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Paulo VI, o neobeato da Igreja Conciliar

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A notícia de que o falecido Papa Paulo VI será beatificado causou uma enorme revolta em nós, tradicionalistas anti-acordo. Embora não tenhamos provas concretas mas temos certeza através de escritos ali e aqui que ele era maçon e tinha acordo com comunistas com o Pacto de Metz. E ainda será beatificado por Bento XVI, um modernista que ainda tenta enganar a todos sobre o grande valor do Vaticano II.

É claro que os neoconservadores farão de tudo para defendê-lo, o primeiro a utilizar a hermenêutica da continuidade para defender Paulo VI foi um certo frade capuchinho:

"Eu bem sei que o vosso coração sofre muito neste dias pela sorte da Igreja, relativamente à paz no mundo e devido às inúmeras necessidades dos povos, mas sobretudo porque mesmo alguns católicos faltam à obediência às sábias instruções que dais, com o auxilío do Espírito Santo e em nome de Deus.

Ofereço-vos as minhas orações e sofrimentos de todos os fiéis, atenção insignificante mas sincera do último dos vossos filhos, a fim de que o Senhor vos reconforte pela sua graça, para prosseguir o caminho reto e peneso da defesa da verdade eterna, que nunca muda num mundo em evolução.

Igualmente, em nome de meus filhos espirituais e dos Grupos de Oração, vos agradeço pela vossa tomada de posição clara e decisiva, especialmente na vossa última carta, Humanae Vitae, e reafirmo minha fé e minha obediência incondicional a vossas iluminadas diretrizes.

Digne-se o Senhor conceder o triunfo à verdade e a paz à sua Igreja, a tranquilidade aos povos da terra, saúde e prosperidade a Vossa Santidade, a fim de que, uma vez dissipadas essas nuvens passageiras, o Reino de Deus triunfe nos corações, graças à vossa obra apostólica de supremo Pastor de toda a cristandade.

Prostado a vossos pés, peço-vos que me abençoeis, bom como aos meus confrades, filhos espirituais, Grupos de Oração, aos meus doentes, todas as inciativas do bem que em nome de Jesus nos esforçamos para realizar.
"

Carta de Padre Pio a Sua Santidade Paulo VI - Livro Padre Pio crucificado por amor Edições Loyola 2006



Questionamos:





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Iremos deixar de ser devotos de Pe Pio por ele ter sido um neoconservador?
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Pe Pio pode ser considerado um modernista?
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Pe Pio, com sua suprema ascece e mística, não sabia que Paulo VI era maçon e conspirava contra a Igreja?
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Por que Pe Pio não só fazia adesão ao que era dogmático?
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Por que Pe Pio dizia que os a reta leitura textos conciliares é como a defesa da Verdade eterna?
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Pe Pio como todo neoconservador era um papólatra? 
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Por que dizem que Pe Pio rejeitou a Missa Nova se esta foi promulgada em 1969 e ele faleceu em 1968? 
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É muito comum as pessoas confundirem a infalibilidade do Papa com impecabilidade pessoal. Uma coisa não tem nada a ver com a outra.
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O Papa é infalivel quando, investido da autoridade da Cátedra de Pedro (ex-cathedra), faz um pronunciamento oficial e definitivo sobre alguma matéria de fé, moral e costumes. Mas a nível pessoal, ele é um ser humano com todas as virtudes e fraquezas inerentes à sua condição.

Não houve, em toda a história da humanidade, mais do que duas pessoas preservadas do pecado. Jesus e Nossa Senhora (o primeiro porque, além de homem, era Deus e a segunda porque foi preservada do pecado original por antecipação das graças obtidas pelas salvação em Cristo). De resto, todos os homens pecaram e pecam.

Assim, podemos encontrar na história, Papas que 
aprontaram bastante. Um exemplo bem notório é o Papa Alexandre VI, cuja eleição foi legítima, apesar de ele ter sido um libertino e um corrupto.

