequese ou exposição doutrinária. Isso é um terrivel engano porque a própria forma de conduzir o grupo de forma inadequada acaba confundido as pessoas. É muito fácil ver doutrina protestante ser colocada como sendo católica nesses grupos. Isso sem contar que há momentos que se assemelham a homilias, ou seja, um dos dirigentes se põe a fazer comentarios das leituras feitas. Se não tiver embasamento doutrinário...

Não somos inimigos da RCC, mas somos muito mais amigos da Sagrada Doutrina. E quando este, ou qualquer outro movimento dista daquela, aí demonstramos os erros apontando a solução dada pelo Magistério e pelos santos.



O problema é nós católicos compreendermos que a Doutrina e a Tradição, não pode ir "a frente do agir" do Espírito Santo, porque simplesmente elas andam juntas com Ele e Ele, por ser Deus e perfeito, não se contradiz em suas acões, que nunca serão opostas a Doutrina e a Tradição, já que Ele mesmo inspirou uma e outra.

Nem todo argumento precisa ser embasado na Bíblia e ela não constitui para nós a única fonte de fé. A Bíblia e a Tradição caminham juntas e ambas são as bases para entendermos o contexto da doutrina de Cristo, deixada a sua Igreja Católica para que esta nos ensinasse.

Veja o que nos ensina a Igreja sobre a Bíblia e a Tradição:

Deus escolheu o povo de Israel para Se manifestar gradualmente, por meio dos Profetas, no Antigo Testamento. Esta Revelação tem a sua plenitude em Jesus Cristo, o Filho de Deus feito homem, que nos comunicou toda a verdade.

“Deus dispôs amorosamente que permanecesse íntegro e fosse transmitido a todas as gerações tudo quanto tinha revelado para salvação de todos os povos. Por isso, Cristo Senhor, em Quem toda Revelação do Deus altíssimo se consuma, mandou aos Apóstolos que pregassem a todos, como fonte de toda a verdade salutar e de toda a disciplina de costumes, o Evangelho prometido antes dos profetas e por Ele cumprido e promulgado pessoalmente, comunicando-lhes assim os dons divinos. Isto foi realizado com fidelidade, tanto pelos Apóstolos que, na sua pregação oral, exemplos e instituições, transmitiram aquilo que tinham recebido dos lábios, intimidade e obras de Cristo, e o que tinham aprendido por inspiração do Espírito Santo, como por aqueles Apóstolos e varões apostólicos que, sob a inspiração do mesmo Espírito Santo, escreveram a mensagem da salvação”( Dei Verbum, n.7.)



Se a RCC é um movimento católico, ela deve seguir o que Deus deixou a sua Igreja como caminho de salvação, Com certeza, apesar da redescoberta do divino Espírito Santo pela RCC -, Ele não mudou nada do que disse e ensinou em toda a história da salvação. Com certeza Ele não mudou as regras, os mandamentos, a Santa Liturgia, a doutrina que nos faz católicos, e a RCC como movimento católico que é, não pode desprezar tudo isto, para que não se desvie do caminho e desvie outros.

As pessoas que amam o Santo Magistério, o Santo Padre, a Tradição são pessoas católicas, que podem pertencer ou não a RCC ou qualquer movimento que veio para servir a Igreja e não ser servido por ela. Por isso, todo movimento - caso queira mesmo servir a Deus com zelo, deve necessariamente obedecer a Igreja, cuja cabeça é Cristo.

Fazemos parte de um mesmo corpo e somos guiados por uma só cabeça, portanto, tretemos de ser doceis a sua voz, caso queiramos permenecer fiel até o fim e ver a glória.



Reflexão do confrade Rafael Vitola Brodbeck

"Podemos avaliar a natureza do tal "batismo" no Espírito Santo.

Uma visita extraordinária do Espírito Santo, além daquelas recebidas nos sacramentos, é possível segundo a doutrina católica; nisso a RCC está de acordo com a ortodoxia da Igreja;

Essa visita pode vir acompanhada de sinais sensíveis, mas nem sempre o vem; esses sinais podem ser manifestações místicas extraordinárias (dons carismáticos); o erro, em boa parte dos ambientes carismáticos, é tanto a indevida ênfase na manifestação dos dons, como se ordinários fossem (tornando trivial o que é extraordinário), quanto a pregação de que, ainda que não se manifestem dons, essa visita do Espírito Santo deva ser acompanhada de sinais sensíveis (emoções, consolações, coração aquecido); tudo isso pode ocorrer, mas na maioria das vezes não ocorre;

