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Introibo ad altare Dei

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Muitas vezes o Altar exerce uma verdadeira força de atração no jovem que deseja chegar um dia ao sacerdócio. 

A perspectiva de celebrar um dia o Santo Sacrifício da Missa, de ter em suas mãos a Sagrada Eucaristia e da-lá em comunhão para as almas, é algo que seduz o jovem em toda a sua caminhada de formação sacerdotal. Ah! Quantos sacerdotes, seminaristas já passaram pelo serviço do Altar auxiliando o sacerdote durante os Ofícios Sagrados.

Nos recorda à Instrução Redemptions Sacramentum da Congregação Para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos: 47. É verdadeiramente admirável que persista o conhecido costume de se apresentarem crianças ou jovens, chamados comumente de 'coroinha', para prestar serviço junto ao Altar à maneira do acólito... Não se deve esquecer de que entre tais crianças surgiu, durante séculos, um respeitável número de ministros sacros.

Porém, mais adiante segue a mesma instrução: Podem ser admitidas meninas ou mulheres. Esse trecho durante séculos foi causa de grandes abusos infelizmente por bispos e sacerdotes, que incentivaram muitas meninas à se tornarem coroinhas e com isso houve um grande esvaziamento dos meninos no serviço do Altar. O presente artigo tem como finalidade mostrar como é importante e urgente para a Sagrada Liturgia que padres e bispos retornem com urgência a ter somente no presbitério o sacerdote e os coroinhas.

Diz o Catecismo da Igreja Católica, no parágrafo 1575: Só um varão (vir) batizado pode receber validamente a ordenação sacerdotal. O Senhor Jesus escolheu homens ("viri") para formar o colégio dos doze Apóstolos, e os apóstolos fizeram o mesmo quando escolheram os colaboradores que seriam seus sucessores na missão.

Partindo desse ponto, já possuímos a noção de que Nosso Senhor escolheu apenas homens (viri) para o serviço do altar. Ora, qual é o lugar do sacerdote? No Altar, no presbitério.

E, como nos recorda Dom José Carlos Aguirre : Este recinto, que por sua elevação majestosa, seu místico isolamento e riqueza de sua decoração, exprimia a dignidade eminente do Sacerdote e de seus Ministros, era cercado duma clausura (sectum, cancellum, pluteum), através da qual era possível seguirem-se as circunvoluções dos Ministros no presbitério... Os leigos revestidos de batina e sobrepeliz são assimilados aos clérigos...

O coroinha possuí inúmeras dignidades entre elas se adentrarem no presbitério e de revestirem a batina, sobrepeliz ou alva. O que poucos sabem é que os coroinhas podem fazer orações ao revestir essas mesmas vestes. Essas orações são as mesmas que o sacerdote diz; porém na oração da batina há uma particularidade pois, a oração que a dita é a oração que o Bispo faz no dia em que concede a tonsura ao jovem.
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Oração da batina: 
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Dominus, pars hereditatis meae et calicis mei, tu es qui restitues hereditatem meam.
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Oração da sobrepeliz:
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Indue me, Domine, novum hominem, qui secundum Deum creatus est in iustitia et sanctitate veritatis. 
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Oração da alva:
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Dealba me, Domine, et munda cor meum; ut, in sanguine Agni dealbatus, gaudiis perfruare sempiternis.
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Como vimos mais acima os coroinhas se assemelham aos clérigos no altar e mesmo quando se revestem de batina, sobrepeliz ou alva. Que dignidade tremenda dos coroinhas!

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PARA CITAR ESTE ARTIGO:

Introibo ad altare Dei

Lucas Santos, 01/2013 Tradição em Foco com Roma.

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