Seu nome secular era Rodrigo Bórgia. Ele teve sete filhos bastardos, dentre eles a famosa Lucrécia Bórgia. Mantinha uma amante, sua devassidão era pública e notória e, dentre seus desmandos, conferiu o cardinalato aos seus filhos homens, dentre eles César Bórgia que, na ocasião tinha apenas 16 anos. Esse garoto, Cardeal aos 16 anos de idade, acabou por se tornar um soberano adepto da tirania.

Alexandre VI não escondia nada. Várias foram as tentativas de depô-lo, todas em vão. No entanto, ele não pronunciou-se uma vez sequer contra a doutrina da Igreja (essa é a graças do Espírito Santo sobre a Cátedra de Pedro) e foi um grande protetor das Ordens Religiosas.

Não temos dúvidas de que Paulo VI foi um Papa santo, praticamente sozinho contra o furação do Espírito do Concílio que se iniciou em 1970.
É como Bento XVI disse no Luz do Mundo: o lugar do papa é na Cruz.

E na Cruz apenas um Apóstolo estará com ele! 


Pelos frutos se conhece a árvore e ninguém pode dar bons frutos na desobediência, divisão e orgulho, basta ver Satanás e seus anjos.

Fugir do tempo presente e querer ir para a época de São Pio X porque o tempo atual apresenta problemas é fácil. Mas Deus nos colocou neste tempo e nos chama a ser santos, a fazer apostolado, a marcar a diferença neste século XXI. É nele, e não no século XVIII, que precisamos para nos santificar.

Além disso, quem garante que o século XVIII não tinha seus problemas e bem sérios? Cada época tem suas alegrias e suas agruras. Convidamos a lutar contra as agruras de agora e a descobrir também as alegrias atuais, que existem. 

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Não adianta usar batina e barrete, ter a Missa tradicional e não buscar a santidade. Por outro lado, a santificação passa pela obediência às normas e amor à Tradição.
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E isso tem acontecido em nossa geração, são milhões de novos seminaristas e padres, futuros bispos, que tem sede de ortodoxia, zêlo litúrgico e apostólico, que irão colocar fim a crise atual. Só falta mais um pouco para vermos o espicopado de 1970 morrerem para que possamos resgatar a Igreja do sequestro. Esperamos 50 anos e aqui estamos firmes, podemos com Cristo ser mais pacientes um pouco.
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E ainda há que acredite que a verdadeira solução é Dom Williamson fundar numa nova Fraternidade no Brasil sagrando novos bispos e ordenando sedevacantistas e qualquer Zé Roela que se aliste querendo salvar a Tradição.
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Eles depositam sua fé nesse grupelho, acreditam piamente que eles se multiplicarão ao redor do mundo e irá converter a Roma conciliar (sic)
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Fazer o quê? Paciência!  

Por fim existe de fato a possibilidade de que o Papa erre, quando não fala ex-cathedra. Mas, dizer que existe tal possibilidade, não significa que ele, de fato vá errar necessariamente, ou esteja propenso ao erro. Além do que, mesmo supondo que se esteja diante de um erro ensinado por um Papa, não seria lícito, da parte do simples fiel, sair lançando críticas sem sequer ter realizado diligente pesquisa a respeito da temática.

O fato é que, aqui, nós sequer estamos diante de um ATO DO MAGISTÉRIO PONTIFÍCIO. Atos privados é sim algo que pode ser criticado, desde que se mantenha o devido respeito pelo Sucessor de Pedro, e se tenha razões para fazê-lo. A solução de tudo sempre veio pelo diálogo.

Mesmo porque se não dialogarmos como levaremos ao mundo Cristo?

Quando vamos evangelizar, devemos a princípio nos fazer ouvir, pois o ser humano é resistente por natureza. O Papa a meu ver sabia como se achegar, tanto que todas as portas lhe eram abertas. Não porque pensava igual aos hereges, mas porque os respeitava. Longe de dizer que ele deixou de ser cristão por isso.

O Papa respeitando a todos, faz com que todos se abram para suas palavras que anuncia Cristo, sempre!