Tal visita é uma graça de Deus, e nunca esteve ausente da vida da Igreja, não podendo ser fruto da RCC; a RCC cultiva com maior particularidade o amor, a busca e o estudo de tal visita, e aqui está sua riqueza; todavia, não se pode pretender que, sem a RCC, não há essa visita, esse enchimento do Espírito Santo, que sempre ocorreu na história da Igreja, com os leigos, com os diversos movimentos, ordens religiosas etc; até hoje, é possível e muito comum experimentar-se uma ação mais vigorosa do Espírito (até mesmo com sinais sensíveis!) fora da RCC;

A expressão "batismo no Espírito" é absolutamente inadequada; confunde-se com o sacramento do Batismo (pelo qual recebemos, de fato, o Espírito Santo), tem origem e forte conotação protestante (que não aceitam o Batismo como autêntico canal da graça, pelo qual recebemos o Espírito, distinguindo "batismo das águas" e "batismo do Espírito"; a Igreja ensina que o que é chamado por alguns evangélicos de "batismo nas águas" é, propriamente, um Batismo no Espírito, o sacramento do Batismo!);
"



Como a efusão do Espírito Santo é uma visita extraordinária que Ele faz quando quer, não precisa da imposição de mãos. Deve ela ser encarada mais como símbolo que ajude a compreender a realidade das coisas, afastada, reitero, toda interpretação que a confunda com bênção de ministro ordenado ou com algum sacramento ou sacramental.

Essas visitas do Espírito Santo fora dos sacramentos sempre tiveram lugar na história da Igreja, e muitos cristãos a podem ter em suas orações pessoais, ainda que nunca tenham chegado perto de um grupo da RCC.



O novo Pentecostes é uma expressão dos Papas que quer enfatizar uma nova ação do Espírito Santo em nossa época, com o florescimento de carismas e espiritualidades. Todavia, ele não se aplica somente à RCC. Os vários movimentos e realidades eclesiais surgidas nos últimos anos se inserem no novo Pentecostes. Tanto é assim que a celebração de Pentecostes, no Vaticano, é feita com representantes de todos os movimentos novos.

O Espírito Santo pode agir mais fortemente em determinadas épocas do que em outras. Assim, na Idade Média, agiu através de uma renovação feita a partir das ordens monásticas, depois mediante as ordens mendicantes. Em seguida a Trento, com a Contra-Reforma e suas várias manifestações: jesuítas, surgimento dos seminários para formação do clero, outras ordens e congregações (teatinos, barnabitas). Depois com a renovação da vida nas dioceses com as várias confrarias de leigos, e mesmo ordens missionárias e de apoio à reforma de costumes no clero. Também os vários avivamentos espirituais que se seguiram a algumas aparições de Nossa Senhora e à pregação de certos santos e suas congregações. Assim, esse "agir mais fortemente" não é algo novo na história da Igreja.

É bem verdade que, com os novos movimento e, principalmente, mas não só, através da RCC, esse "agir mais fortemente" em nossa época ganhou novos contornos e parece, sim, mais forte ainda. Isso é ortodoxo, mas não se deve, por isso achar que o Espírito Santo esteve ausente da Igreja ou não agiu, ou ainda agia "mais fracamente", ou que outros despertamentos não houve antes .



São Francisco de Assis escreve sobre Santo Antônio de Pádua:

"O Dom das Línguas

Da maravilhosa prédica, a qual fez S. Antônio de Pádua em consistório O maravilhoso vaso do Espírito Santo, monsior S. Antônio de Pádua, um dos discípulos escolhidos e companheiros de S. Francisco, ao qual S. Francisco chamava seu vigário, pregando uma vez em consistório diante do papa e dos cardeais (no qual consistório havia homens de diversas nações, isto é, gregos, latinos, franceses, alemães, eslavos e ingleses e de outras diversas línguas do mundo); inflamado do Espírito Santo tão eficazmente, tão devotadamente, tão sutilmente, tão docemente e tão claramente e intuitivamente expôs e falou a palavra de Deus, que todos os que estavam em consistório, conquanto usassem línguas diversas, claramente lhe entendiam as palavras distintamente como se ele tivesse falado na língua de cada um, e todos estavam estupefatos e lhes parecia que se havia renovado o antigo milagre dos apóstolos no tempo de Pentecostes, os quais falavam por virtude do Espírito Santo em todas as línguas. E diziam juntos um para o outro com admiração: - Não é de Espanha este que prega? E como ouvimos nós em seu falar o nosso idioma? O papa semelhantemente considerando e maravilhando-se da profundeza das palavras dele, disse: - Este é verdadeiramente arca do Testamento e armário da Escritura divina. Em louvor de Cristo. Amém."