Fácil é nos fecharmos e não anunciar Cristo a ninguém. Fácil é deitar na rede, tomar um suco, ler um livro e nada fazer para evangelizar, para mostrar a beleza do Cristianismo ao mundo. O Papa escolheu o difícil, mesmo na sua debilidade por causa do tumuldo pós conciliar, foi ao mundo e o mundo o ouviu. O católico questionar seu pastor é algo bem estranho no que tange a maneira que ele escolheu para levar o Evangelho às pessoas das falsas religiões, ninguém sabe quantos se converteram por conta do amor que ele sempre demonstrou.

Talvez nós agiríamos de uma outra forma, mas ele escolheu assim e só Deus pode saber os frutos destas atitudes. Me desculpe, se algum católico deixou de ser católico ou passou a não respeitá-lo como papa, é porque já estava no caminho de saída.  

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Nossa Senhora nas aparições em Fátima já falava sobre o Concílio 


 O terceiro segredo de Fátima foi totalmente revelado e não teve nada sobre um Concílio. Não tenho porque duvidar das autoridades do Vaticano que disseram isso. O que dizia esse segredo?

Basicamente, que o século XX seria um século de mártires, mais do que todos os anteriores [incluídos os primeiros]. E que o próprio Papa não escaparia a esse martírio, SE...

Se os cristãos não rezassem o suficiente.

O nazismo, o comunismo e outros “ismos” fizeram a sua multidão de mártires. Teria sido pior, se a Rússia não tivesse sido consagrada a Nossa Senhora, como Ela pediu em Fátima.

O segredo não falava em atentado. Falava na MORTE do Papa sob as balas de seus inimigos. Mas, graças a Deus, havia um SE...

Deus mandou Jonas a Nínive para dizer que a cidade seria destruída SE não fizesse penitência. A cidade fez penitência e não foi destruída. Jonas chegou a ficar desapontado, mas Deus não o havia enganado.

Os cristãos fizeram pelo menos parte do que Nossa Senhora pediu em Fátima. E Ela desviou a bala... João Paulo II sempre teve certeza disso.

As aparições, mesmo as dignas de crédito, não são “oráculos” sobre o futuro. São convites à conversão. Sugiro especularmos menos e pegarmos os nossos terços.

Igreja Conciliar - A Prostituta do Apocalipse 


Não vale a pena ficar em debates sobre isso. Em Roma brilhará a verdade, e é dela que devemos esperar a solução desses conflitos.

Temos de aceitar o Concílio da maneira que ele tem de ser aceito, ou seja, na continuidade com a Tradição. Achar que o Concílio poderá, pura e simplesmente, ser apagado da História é uma ilusão. Com a regularização, a FSSPX e coligadas poderão trabalhar para que o Vaticano II seja definitivamente aplicado como deveria ter feito e assim sentenciar a morte do modernismo.

Não há duas Igrejas, essa palhaçada de Igreja Conciliar é um termo que nem os próprios tradôs acreditam, pois quando vão debater com os protestantes utilizam da reta apologética de que a Babilônia a Grande referida na revelação de São João se tratava do Império Romano. Os papas podem ter suas posições teológicas como pessoas privadas, mas isso não afetou o ministério deles como pontífices no que é essencial a função de Rocha visível da Igreja. Roma sem Tradição não existe e muito menos Tradição sem Roma.

Se as portas do inferno vencerem a Igreja, então vã é a nossa fé, falso é o Cristo e, não existindo Cristo, portanto, também não pode haver anticristo.

Não nos apeguemos a essas teses estapafúrdias. Deus está com a Igreja todos os dias até o fim dos tempos. 

A Liturgia celebrada de maneira ortodoxa e o simples testemunho autêntico dos católicos são suficientes. Cristo é naturalmente magnético.

Quando Cristo iniciou a sua vida pública, proibia até os demônios de dizer que Ele era Deus. Mas, quando foi julgado e perguntaram se Ele se auto-proclamava Deus, disse que ensinara tudo publicamente e, se quisessem saber, fossem perguntar ao povo. Por que Ele proíbe o que depois ensina publicamente?

Ora, no início de sua vida pública, o povo não estava preparado para saber que Ele era Deus. Mas após muito ensino e milagres, Cristo preparou o povo para a sua grande revelação: Ele é Deus. O ensino é sempre gradual, lento, e exige muita paciência, suor, lágrimas e sangue: só assim atrairemos as almas, jamais multidões.