Heresia Messaliana, o que eles pregavam:

"Os messalianos além de desprezar a hierarquia da Igreja e os sacramentos, julgavam possível sentir a presença da graça divina. Para esses hereges, a presença do Espírito Santo penetra e abrasa a alma fazendo-se sentir fisicamente e sendo acompanhada de manifestações extáticas, donde receberam o nome de entusiastas ou dançarinos. Os messalianos insistiam na necessidade de experimentar o sentimento de estar em estado de graça."

Reação a posição dos messalianos:

“ A graça é depositada secretamente no fundo do espírito, desde mesmo o instante do batismo, ocultando sua presença ao sentimento.” Os messalianos foram condenados nomeadamente pelo Concílio de Éfeso (431).



Palavras do Papa São Pio X

"..., eles dizem assim: no sentimento religioso deve-se reconhecer uma espécie de intuição do coração, que pôs o homem em contato imediato com a própria realidadede Deus e lhe infunde tal persuasão da existência dele e da sua ação, tanto dentro como fora do homem, que excede a força de qualquer persuasão, que a ciência possa adquirir. Afirmam, portanto, verdadeira experiência, capaz de vencer qualquer experiência racional; e se esta for negada por alguém, como pelos racionalistas, dizem que isto sucede porque estes não querem pôr-se nas condições morais, que são necessárias para consegui-la. Ora, tal experiência é a que faz própria e verdadeiramente crente a todo aquele que a conseguir.- Quanto estamos longe dos ensinamentos católicos! Já vimos essas idéias condenadas pelo Concílio Vaticano I. Veremos ainda como, com semelhantes teorias, unidas a outros erros já mencionados, se abre caminho para o ateísmo."



Santo Afonso Maria de Ligório, bispo e Doutor da Igreja, talvez a maior autoridade em Teologia Moral e também conhecido como "Doutor da Oração" (se dedicava cerca de oito horas diárias à oração), em sua obra "A Oração", de 1758, diz:

"Bela advertência de monsenhor Palafox:

É de utilidade citar aqui uma bela advertência de monsenhor Palafox, piedosíssimo bispo de Osma, às pessoas piedosas que procuram santificar-se, em sua anotação à 18ª carta de Santa Teresa ao seu confessor. Ali conta-lhe a Santa todos os degraus de oração sobrenatural com que o senhor lhe havia favorecido.

A este propósito, o mencionado prelado prescreve que estas graças sobrenaturais, que Deus se dignou conceder à Santa Teresa e tem concedido a outros santos, não são necessárias para alcançar a santidade, porque muitas outras almas chegaram à santidade sem estas graças extraordinárias e até há muitas que, apesar de terem recebido aquelas graças, estão condenadas. Portanto, diz ser coisa supérflua e presunçosa desejar e pedir tais dons sobrenaturais, quando o verdadeiro e único caminho para a santidade é o exercício de todas as virtudes, especialmente do amor de Deus; e a isto se chega por meio da oração e pela correspondência às luzes e aos auxílios de Deus, o qual outra coisa não quer senão a nossa santificação. "Esta é a vontade de Deus: a vossa santificação" (1 Ts 4,3)."



Qual a exegese bíblica dos "gemidos inefáveis" de Romanos 8, 26?

Na Igreja existem duas vertentes interpretativas para essa passagem bíblica, são elas:

1) Em Romanos 8, 23 - 27 vê-se que nós, como crianças, não conseguimos articular nossos desejos e necessidades, e o Espírito se encarrega, interiormente, de formulá-los; como o Espírito é dinamismo na ação, também é dinamismo na oração. Os gemidos aos quais São Paulo se refere são os gemidos de dor proferidos (internamente, isto é, não audíveis) pelos fiéis que esperam uma dia estar na felicidade eterna junto a Deus. E ele, no trecho citado, expressa como consolação, que o próprio Espírito geme, querendo dizer que o Espírito Santo ora por nós junto ao Pai, com “gemidos inexplicáveis”. Por que os gemidos do Espírito Santo seriam inexplicáveis?

Porque, em primeiro lugar eles não são audíveis, em segundo eles, não sendo audíveis, são ininteligíveis, e em terceiro lugar porque não tem cabimento a mente humana compreender o pensamento de Deus, que é inescrutável.

2) Os gemidos inefáveis se referem à terceira forma como o dom de línguas se apresenta, isto é, como sons inexplicáveis, tal qual nos fala Santo Agostinho ("jubilamento").



Esses dons extraordinários do Espírito Santo realmente nunca cessaram, mas, dada a institucionalização da Igreja, passaram a ser realmente extraordinários, como no caso de São Francisco Xavier e o dom das línguas.

Santo Tomás nos aconselha aprocurar o ordinário na vida espiritual, se Deus conceder o extraordinário, ótimo, mas esse não deve ser o nosso objetivo, como ocorre em alguns grupos de cristãos na atualidade.