Cristo também foi saudado por uma multidão quando entrou em Jerusalém... mas, dias depois, a mesma multidão o acusou, gritando crucifica-o!. As multidões não querem a verdade, mas se deixam levar pelo espetáculo. Toda a vez em que Cristo reunia uma multidão, Ele se retirava para longe...
 
Já dizia o grande escolástico do séc. XIX, Padre Garrigou-Lagrange que, uma pessoa que tem ardente desejo de conhecer a Verdade faz com que Deus produza até um milagre para salvá-la.

Gosto de usar esse texto de Santo Agostinho quando alguém fala a respeito de obediência à Igreja:

Conserva-te na barca e clama por Deus

Por todas as coisas que fez, o Senhor nos ensina como viver aqui na terra. Não há ninguém neste mundo que não seja viajante, ainda que nem todos desejem regressar à pátria. Nós sofremos com as ondas e as tempestades que decorrem da travessia, mas, mesmo assim, fiquemos no navio. Com efeito, se dentro do navio corremos perigo, fora dele a morte é inevitável! Aquele que nada em alto mar pode ter muita força em seus braços, mas será, cedo ou tarde, vencido pela imensidão do oceano, é devorado por ele e desaparece.

Portanto, é necessário estarmos no navio, ou seja, sermos transportados pela madeira de um lenho, para poder atravessar o mar. O madeiro que carrega a nossa fraqueza é a cruz de nosso Senhor, da qual trazemos o sinal em nossa fronte, e que nos impede de ser engolidos pelo mundo. Sofremos as agitações das ondas, mas é o Senhor que nos transporta.

A barca que transporta os discípulos, isto é, a Igreja, navega, e a tempestade das provações a tomam de assalto. O vento contrário, ou seja, o demônio que faz oposição à Igreja, não se acalma, esforçando-se por impedi-la de chegar ao repouso do porto. Grande é, porém, aquele que intercede por nós. Com efeito, durante a tumultuosa navegação em que nos debatemos, ele nos inspira confiança, vem a nós e nos reconforta, a fim de que, sacudidos pela barca, não nos deixemos abater e não nos lancemos ao mar. 

Porque, mesmo se a barca é sacudida pelas ondas, é apesar de tudo uma barca, e somente esta barca transporta os discípulos e acolhe Cristo. Ela corre um grande risco no mar, mas, fora dela, imediatamente perecemos.

Conserva-te, pois, na barca e clama por Deus. Todos os conselhos podem falhar, o leme pode tornar-se insuficiente, as velas abertas mais perigosas que úteis - quando todos os socorros humanos falharem, só resta aos marinheiros rezar e elevar a Deus seus corações. Aquele que concede aos navegantes a graça de chegar ao porto, iria acaso abandonar a sua Igreja, em vez de reconduzi-la ao repouso?

Sermão 75
(Patrologia Latina 38, 475-476) 

É importante rezarmos pelo Papa, pelos Bispos e pelos seus Sacerdotes. São homens, como diz o Padre Paulo Ricardo, com a alma em perigo, pois se lançam na linha de frente na luta contra o Inimigo. E o Inimigo, inteligente e ardiloso, sabe explorar as fraquezas humanas a fim de nos derrubar.

Vamos rezar sempre para que Deus continue suscitando Papas bons e santos para nos guiar.
Ser Papa é uma gratia gratis data, logo, não santifica quem a recebe; serve para a santificação de outros. E bons Bispos que saibam conduzir o rebanho.

Hoje não há legiões com espadas ou arenas com leões para devorar os cristãos, temos a manipulação da imprensa e a derrubada da Moral que vem sendo patrocinada por esta cultura pagã onde estamos mergulhando. Conforme o sonho de São João Bosco, a barca de Pedro está sofrendo com a tempestade, mas ela não afundará porque seu comandante não abre mão da fidelidade à Cristo.
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PARA CITAR ESTE ARTIGO:

Paulo VI, o neo-beato da Igreja Conciliar

David A. Conceição 12/2012 Tradição em Foco com Roma.

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