Além disso, ao longo da história, percebe-se que os "contemplados" sempre tiveram os dons com a companhia de muitas cruzes, algo bem diferente da "teologia da felicidade natural" tão em voga hoje.

Não deveríamos ficar repletos do Espírito Santo e seus dons, cheios de entusiasmo na missão que temos como cristãos, etc, já e simplesmente no dia em que recebemos esses sacramentos? Seria necessário um outro evento em nossas vidas para isso?

Daí levei em consideração isso:

"Os sacramentos agem ex opere operato, isto é, em virtude do próprio rito."

"É claro, porém, que a frutuosidade dos sacramentos depende das disposições pessoais de quem os recebe: ninguém é santificado sem que se abra ao dom de Deus, removendo os obstáculos à graça..."

"Distinguimos bem entre eficácia e frutuosidade: a eficácia depende de Cristo e é a oferta da graça mediante a aplicação da matéria e da forma dos sacramentos. A frutuosidade é a fecundidade dessa ação salvífica dentro do sujeito que a recebe; depende de tal indivíduo..."

Curso de Iniciação Teológica - Escola Mater Ecclesiae - Pe. Estevão Tavares Bettencourt O.S.B."

O exemplo de muitos santos que lutaram ardorosamente, continuamente e louvavelmente por anos, pela própria santificação, nos mostra que a conversão dos nossos costumes (e consequente abertura à graça) ocorre muitas vezes paulatinamente. O desenvolver das virtudes e dons também vêm devagar (geralmente).



Se aspiramos ao apostolado, aí temos novo motivo para crucificar a carne.

Foi pela cruz que Jesus Cristo salvou o mundo; será, pois, pela cruz que havemos de colaborar com Ele na salvação de nossos irmãos, e o nosso zelo será tanto mais fecundo quanto maior for a parte que tivermos nos sofrimentos do Salvador.

Era este, seguramente, o motivo que animava São Paulo, quando completava em sua carne a paixão do divino Mestre, a fim de obter graças para a Igreja. É isto que sustentou no passado e sustenta ainda no presente tantas almas que se oferecem com vítimas, para ser Deus glorificado e as almas salvas.

É áspero, sem dúvida, o sofrimento, mas, ao contemplarmos Jesus caminhando diante de nós com a cruz aos ombros, para nos salvar a nós e aos nossos irmãos, ao vermos a Sua agonia, a Sua condenação injustíssima, a flagelação, a coroação de espinhos, a crucifixão, ao ouvirmos as mofas, os insultos, as calúnias, que Ele aceita em silêncio, como ousaremos queixar-nos? Ainda nao chegamos a derramar o sangue: nondum usque ad guinem restitistis.

E se estimamos no seu justo valor a nossa alma e a de nossos irmãos, não valerá a pena suportar alguns sofrimentos passageiros por uma glória que jamais findará, e para cooperar com Cristo Senhor Nosso na salvação dessas almas, pelas quais Ele derramou até à última gota, o Seu sangue?

Estes motivos, por mais elevados que sejam, são compreendidos por algumas almas generosas, logo desde o começo da sua conversão; propor-lhos, é adiantar a obra da sua purificação e santificação.

Os novos sacerdotes e seminaristas da RCC, assim como os líderes leigos, têm tomado esta consciência de estar CVM PETRO ET SVB PETRO.

Avante! Se o Senhor é do movimento: AVANTE!

Viva o Papa!

Referências:

Suma Teológica VII

I FIORETTI DI SAN FRANCESCO (Capítulo XXXIX)

Diadoco de Fótice, Cien Capítulos, 77, ed. Ciudad Nueva

São Pio X, Pascendi Dominici Gregis, 37

São João da Cruz, Subida do Monte Carmelo, Livro III. cap. XXX – XXXII)

Segundo, TANQUEREY, Adolph: A Vida Espiritual Explicada e Comentada. Anápolis: Aliança Missionária Eucarística Mariana, 2007. pgs. 403-434

Afonso Maria de Ligório, Santo. A oração: grande meio para alcançarmos de Deus a salvação e todas as graças que desejamos. Tradução do original por Pe. Henrique Barros - 4ª edição - Aparecida, SP: Editora Santuário, 1992

Comentários da edição especial da tradução da Vulgata do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo publicada em comemoração ao ano santo de 1950, notas feitas por grandes teólogos aos trechos de Romanos e I Coríntios referentes ao dom de línguas.

PARA CITAR ESTE ARTIGO:


Depois da Canção Nova, mais uma Comunidade Carismática celebra a Missa Tridentina
David A. Conceição, setembro de 2012, blogue Tradição em Foco com Roma.



CRÍTICAS E CORREÇÕES SÃO BEM-VINDAS:


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